Namorada beijo da menina

Não sei mais flertar!!!

2020.10.20 08:02 BlueElodin Não sei mais flertar!!!

Tenho 20 anos e cheguei num ponto onde não sei mais flertar ( ou talvez nunca soube).
Perdi BV aos 9 anos. Meu primeiro beijo de língua foi aos 13 (com minha primeira/única/ex namorada) e perdi minha virgindade aos 18.
Tipo, acho que vivi tudo no tempo certo (certo para a minha pessoa).
Me considero um cara bem tímido, apesar de que quando estou em uma rodinha no bar ou festa consigo me virar e ter boas conversas (dependendo muitas vezes das pessoas na roda).
Tive minhas fases boas, porém a maioria das vezes que fiquei com meninas que me interessasse ou foi porque elas tomaram a atitude comigo ou foi porque eu tinha plena certeza que teria chance com elas, e isso aconteceu pouquíssimas vezes em ambos os casos. Há também as situações onde eu fico com meninas que não me interessam, mas devido o tempo sem ficar com ninguém acabo aceitando (carência, eu sei kkkkk).
Muitos falam que me subestimo demais em diversos pontos e meio que concordo em partes. Enquanto me considero um cara 6,5/10 há quem diga que sou um 8/10, às vezes 9/10.
Como mencionei antes, perdi a virgindade com 18, porém tive oportunidades nos meus 15 e não fiz nada por falta de confiança e também por eu ter sido muito ligado a religião naquela época (papo de eu escolhi esperar e tals).
Tentei Tinder ultimamente e percebi que a maioria das pessoas usam isso por puro ego, nunca consegui manter uma conversa por muito tempo. Não tenho nenhuma amiga com quem me sinto confortável a conversar sobre pra poder me auxiliar e sinto que falar isso com um amigo homem não vai resolver muito devido a possibilidade de zoação (podemos considerar isso um pouco como masculinidade tóxica??).
Enfim, me sinto inseguro, com baixa autoestima, muitas vezes um ser desinteressante, e apesar de ter diversos assuntos legais pra trocar ideia não consigo conduzir isso a um flerte. Sempre ganho mais uma conhecida no meu insta e fico como "aquele sujeito legal que conheci em tal lugar e nunca mais nos falamos". A pandemia dificultou ainda mais isso e não sei mais o que fazer.
Obs: primeira vez escrevendo aqui no Reddit galerinha, sou novo na rede kkkkkkkk mals ter deixado a situação um pouco confusa. Estou acostumado em escrever no meu journal, onde eu sou o único que entende minhas colocações no texto akakak. É isso, peace out.
submitted by BlueElodin to desabafos [link] [comments]


2020.10.14 02:49 Krahmukoslovisk Porque não sou feliz?? *aviso de texto enorme*

Sempre que começo a estabilizar ou estagnar sempre me surge um sentimento cruel, de que eu estou preso a algo ruim, que ficarei pra trás. Tenho um desejo incontrolado de sair e começar tudo do zero. Porém quando estou em um lugar novo sinto falta do conforto e do carinho, me fazendo querer desistir. Hoje estou fazendo mestrado, trabalhando em uma ótima clinica e mesmo assim sinto um vazio no peito, uma dor e uma angustia, seriam esses os sintomas tardios do termino? Da realização de um “fim”. Pois é, em 2017 voltando do meu intercambio dos estados unidos eu tive um relacionamento rápido coisa de 3 meses, terminei e pra mim foi tudo bem, não havia história e não havia amor verdadeiro. Alguns meses depois me veio a ruiva mais linda que eu já vi (apesar de não ser ruiva natural caia muito bem nela, e nem se podia notar), eu me apaixonei na hora, mas pensei “não sou cara pra namorar, não consigo me conectar’. Eu não podia estar mais enganado. Os primeiros meses foram difíceis, ela havia terminado um relacionamento que não tinha superado, não queria se envolver, muito menos eu, afinal estava na faculdade e queria curtir tudo na mais absoluta esbornia. Porém o cheiro, o carinho e aquele sorriso me quebrou de uma forma tão intensa que eu não quis acreditar, foram períodos de muita felicidade até o momento que tudo virou de cabeça pra baixo, terminamos pois estávamos muito estranhos e eu não entendi muito bem mas não tive objeção, só que algo não estava certo pra mim eu não conseguia esquecer ela.
Fui atrás e descobri da boca dela uma traição, e que ela estava sendo coagida, foi agredida e teve que sair de onde morava por causa do sujeito. Foi o momento 1 da minha mudança, pois sempre fui um cara que abominou traição e quando a pessoa trai uma vez vai trair de novo, só que eu não consegui, não consegui olha pra ela e dizer que não queria olhar pra ela nunca mais, porque eu queria ela do meu lado, então, foi quando eu deixei ela morar comigo, dividir a casa com quem me traiu e quebrou minha confiança, chorava toda noite, porém não conseguia mandar ela embora não estava certo pra mim, e que apesar do que ela fez pra mim, o que fizeram com ela foi pior, voltaram as amigas dela contra ela, as próprias meninas de republica não ajudaram ela nem mesmo na parte da agressão. Eu resolvi dar mais uma chance pra ela e ó Deus daria mais umas 20, porque depois disso não tive o que reclamar, sempre atenciosa, se preocupava comigo, fez questão de conquistar minha confiança pouco a pouco até eu pensar em casar com ela, porém veio o ponto da virada numero 2.
Final da minha faculdade estava passando por problemas com os professores, a ponto de quase ter que ir no ministério publico para resolver um conflito, meu TCC estava um caco e eu estava a um pingo de ser reprovado no meu ultimo semestre, e isso é claro refletiu no relacionamento, brigávamos sempre pois estava apático a tudo, só conseguia comer e jogar, ela (com toda razão) se sentia abandonada, e eu não sabia se queria continuar namorando pois tudo na minha vida estava triste. Terminamos novamente, me consultei com um psiquiatra que me passou medicações e tirei um tempo para ficar em casa, tive crises de pânico, mas quando as medicações começaram a fazer efeito eu consegui fazer tudo, e ela, mesmo depois de ter terminado continuou ao meu lado, me ajudando e segurando minha onda diversas vezes, e no final eu percebi que estava em um momento horrível e pedi para voltar, voltamos. Então se inicia 2019 (teve um salto grande eu sei) quando sai da cidade onde fazíamos faculdade e fui para vila velha e ela ficou lá, novamente as coisas começaram a ficar estranhas, ela é a definição de paixão pra mim, intensa, sem medo, faz o que o coração manda e passar por cima de tudo para fazer o que acha certo, e eu não, sou acomodado e fico sempre a mercê do que os outros fazem ou deixam eu fazer, sou passivo nas atitudes. A distancia era grande, eu tinha uma rotina pesada e não tinha tempo de conversar por mensagem, estava muito dedicado ao meu estagio e ela precisava de mim, precisava conversar e precisava do namorado dela ali do lado dela, então brigávamos constantemente, então novamente outro termino. Só que dessa vez fui tão cego que não vi o que ela estava passando, os problemas que tive de final de faculdade ela também teve, e eu egoísta que sou, não soube ver isso, e quando me toquei do que havia feito, tentei de alguma forma ajudar, mas ela não me atendia, e quando a gente se falava ela só sabia chorar, e eu tapado que sou não sabia o que fazer e como agir.
Então começa o ponto de virada 3, terminei o meu estagio, voltei pra casa e arrumei um emprego em um consultório veterinário perto de casa(interior do ES divisa com o RJ), e ela voltou pra cidade dela Pedro canário (norte do ES, divisa com a Bahia) estávamos terminados porem anos antes compramos um congresso de veterinária juntos e ela disse que mesmo que terminássemos ela ia disponibilizar a casa (o pai dela mora em Curitiba) dela para eu ficar. Foi chegando a data de ir e eu não sabia se aquilo estava valendo ou não, então quando menos esperava, depois de semanas sem se falar ela pergunta quando que vou, eu que nem tinha preparado nada, entrei em choque e comecei a ver data de voo, e na minha cabeça pensava “vou conquistar essa mulher de novo”, e como já dizia Rubel “se for preciso eu pego um barco e eu remo por 6 como peixe pra te ver”, ela ama Rubel. E fui, eu nunca tinha sido recebido tão friamente, era simplesmente era apática a tudo que era relacionado a mim, eu pensei “não vai dar” e já fui baixando a expectativa mas não desisti, e então em um belo dia a noite em casa, a gente ficou entre choros de saudade e tristeza, amor e ódio. Mais uma vez resolvemos tentar, sempre claro corrigir os erros do passado, para não se repetir. Ela fez comigo um teste de perseverança pois estava devastada com o que fiz com ela (deixar ela sozinha no fim da faculdade segurando uma barra desgraçada) Eu arrumei um estagio para ela numa indústria de laticínios na minha cidade e ela foi pra lá. Eu percebia que ela era muito grossa e sempre discutia por coisas bestas, eu sabia que era pra me testar, segui firme. Próximo do estagio acabar, meus pais (que aliás achavam que estávamos separados, na verdade só fingiam) perguntavam quando ela ia embora, e eu não sabia como tocar nesse assunto porque eu também não queria que ela fosse, queria ficar com ela, mas então em janeiro de 2020 ela foi embora, para Curitiba na casa do pai dela. E pra minha sorte o que houve em 2020? Pandemia, comércios fechados, aeroportos fechados, caos no mundo, e a única forma da gente estar junto e por whatsapp, e quem é o insensível que não consegue ser atencioso a distância? Eu mesmo e assim levamos por alguns meses, planejando nos ver em pleno a pandemia, mas eu não tinha dinheiro, recebia muito mal (menos que um salário mínimo) e pra ir ver ela teria que pegar dinheiro com meus pais, que com certeza não me emprestariam, então era sempre uma decepção porque ela sempre vinha com promoções de voos e formas da gente se ver, e eu sempre realista quanto a nossa situação, foi então que em junho desse ano ela me ligou terminando tudo.
Aceitei, foi uma conversa ate que longa, ficou muito claro nossos motivos, mas o principal foi a distância (eu não consigo ser eu mesmo por mensagem, não sei o que acontece, no dia eu só vou fazendo as coisas e depois que me toco de ver celular mas as vezes já e tarde). No mesmo mês fiz minha inscrição no mestrado em Vila Velha aonde havia estagiado meses antes, acabei passando, não recebo bolsa, e estou tendo que trabalhar para pagar o mestrado e as contas (quase 2500 reais no mês) até ter uma bolsa, se houver ela. Mês de setembro fiz plantão todos os finais de semana e terças-feiras, de segunda a sexta estava na rotina do Hospital para aprender a fazer coisas novas em anestesia e a noite aula. Foi um mês desgraçado, mas foi um mês que não senti falta dela, ai nesse ultimo feriado, alguns amigos me chamaram para ir para a praia em Guarapari (cidade próxima) pra gente da uma curtida, então eu fui, e realmente me diverti muito, e no domingo eu acabei ficando com a amiga da namorada de um amigo meu (complicado mas acho que deu pra entender) e nesse momento, meus amigos, só me vinha uma coisa na cabeça, a Ruiva. Eu só dei uns beijos nela e nada demais aconteceu mas no outro dia eu fui embora, porque não estava me sentindo bem com a situação, cheguei em casa triste, com uma dor no peito enorme, e acabei mandando mensagem para ela, conversamos de boa, falamos como estavam as coisas e então vem o momento da virada 4, a Ruiva, conversando com umas pessoas arrumou um emprego numa cidade pequena aqui no espirito santo, e essa cidade meus amigos, é 70 km de onde eu moro, e agora eu não consigo trabalhar, comer, estudar e nem fazer nada, só penso em ir lá e chegar dizendo que vim remando por 6 meses e só pude chegar agora. Porém meu medo é eu ser a pessoa que nunca está feliz, que quando está bom quer mudar e quando muda sente falta do conforto. Inegavelmente eu a amo, e ela me ama também (foi dito isso na conversa) mas tanto ela quanto eu sabemos que amor nunca segurou e nunca vai segurar relacionamento, fico me perguntando, com a possibilidade de ir vê-la a cada 15 dias e trabalhando pra me sustentar, podendo fazer planos de vida, se daria certo. Antes vivíamos em momentos diferentes, mas agora estamos vivendo no mesmo momento, trabalhando e sendo adultos que moram fora de casa. Meu coração e meu corpo doem de medo de ignorar o que todas as fibras dizem que é ir ver ela esse final de semana, mas ao mesmo tempo morro de medo de estar sendo o maior egoísta desse mundo e me deixar levar por esse sentimento e acabar descobrindo que não consigo mudar e que não da mesmo para estarmos juntos. Nunca fui muito religioso, mas já rezei para Deus para ter sucesso, para ter dinheiro pra pagar minhas contas, agora peço que ignore tudo e me uma luz para onde seguir.
submitted by Krahmukoslovisk to desabafos [link] [comments]


2020.09.29 02:54 arrux1 Eu finalmente me reconheci e me aceitei bissexual

Então OPs, demorou quase 22 anos pra ficha cair completamente que eu não sou "hetero flex" "quase hetero" "bi de balada" ou qualquer outra coisa que eu me auto rotulava no passado por medo. Nessa pandemia, depois de passar muito tempo sozinha comigo mesma, eu me peguei pensando em me envolver mais romanticamente com meninas. Fumei um beck, comecei a viajar e a epifania veio: eu tinha dúvidas pela minha sexualidade no passado, não porque eu era hetero e fiquei "curiosa", mas porque sempre fui bissexual, me reprimia muito e me forçava numa caixa que nunca coube em mim.
"Sou hetero tenho certeza disso"
Eu vim de uma familia cristã muito conservadora, e desde criança eu já não era uma menina que perfomava 100% a feminilidade... ao mesmo tempo que gostava de barbie, também gostava de hotwheels, bolinha de gude, CDZ e várias outras coisas que se diziam de meninos. Gostava muito de andar entre os meninos, mas ao mesmo tempo gostava muito de ballet... Porém, justamente por ser criada ouvindo de todos os lados que homossexualidade era doença e com medo de ser espancada pelo meu pai homofóbico, eu imbuti na minha cabeça que eu era hetero e não podia ser mais nada além daquilo.
"Sou hetero... né?"
O tempo passou e comecei a ter meu primeiro contato com a pornografia aos 11 anos de idade e eu só pesquisava por corpos femininos. Na verdade até tinha um pouco de dificuldade de me sentir atraída pelo corpo masculino nessa época. Ao mesmo tempo, comecei a performar mais masculinidade no ensino fundamental e minha mãe começou a perceber e começar a tentar me repreender, me comprava varias sapatilhas e vestidos, me perguntava incessantemente se eu não estava interessada em alguma amiguinha do colégio... eu ficava me perguntando o pq daquilo... já que eu era hetero, não era?
"Gosto de meninas e meninos, mas sou hetero"
Meus primeiros crushs adolescentes eram todos homens gays efeminados ou homens que não tinham a virilidade muito marcada/não perfomavam masculinidade e tinha traços mais delicados (isso é um padrão de atração meu até hoje). Até que aos 13 anos me apaixonei por uma menina que perfomava masculinidade. Quase ninguem sabia daquilo além de uma amiga minha... posteriormente minhas "paixonites" por meninas começaram a ficar mais recorrentes, mas deixava isso de lado, era só uma fantasia da minha cabeça... era mais confortável pra mim pensar assim... lembro de um diálogo com uma amiga minha "eu não experimento pq e se eu acabar gostando? O que eu faço?"
"Acho que sou hetero"
Dos 14 aos 17 anos, namorei dois meninos diferentes (em tempos diferente, rs), porém passei a considerar nesse meio tempo que talvez fosse legal beijar outras meninas também... não que eu não fosse hetero, mas só pra experimentar...
"Sou quase hetero"
Comecei a beijar meninas pela primeira vez durante a universidade, só para matar a curiosidade...
"Assim, hetero hetero msm eu não sou não"
Meus "beijos de festa" com meninas ficaram cada vez mais frequentes, mas tinha muito medo de desenrolar qualquer flerte ou relacionamento mais profundo... mas medo de que? Você não era hete... mas peraí, heteros não beijam pessoas do mesmo sexo, heteros não se atraem sexualmente por pessoas do mesmo sexo... eu sou bi? Não pode ser...
"Acho que sou bi"
Sinto falta me relacionar mais romanticamente com outras mulheres. Aliás, se a sociedade não tivesse todos esse preconceito e se eu nascesse numa família mais liberal, eu tenho certeza que eu já teria apresentado algumas namoradas pra minha família...
"CARALHO PUTA QUE PARIU EU SOU BI E AGORA PORRA"
É como eu me sinto nesse momento. Queria mostrar nesse relato que isso nunca e jamais foi uma escolha minha. Talvez possa ter sido uma escolha performar minha sexualidade na sociedade, mas o impulso sexual e romantico sempre esteve lá, nunca foi uma escolha. Se eu pudesse escolher, nunca teria atração em outras mulheres com a família que eu tenho. Meus amigos sempre me aceitaram, mas morro de medo da rejeição dos meus pais, principalmente do meu pai. Ainda tenho muito medo de tudo, principalmente de ser espancada por ele. Acho que vou demorar muitos anos antes de contar isso pra minha família. Enfim, eu me sinto feliz em ter finalmente me entendido, mas ao mesmo tempo chorei muito pq me toquei o quanto fui dura comigo mesma nesse tempo todo.
submitted by arrux1 to desabafos [link] [comments]


2020.09.09 22:17 BanselSavant A maldição da demissexualidade

Edit: a "namorada" me chutou. A gente ia se encontrar na segunda, adiou, na semana que vem, agora nunca. Depois n querem meu psicológico fodido. Me dispensou pois pretende se mudar pro nordeste e facilitei isso com umas informações que n tinha. Sucesso pra ela, enquanto eu continuo na merda. Nada muda E a outra lá eu chutei. Sanguessuga malvada
Acho que é óbvio o paradoxo, mas quero discutir. Sim, por causa da pornografia, um monte de fetiches e invejas me surgiram, como pegar em festa, ou em público, ou em situações específicas, etc, mas n sei se conseguiria fazer de fato. Sou um fracasso na vida, logo na sexual também. Todo sexo q tive foi pagando e o que foi "na amizade" mesmo pagando foi o único q gostei, justamente pela amizade, pela conexão, pelo gostar da mina. Posso ficar duraço com uma mina que vejo na rua, mas obviamente n poderia chegar ou tentar algo. Essas histórinhas de rolar com desconhecidos deve ser meme ou com sortudo, como uma que a ex (diaba muito diaba) me contou. Conversaram um pouco na piscina do hotel e foram e fizeram no banheiro. Queria muito saber como ele convenceu ela a isso, como ela n se arrepende e tal (n q deva ter motivo de arrependimento. Quero q ela se exploda), como rola essa conexão. Parece q existe palavra mágica. Invejo esses caras q conseguem boquete aleatório de desconhecida, etc. Roteiro de pornô, mas da uma depre pq existe na realidade e queria q rolasse comigo. Diversas vezes fiquei atraído e seria tão massa se rolasse, sem machismo, sem estupro, sem forçação, sem mimimi, só tesão, dois corpos se pegando. Obviamente acho q n sou atraente. Sou estranho, alto, magrelo, desvio os olhos, etc. (Tou melhorando, mas longe de ser um garanhão) Mas convenhamos q muitos feios pegam, que muitas minas só querem o pau e tão nem aí se o cara é casado, santo ou bate na mãe. Muitas tem seu tesão e queria topar com uma que só rolasse e tal. Seria tão massa. Maaaaas eu conseguiria? O pau continuaria duro? Conseguiríamos um posição confortável? São tantas dúvidas e pensamentos q quase piro. Por outro lado, quero a minha gata, passear pelo corpo dela, endeusá-la, ajudá-la a sentir todo prazer possível. Eu sou romântico. Mas parece que romantismo afasta as mulheres. Qual o problema de meter até o talo sim, num banheiro sujo qualquer, mas com carinho? N gosto mesmo da ideia de objetificar, por mais q tenha meus fetiches de dominação. Dominação é objetificar? O que difere uma mina que gosta de ser chamada de puta do cara que chama ela de puta? Ela é um lixo? Ele é um lixo machista? Acho que notaram q tenho dúvidas sobre pessoas em geral. Gostaria de entender, como lidar com as pessoas, como reconhecer que uma mina tá a fim... É meme aquela história (isso é exemplo) do caminhoneiro que mostrou o pau pra filha do dono do posto de gasolina, incentivou ela a entrar na cabine do caminhão, tocar nele, chupar ele, ele depois mandar ela se limpar e n dizer nada a ninguém e ainda ela ainda ter gostado de tudo isso? N que eu queira mostrar o pau por ai, mas já vi tanta história de cara exibicionista que despertou tesão na mina e comeu ela. Ou é tudo meme? Ou acontece mesmo, principalmente nesses interiores de fazenda, região rural e menos urbana ("menos civilizada")? Pessoal, são dúvidas sinceras. Meio que tou namorando agora e tou sem saber lidar com ela. N gooooosto dela, mas n quero perder ela. Eu sei que pareço um canalha que vai usar ela e depois abandonar, mas realmente n quero isso. Se for para deixar ela, ela vai continuar virgem, pq n vou me aproveitar. Já cometi uns erros na vida e minha disciplina está intacta, meu senso de moral engrossou. N é divertido machucar coração. N é divertido fazer mal a alguém. Mas já vi tanta história de casais q de comum acordo desvirginaram, mas n ficaram naquela de ficarem juntos para sempre. Já vi tanta história de nego q comeu e abandonou e a mina continua a vida como se nada tivesse acontecido, n sente raiva dele e tal. Deliberadamente eu casaria sem hesitar com umas meninas específicas, mas n essa "namorada". Moramos perto, mas ainda n nos vimos pessoalmente. Quando acontecer, vou poder estourar ela de beijos (devo, por palavra dela), mas nem pensar muito em algo sexual. Okay dela n daaar no primeiro encontro. Compreensível, mas em algum momento vai rolar. Acho q sinto um medo de ficar preso a ela. Sou muito sentimental e sabem a ex diaba q citei? Diaba pq ela casou e ainda me contata. E ela é de outro estado e nunca nos vimos pessoalmente. Ela me persegue, acho q esperando q eu mande ela tomar no cu e bloqueie. Mas n sou de fazer isso. Tenho raiva dela, mas se eu externar, meu coração q vai sentir e n vou ter um piripaque por causa dela. Mas é notável q ainda sou um pouco preso a ela. N no sentido amoroso ou sexual (quero que ela se exploda²), mas n consigo levantar o dedo para dar fim de vez a esse contato. Sinto q eu perderia algo. Sabem a história dela com o cara na piscina? Consegui arrancar dela indagando sobre tesão feminino, oq no homem atrai a mulher e tal, pois já que ela é mulher experiente e eu preciso de respostas, resolvi tentar aprender um pouco, tirar algum proveito dela, depois dela brincar tanto comigo. Gente, o que eu faço? Tou certo em algo? Tou errado em algo? Em q? Oq faço? N quero machucar ninguém e com essa postura acabei bem machucado pelos anos ae (antes e depois de eu ter cometido os uns erros que citei)
submitted by BanselSavant to sexualidade [link] [comments]


2020.08.23 00:19 johnmarston1997 A Odisséia da minha vida sexual (até agora)

Não tenho um motivo pra claro pra escrever este desabafo, além de querer que outras pessoas aprendam com meus erros, e talvez não se sintam tão ruins sabendo que os problemas que elas enfrentam, muitas outras enfrentam também.
Pra começar, desde criança, sempre ouvi que eu era bonito. Tenho olhos azuis, cabelo liso, mas essa bajulação acabou me fazendo mal como vou mostrar mais adiante.
Passei o ensino médio inteiro sem pegar ninguém. Naquela época tinha acabado de virar metaleiro e meu cabelo tava quase na cintura, além do mais não fazia ideia de como chegar em alguém. Teve uma vez que eu cheguei a falar pra uma menina olho no olho que eu gostava dela, sendo que nós nem éramos tão próximos, só que obviamente ela disse não (afinal, o que mais ela poderia ter feito diante de uma abordagem tosca dessa ?).
Enfim, dae fui pra faculdade ainda bv, com 18 anos. Fui fazer o curso de engenharia eletrônica numa federal e até aquele momento as pessoas diziam "é assim mesmo, as coisas vão mudar quando você entrar na faculdade". E de fato, esse pensamento cômodo de que" você é bonito, não precisa se preocupar" me atrasou muito. Nada cai do céu, jovens, nunca se esqueçam disso. Enfim, fui pra algumas calouradas com alguns amigos, e finalmente perdi o bv. Uma menina simplesmente me agarrou e começou a me beijar. Não era nenhuma modelo, mas pra quem tava começando ja tava ótimo. Porém, eu, tabacudo como eu era, não peguei o número dela, e ficou por isso mesmo.
Porém, logo o logo o curso começou a apertar de verdade, e eu não tinha tempo pra mais nada além de estudar. Então passei dois anos sem dar um beijo sequer, sem marcar um encontro, nada.sem falar que ainda era virgem. Meu pai àquela altura já estava começando a achar que eu era gay, então me deu dinheiro e disse pra eu ir contratar uma prostituta. Fiz isso, e apesar de ter perdido a virgindade, o negocio foi uma merda. Nem fez tanta diferença assim no final das contas. O sexo foi completamente desajeitado. Até que com 21 anos, uma menina praticamente caiu do céu no meu colo. Tava no restaurante universitário, tinha acabado de sentar com o meu jantar e a menina da minha frente simplesmente falou comigo dizendo que queria me pegar kkkkk além do mais era razoavelmente bonita, então dessa vez aprendi com os meus erros e peguei o numero dela. Marcamos de jantar e depois consegui convencer ela a ir num motel e finalmente perdi REALMENTE a virgindade com 21 fucking anos.
A partir daí, meu objetivo passou a ser conquistar garotas sem depender da sorte de uma delas simplesmente cair do céu no meu colo. Comecei a usar o tinder pesadamente, e descolei várias transas assim, porém logo percebi que a desvantagem do tinder é que as garotas mais atraentes não o usam, pois não precisam. Dessa forma, você fica restrito às garotas feias ou medianas.
A princípio, isso pra mim não era problema. Tava na minha fase de urubu, pegava qualquer uma que me desse mole.Pegava até mulheres de 40 anos. Só o sexo era importante pra mim nessa época . Mas logo logo fui enjoando. Fui querendo ter algo a mais, comecei a desejar algo que até então nunca tinha tido: um relacionamento. Até agora todos os relacionamentos que eu tinha eram casuais, visando apenas o sexo. Não tinha vontade de namorar nenhuma das mulheres com as quais eu transava.
E assim, percebi que tinha que mudar minha estratégia. Comecei a perceber que pqra arranjar alguém que eu realmente gostasse, precisaria aprender a conquistar alguém ao vivo e a cores, e não por um aplicativo. Isso era algo que eu não sabia fazer( e eu ja tinha 23 anos), mas tinha que aprender urgentemente. Vi todos os vídeos de YouTube possíveis sobre o assunto, e começei a abordar mulheres em baladas e festas, a princípio sem muito sucesso.
As coisas realmente mudaram no Carnaval deste ano. Fui com alguns amigos meus e consegui aprender algumas coisas sobre abordagens. Ao longo do Carnaval, devo ter beijado umas 12 meninas ao todo, sendo que 2 delas resolvi pegar o contato pra depois. A partir de então, finalmente consegui sentir um pouco de confiança em mim mesmo em relação às minhas habilidades Porém, logo, logo, veio a pandemia, e desde março não tenho um encontro, um beijo, nada. E provavelmente vai ser assim pro resto do ano.
Enfim, quis fazer isso pra mostrar que se relacionar não é algo fácil pra muita gente. Pra mim certamente não foi. A sensação que eu tenho é que eu tive que aprender coisas que a maioria das pessoas já naturalmente sabem. Até os 22 anos, não fazia ideia de como pegar alguem. Hoje,não sou nenhum Casanova mas pelo menos tenho uma ideia melhor do que eu devo, ou não devo fazer. Mas no final das contas ainda não arranjei uma namorada depois de tudo isso hahahahahah
submitted by johnmarston1997 to desabafos [link] [comments]


2020.06.04 01:13 Allleatorio Estou errado ?

Namoro há 08 meses uma menina mais nova que eu (eu 22 ela 17), ela sofre de extrema carência e se sente para baixo varias vezes.
Um ano antes de conhecer ela fiquei com a melhor amiga da minha irma, só foi um beijo no ano novo e nada mais(ambos estavam bebados), depois disso viajei com essa menina de novo e nunca rolou nada. Com 6 meses de namoro minha namorada soube que eu fiquei com essa guria e falou que eu precisava excluir ela da minha vida, eu exclui ela do meu Insta e tals e só conversamos pessoalmente raramente.
Só que minha namorada quando esta para baixo sempre volta a falar dessa guria e eu nao sei se aguento mais, minha namorada se sente magoada só por eu falar(nem conersamos por telefone, só quando ela vem aqui em casa falar com minha irmã) com a menina sendo que ngm da em cima de ngm, eu nao quero ser hipócrita para cortar uma amizade por um motivo que ao meu entender é sem nexo.
Será que eu nao estou deixando algo passar ? Estou errado ?
submitted by Allleatorio to desabafos [link] [comments]


2020.06.03 19:22 dustobbop FUDIDÃO VOCÊ

FUDIDÃO VOCÊ NÉ CAMARADA? SONSO TONTO BURRO DESPREZADO JEGUE FUDIDO ESTUPIDO CARCARÁ SEM FAMÍLIA SEM AMIGOS DOIDO ESQUIZOFRÊNICO LEPROSO CARA DE MINGAU FIMOSE CAGADA DONA PEIDA CHUPADOR DE MIKE TYSON PERNINHA DE SARACURA FÃ DE GUNS N ROSES GAY GAY GAY GAY GAY TIM MAIA SÍNDICO ESPANTALHO DO FANDANGOS VARETA DE ARVORE VELHA PROSTITUTO DOIDO NARCISISTA LOUCO PERTURBADO AIDÉTICO DESFAMILIAR BOÇAL FEIOSO HOMEM DE INTELECTO LILIPUTIANO BAITOLA BEBUM DEBILOIDE FUDIDO DEFUNTO COCÔ OVO COZIDO FEDORENTO HOMOSSEXUAL ESCROTO IDIOTA IMBECIL MOCORONGO OTÁRIO PASPALHO RIDÍCULO VAGABUNDO XOXO PROSTITUTO PEDERASTA INFANTIL PENTELHO NOJENTO PEIDO DE VELHO DIABÉTICO NOJENTO MODRONGO LADRÃOZINHO GOSMENTO GAIATO FEIOSO DEFUNTO ENDEMONIADO SERVO DE BELZEBU CORRUPTO CHIBUMBO GOGOBOY DE VELHA NA MENOPAUSA CAGALHÃO DIARREICO BICHENTO VIADO BABACA CABELUDO BIFE DE RATO CHORUMENTO BAFO DE BUNDA JOELMA PELADA TIGRE DO CEREAL BUCETA MAGRA PEITER DO EI NERD EPISÓDIO PERDIDO DO CHAVES ACAPULCO QUICO NEGRO MASSAGEM NO SACO PAQUIDERME TREMENDO VACILÃO CHEIRA PEIDO MASSAROCA PAUZINHO DE VELHO BALANÇA BALANÇA DRIFT RODELA DE SALAME DIRETAMENTE NO RATINHONHO ESTUPIDO SAMBA CANÇÃO DE PAPAI PIROQUINHA CHEIROSA(?) OLHEIRO DO THE VOICE KIDS BANHEIRA DO GUGU AIAI TIRE O DEDO DO MEU CU BAIXISTA DA BANDA MALTA EX INTEGRANTE DO CARROSSEL CÉREBRO DE GAFANHOTO CHIP DA TIM MAMADORA DE DESENHISTA MARTELINHO DE QUEBRAR COFRE MC CAROL CHEIRINHO DE SEXO ELE ARREBENTOU MEU BOGA EU DISSE OPA AMIGÃO ÁLCOOL EM GEL PRETO DANIEL MOLO CARRINHO DOS SIMPSONS MARCOS CASTRO DE REGATA PIROCA ESTRANHA BURRA BOBA ARROZ QUEIMADO NO FUNDO HOLYFIELD OLIVER TREE DO CACETE SUA MÃE TA AQUI FALA COM ELE ALO ALO TO MAMANDO TUDO TA MÓ ZUAÇÃO TEU PAI FAZ PROGRAMA DE NOITE BOBÃO ADEUS BOÇA DE MERDA BOCETINHA DE COCÔ MOZAR ESTEVE AQUI PORRA MORDE A CABEÇA DA MINHA PICA BOBALHÃO ROBÔ DO BILSONERO RODO DE PIA ZÉ PILINTRA VENDEDOR DE BALA CEO DO SHOPPING TREM LEITOR DE OLAVO DE CARVALHO ESTRUME PEDERASTA FORAGIDO PIZZA DE ABACAXI CAGADOR SILENCIOSO JACA QUE ENVIARAM O PÉ BESTA-FERA PUTREFATA MACARTHISTA LAMBE BOTA ISSO NÃO É UMA COPYPASTA ENGRAÇADA EU CHORO CONSTANTEMENTE PANACEIA ERRADA BISCATE ARROMBADO MIL VEZES ENCOXADOR DE IDOSAS PACHOLA NARIGUDO FEDIDO A QUEIJO LAMBEDOR DE TELEFONE MENTECAPTO POLICIA DO ZAP CUZINHO LUBRIFICADO PALHAÇO PAGLIACCI MAL DIAGRAMADO SALSICHÃO DO ZORRA TRANCREVEREI O VÍDEO DO BONITO BOLO EU TENHO UM PRESENTE PRA VOCÊ UAU QUE? QUE BONITO BOLO QUE BONITAS VELAS COM A MINHA IDADE! COMPREI PRA VOCÊ, PENA QUE NÃO POSSO COMPRAR UMA COISA MAIS CARA... É QUE EU SOU UM GAROTO POBRE NÉ NÃO NÃO NÃO É O SUFICIENTE, EU TENHO UMA IDEIA QUE PODE SER UM PRESENTE DE GRAÇA EU POSSO FAZER O QUE VOCÊ QUISER DE GRAÇA... UMA PICA VAMO FUDÊ? VOCÊ É INTELIGENTE, COM CERTEZA, VAMO TRANSAR E A CENA QUE SE SEGUE É A DANCINHA DO VAQUEIRO QUE É DO CARALHOOOOOO BESTA DESALMADA FÚTIL ARROMBADA ABOBADA SEM PAI DESNATURADA PINGO DE MIJO CURVA DE PAU TORTO ADVOGADO DA GRETCHEN APATRIADO DOIDO CUIDADOR DE IDOSOS MAL AMADO LAMBE BOTA DE PM SOMELLIER DE DECEPÇÕES YOUTUBER SAPATILHA JEZEBEL TONTO DESVIADO CABELO DO THIE ROCK NA ERA LOIRA INFELIZ SATANÁS ENVIADO PRA DESTRUIR IGREJAS MORADOR DE SODOMA GLANDE FEIA CÁLICE DE PORRA CHORAM AS ROSAS BRUNO E MARRONE GORDO SAFADO MAMUTE DA TETA SUADA DESEMBESTADO JEGUE DANÇARINO DANADÃO SONIA ABRAÃO SEM MORAL EXIBICIONISTA ANCAP MISERÁVEL FARISEU PRAGA DO EGITO CRACUDO DOIDO FILHO DO ALEXANDRE FROTA ARTISTA DE FURRY POETA DA BOCA DE LIXO GALO GORDO IMPURO FILHO PRODIGO POSSUIDOR DE TRANSTORNOS SÉRIOS VÔMITO DA LOLLY PARA MENINAS BICHONA EMO BAIANO CAGA GROSSO CU DE FOSSA ORELHINHA DE JUMENTA COMEDOR DE ANÃO CUECA BOXER PEQUENOS ESPIÕES 3 BURRO CASCA FINA SACO MOLHADO BUNDA ROSA UNHA PINTADA DE VERDE DADO DOLABELLA COALA DO CARALHO JACARÉ DO É O TCHAN CARIOCA BOQUINHA DE VELUDO MOCRÉIA DEPRESSIVO FADA SENSATA CAPOEIRA MATA UM ZUM ZUM ZUM ATAQUE DOS PALHAÇO LOCO MEXILHÃO FEIO AQUI É SUA TIA QUERIDO! SE LEU ATÉ AQUI SAIBA QUE TITIA TE AMA! SACO DE MERDA COM VÔMITO DESMORALIZADO COROINHA DO QUINTO DOS INFERNOS PSICÓTICO INSONIOMANÍACO PAPETE DA M4NU G*SSAVI INFÉRTIL MEU SACO MURCHO NO FRIO IMPURO BUCETA FEDIDA DE GORDA MAL AMADA BRIOCO MAL LAVADO ÁGUA DE CHUCA DE UM VIADO COM DIARREIA CHIBUMBA CHIFRUDO DO TAMANHO DO BURJ KHALIFA TEU PAI É O ARTHUR MAMAEFALEI SEU POUCA-VALIA SEU FRALDA GERIATRICA BACURA FILHO DE UMA PISTOLA SEM BALA DESFORNICADOR EMPATA FODA GONORREIENTE DESVIADO DO CAMINHO DO SENHOR IMPIO MACHORRA MOCORONGO CEGO SURDOMUDO ANALFABETO EM LINGUAGEM DE LIBRAS PASPALHO POSTULENTO *RESPIRA MAL AMADO SULISTINHA FUDIDO JURADO DO SILVIO SANTOS PUNHETEIRO FANTASMA CHEIRADOR DESCABELADO EMPATA FODA TCHOLINHA SEM CULTURA POESIA PRA VOCÊ VIA MESTRE SKYLAB: DEDO, LÍNGUA, CU E BOCETA, DEDO, BOCETA, LÍNGUA E CU. DEDO NA LÍNGUA, LÍNGUA NO DEDO, CU NA BOCETA, BOCETA NO CU. DEDO NA BOCETA, LÍNGUA NO CU, LINGUA NA BOCETA, DEDO NO CU, DEDO, LÍNGUA, CU, BOCETA TAMBÉM, BOCETA VEZES DEDOS, NOVES FORA CÚ. LÍNGUA, LÍNGUA, LÍNGUA, DEDO NO CU, DEDO DE BOCETA, LÍNGUA DO CU. DEDO, LÍNGUA, CU E BOCETA, DEDO, BOCETA, LÍNGUA E CU. GOSTOU NÉ? GOSTOU PORQUE VOCÊ É UM DESCARADO MALDITO SEM PAI MOLESTADOR DE TRAVESSEIRO INFELIZ E DIGO MAIS: SEU CARLOS BOLSONARO IMBECIL REMELENTO ROLINHA MILIMETRICA PAUZINHO MICROSCOPICO TETUDO SUA BUNDA PARECE UMA BUCETA SEU XEXEQUENTO MAU CARÁTER GOLPISTA CLONADOR DE CARTÃO SEM FUTURO SACANA RETARDADÃO NEM SUA MÃE GOSTA DE VOCE SEU CAMINHÃO DE LIXO QUE PASSA AS SETE DA MANHÃ DE DOMINGO COM OS GARIS GRITANDO CAMINHÃO DO LIXOOOOOOOOOO E TE ACORDA PARTICIPANTE DE CULTO SATANISTA PACTEIRO DE BELZEBU SUA NAMORADA TE ABANDONOU PELO SEU VÍCIO EM FILMES RUSSOS CULT SEU ZERO A ESQUERDA CURTIDOR DE KPOP U DO URUBU ABANDONADO NA FRENTE DO ORFANATO SACOLA DE MERCADO CHEIA DE BARRINHA DE CEREAL SEXTA FEIRA MUITO LOUCA POCT POCT POCT PÓ FICA DE 4 NOIS BOTA SEM (???) TREPA TREPA TREPA TREPA TREPA VIGÉSIMA SINFONIA DE BEETHOVEN FILHOTE DE HITLER BROXADÃO CRIADO POR RATOS MOGLI O MENINO BROXA SEU DROGADINHO DO CARALHO SEU PAI FUMA PRENSADO COM PÉ DE INSETO DENTRO JACK FUDIDO BOCA DE PELO SEU REVIEWER DE LETTERBOXD DINGO BEL DINGO BEL SEU PAU É MURCHO QUE NEM MEL ESQUIZOFREUD SEU TEXTOS CRUEIS DEMAIS PRA LER RAPIDAMENTE AMANTE DA POESIA DE RUPI KAPUR FÃ DO FILME HER POIS É AMIGO EXISTE UMA RAZÃO PRA SUA FAMÍLIA NÃO TE CHAMAR PRO CHURRASCO NO DOMINGO E O MOTIVO É ESSE SEU CHEIRO DE MIJO COM CEBOLA SEM PAU MURCHÃO INCEL FUDIDO ATÉ O TALO UMBIGO SALTADO PRA FORA OUVINTE DA JOVEM PAN CAUBÓI CHORÃO TU GOSTA É DE PESQUISAR POR ROLA BONITA E VERDE NO GOOGLE MAMADOR DE SHREK FUDIDO TU NÃO TEM AMOR PELA SUA PRÓPRIA INTEGRIDADE COMO HUMANO VERMEZINHO DO INFERNO EU ESPERO QUE MORRA DA FORMA MAIS INFELIZ POSSÍVEL SEU LIXO DO CARALHO VOCE VAI COMPRAR COCAINA ATRÁS DA ESCOLA E TE VENDEM MAIZENA POR 100 REAIS SEU BURRÃO BEBEDOR DE PORRA DO CARALHO SUA MÃE OUVIU BTS UMA VEZ E FALOU QUE PREFERIA QUE VOCE FOSSE QUE NEM ELES SEU DESMAMADO TETA DE VACA PIERCING NO CU VOCE CHEIRA A SALGADINHO DE PIMENTA COM PRESUNTO SEUS PAIS CHORAM NO BANHO QUANDO LEMBRAM QUE VOCE GOZOU QUANDO SUA PRIMA TE DEU UM BEIJO NA BOCHECHA VOCÊ ACHA QUE É ENGRAÇADÃO NÃO É? POIS É AMIGO NINGUÉM NUM RAIO DE 200 KM TE SUPORTA SEU ASPIRANTE A TOALHEIRO VOCÊ MERECE CASAR COM UM CACHORRO COM SARNA PRA APRENDER OS PRAZERES NÃO ESCRITOS DA VIDA, VOCÊ PENSA NISSO E FICA EXCITADO SEU DEGENERADO, VOCÊ PENSA NAS NUANCES DA NOBRE ROLA DE UM CACHORRO E NÃO MEDE ESFORÇOS PRA AGARRAR ESSE SEU PINTO MIXURUCA E COMEÇAR A SE DIVERTIR COM AS MAIORES ATROCIDADES DESSA MENTE DOENTIA, FURRO MERDA VOCÊ CORTA CARNE COM TESOURA ESCOLAR E VOCE COME O RESTO DE COMIDA QUE FICA NO RALO DA PIA SEU ESQUIZODOIDO ASPIRANTE A JACK NICHOLSON EM O ILUMINADO APOIADOR DO CHRIS BROWN ESCARNECEDOR IMPIO CAVALO DA CARROÇA DO FARAÓ FILHO PRÓDIGO MÃEFODEDOR BUNDABURACO SEU CLIENTE DA NEXTEL ANARCOCAPITALISTA IMITADOR DO PAULO KOGOS QUANDO VOCE FALA DEUS VULT SUA MÃE EVANGELICA TE METE O CHINELO SEU NAZIPARDO FUDIDO AO QUE PARECE A DEDADA NO CU QUE O PADRE SÉRGIO TE DEU 7 ANOS ATRÁS NÃO FOI SUFICIENTE POIS VOCÊ AINDA PENSA NAQUELA ENORME SALSICHA QUE ERA O DEDO ANELAR DO VELHO HOMEM, AINDA FICA FELIZ PENSANDO NO ATO REPUDIÁVEL E NOJENTO QUE ESTE CONSUMOU, VOCÊ PARECE TRAUMATIZADO E NO FUNDO SABE QUE A SOCIEDADE TE JULGARÁ INEVITAVELMENTE, TAL QUAL FAÇO NESSE EXATO MOMENTO. A MENTE DOS HOMENS É UM MISTÉRIO PRA TODA A ETERNIDADE E VOCÊ SABE DISSO MELHOR QUE QUALQUER UM; QUANTAS FORAM AS NOITES ÍNSONES QUE PASSOU ATÉ PODER SE SENTIR MINIMAMENTE BEM CONSIGO? POBRE GAROTO, VOCÊ AINDA SERÁ CHAMADO DE PODRE POR MUITOS! NÃO SE ACANHE, CÁ ESTOU PRA TE DESGRAMAR SEU MALDITO TEU PAI É GOGOBOY E SUA VÓ É STRIPPER BANANÃO QUANDO UMA MULHER TE VÊ ELA LIGA PRA POLICIA ACHANDO QUE VIU O CTULHU SUA MENTE É PERTURBADA VOCÊ VÊ FANART DE FURRY E SE MASTURBA ENQUANTO IMAGINA UMA VELHA GORDA PISANDO EM VOCÊ COM O PÉZÃO 48 DELA SEU ESCUTADOR DE MUSICAS QUE TOCAM NA C&A DOIDO BURRO SUA CARA É UMA MISTURA DE VOLDEMORT COM SMEAGOL SEU ROMANTIZADOR DE LOLITA SUA ALMA É PODRE NEM TOMANDO MIL E QUINHETAS BOMBAS VOCE IRIA FICAR FORTE MAGRELO FUDIDO FRACO MOMENTO MELHOR CENA DO HUMOR MUNDIAL E O QUE FEZ O GATO ANTES DE SAIR PRA RUA? O MORDEU E 2 MINUTOS DEPOIS? VOLTOU A MORDE-LO E 5 MINUTOS DEPOIS? VOLTOU A MORDE-LO E 10 MINUTOS DEPOIS? VOLTOU A MORDE-LO E 20 MINUTOS DEPOIS? VOLTOU A MORDE-LO COMO SE CHAMA ISSO? REMORDIMENTO HAHAHAHAHAHAHA GOSTOU PILANTRA? NÃO CONSEGUE LEVANTAR NEM UMA FOLHA DE PAPEL SEU HITLERZINHO AFINAL ÉS TÃO HORRÍVEL QUE PARECE UMA MISTURA DE HITLER MUSSOLINI IMPERADOR HIROITO VLAD O EMPALADOR GENGHIS KHAN E AS FADAS SENSATAS SEU NOJENTO ESCUTA AQUI SEU BORBOLETINHA NA COZINHA QUE FAZ PORRA QUENTE PRA MADRINHA SEU ESCRAVOCETA FAZENDO AS COISAS POR MULHER INGRATA SEU PERNA DE PAU OLHO DE VIDRO E NARIZ DE PIKA DURA NENHUM DOS SEUS FAMILIARES QUER SER ASSOCIADO COM SUA EXISTÊNCIA MISERÁVEL E ESTÚPIDA, SEU DESCONTROLADINHO QUE BATE PUNHETA PRA RULE 34 DE AVIÃO DA BOEING QUE SOFREU ACIDENTE E AS VÍTIMAS NUNCA FORAM ACHADAS JÁ QUE ELAS ESTÃO NO OCEAN, SEU LIXO POUCA BOSTA. QUANDO VOCE VAI CAGAR A BOSTA OLHA PRA SI MESMA COM DESGOSTO POR TER SAÍDO DESSE BURACO ONDE JÁ ENTROU A BONECA BARBIE DA SUA IRMÃ MAIS NOVA, SEU PERVERTIDO DESGRAÇADO O PLANO DA NASA DE COLONIZAR MARTE NÃO É ATOA NÃO PARCEIRO, NINGUÉM AGUENTA MAIS LEMBRAR QUE VIVE NO MESMO PLANETA QUE VOCÊ, SEU CACHORRO BILLYZINHO FUGIU DE CASA E SE JOGOU NA FRENTE DE UM CAMINHÃO PRA ACABAR COM O SOFRIMENTO QUE ERA TER UM ULTRA FARO E SENTIR SEU CHEIRO DE EGIRL IMPREGNADO EM TUDO QUE É CANTO SEUS PAIS SÓ NÃO TE TROCARAM POR UM PEIXE PALHAÇO PORQUE VOCÊ NÃO VALIA NEM UM TERÇO DO NECESSARIO, E OLHA QUE ELES TENTARAM PASSAR A PERNA NO VENDEDOR, IMUNDO MERDALHEIRO ALA PERA PERA PERA LIGUEI AQUI PRA CÂMARA DOS DEPUTADOS ELES TÃO QUASE APROVANDO A LEI QUE TORNA CRIME SUA APARIÇÃO EM PUBLICO PORRA QUE LINDO VAI VIRAR CRIME VOCÊ MOSTRAR PRA ESSA CARNE CRUA MASTIGADA QUE VOCÊ CHAMA DE FACE E EU TO EXTREMAMENTE FELIZ, SÓ DE PENSAR NO CONCEITO DA EXISTÊNCIA DESSE SEU NARIGÃO DE BATATA EU ME VOMITO TODO SABIA? CHORUMOSO CAGALHADO, VOMITO A COZINHA, A SALA, OS QUARTOS, O SÓTÃO E OPA MINHA CASA TA TODA REDECORADA SÓ POR EU TER ME AVENTURADO EM PENSAR NA DESGRAÇA QUE VOCÊ É, AMALDIÇOADO DE OITO ANOS MENTAIS PIRIRIMPIRIRIMPIRIRIM ALGUÉM LIGOU PRA MIM ADVINHA QUEM É? É ISSO MESMO É O BOLA DE GOZO ELE TA VINDO TE ARREGAÇAR FILHA DA PUTA SORO POSITIVO DO CARALHO TU PEGOU AIDS COM UM ANÃO CALVO E EU SINTO PENA DO PEQUENO HOMEM POR TER QUE COMPARTILHAR ALGO TÃO ESPECIAL COM ALGUÉM TÃO ESBAGAÇADO QUE NEM VOCÊ SEU TRAFICANTE DE VIBRADOR SEM FAMÍLIA MACACO PREGO DESGRAÇADO EU ESPERO QUE VOCÊ TROPECE E ARREGACE A CABEÇA NO MEIO FIO PRA ACORDAR DE UM COMA EM 21 ANOS E DESCOBRIR QUE TODOS OS SEUS PARENTES MORRERAM CARALHOOOOO VOCÊ VAI CHORAR DIA E NOITE ENQUANTO EU TOCO O PUNHETÃO MAIS GOSTOSO NA SEPULTURA DA SUA MÃE E RIO MUITO COM ESSA LEITADA TÃO RADICAL PIOR QUE TU É GORDO NÉ MANO, MAS GORDO MEMO SEU FUDIDO FUI TE DAR UM ABRAÇO TIVE QUE ALUGAR 14 JOGADORES DE BASQUETE PRA FAZER UMA CIRANDA E CONSEGUIR FECHAR ESSA SUA CIRCUNFERÊNCIA DE PURO DESGOSTO E GORDURA ELA NUNCA VAI TE NOTAR CAMARADA, VOCÊ VAI CONTINUAR GOZANDO PRA MENININHAS ANIME E O ELA VAI TA SENDO TORADA PELO TALLL DO MANDRÁÁÀĂKĶƏ DAS QUEBRADA PENSANDO NA SORTE QUE ELA TEM DE TER ALGUÉM ASSIM ENQUANTO VOCÊ CHORA SE AFIRMANDO UM CARA LEGAL, CADA VEZ MAIS PATÉTICO AOOOOO POTENCIAL DE DAR O CU DESGRAÇADO BAITOLÃO BRINCA AQUI COM MEU SACO FILHO DE UMA CONCUBINA, QUER BRIGAS FODA? QUE TAL SUA MÃE VS DIETA? LOL AQUELA IMENSA OU SERÁ TEU PAI VS RUSSIA AQUELE BAITOLA?????? TENHO MUITO MAIS A DIZER: VOCÊ É TÃO NOJENTO QUE SEU MAIOR VÍCIO É CHEIRAR GOZO EM PÓ ENQUANTO BEBE O CÁLICE DE PORRA, SEU BEBEDOR DE GOZO DO CARALHO. MAS SABE O PIOR? É QUE É A SUA PORRA, JÁ QUE NENHUM HOMEM DEIXARIA VOCÊ MAMAR A PICA DELE CONSENSUALMENTE, SEU FUDIDO CARA DE BALÃO DO CARALHO. SUA CARA É TÃO FEIA QUE PARECE UMA ARGAMASSA DE BUCETA, LEROY MERLINZINHO DE MERDA, PARECE UM BONECO DE CERA COM ESSA MERDA DE CARA ESPINHENTA NOJENTA QUE NEM 500 LITROS DE ROACUTAN CONSEGUEM MELHORAR ESSA SUA SITUAÇÃO, ANÊMICO FILHO DA PUTA. FALANDO EM ANEMIA, PARECE VOCÊ, SEU MAGRELO ZÉ PALITINHO DE ENFIAR NO DENTE DO CARALHO, GINA COM PÊNIS SNIF SNIF MINHA NOSSA QUE CHEIRO DE IDOSO MORTO HÁ MAIS DE 3 SEMANAS DE QUEM SERÁ QUE- AH SIM! SEU SUVACO DESGRAÇADO E ESSA PIZZA DE 2 MESES QUE TU CARREGA SEU DESALMADO COMO PODE LEMBRAR DE JOGAR LOL O DIA INTEIRO E FINGIR QUE ESSE ABORTO ESMERDALHADO NÃO DORME NA SUA AXILA? NÃO EXISTE PESSOA SÃ NESSE PLANETA QUE NÃO CONCORDARIA EM TE PRENDER NUM ZOOLÓGICO. OS BABUÍNOS TE TEMEM SÓ PELO CHEIRO SEU BUCETADO QUE DESFEITA UOPA UOPA QUE ANIMAL DE TETA É ESSE QUE ESTOU VENDO? AH É, É VOCÊ SEU PORCO DO CARALHO, VOU ATÉ TE CHAMAR DE POLICIAL, FILHO DA PUTA BACON DO CARALHO. BACONZITOS. É ISSO QUE VOCE É! ALIÁS, VOCÊ TEM CHEIRO DE BACON MESMO. BACON DE UM PORCO TORTURADO DEBAIXO DO PORÃO DO CHARLES MANSON E QUE FICOU PODRE, SEU ARREGAÇADO ARGENTINO ARREGÃO. BIP BIP ALERTA DE CU BIZARRO REPITO ALERTA DE CU BIZARRO AMIGÃO VOCÊ TA PRESO DE ACORDO COM O ARTÍCULO DOZE DA MINHA PICA ALVEJANDO SUA MÃE SEU CU PARECE TANTO SUA CARA QUE EU FICO CONFUSO DE ONDE OLHAR NA HORA QUE VOU CONVERSAR CONTIGO (MEU GUILTY PLEASURE) EU TE ODEIO MAIS DO QUE ODEIO A TAYLOR SWIFT E OLHA QUE ELA ESQUARTEJA BEBÊS PRO CULTO DELA DE SWIFTERS SEU COCÔZÃO NINGUÉM TE LEVA A SÉRIO VOCÊ SE ACHA O REI DA IRONIA, BABACÃO CABEÇA DE NÓS TODOS TETA DE VÉIA FAGOTEZINHO HAHAHAHA MAS VOCÊ AINDA TA LENDO ESSA COPYPASTA??? MAS VÁ SE FUDER AMIGO TU ACHA QUE TA FAZENDO O QUE? ABSORVENDO CONTEÚDO? GASTANDO TEMPO? AMIGO INDEPENDENTE DO QUE VOCÊ ACHA, A RESPOSTA É QUE VOSSA SENHORIA É EXAGERADAMENTE BICHONA E SÓ CONSEGUE SORRIR QUANDO ENFIA UM PACOTE INTEIRO DE SALAMITOS NO CU. O TIÃO DO TRATAMENTO DE ESGOTO AINDA QUESTIONA O MOTIVO DOS TOROÇOS ANDAREM VINDO QUE NEM O PINHEAD COM OS GUERREIROS DE SALAME QUE SOBREVIVERAM AO OCRE QUE É ESSE SEU BURACÃO SEM AMOR, FALAÍ, CHUPETINHA DE COCÔ, ESSE TEU BAFO AÍ É DE QUÊ? DE BOSTA QUE VOCÊ COMEU PELO SEU FETICHE EM SCAT? DE PORRA? DE PELO DO CARALHO DO TEU PAI? AH, DEVE SER DAQUELE CADAVER DE UMA CRIANÇA QUE VOCÊ COMEU SEM NEM ESQUENTAR, SEU PSICOPATA PERTURBADO XUPISCO WHEY PROTEIN DE PIROCA. VOCÊ NÃO PASSA DE UM VIADINHO QUE AMA SENTAR NUM CANAVIAL DE ROLA E ASSISTIR FILMES PSEUDO CULT PRA IMPRESSIONAR A GAROTA DA SUA SALA QUE TEM HORROR A VOCÊ E FOGE DE TI SEMPRE QUE TE VÊ, COM MEDO DE ACABAR MORTA NUMA VALA PELO SEU OLHAR DE QUEM NUNCA VIU UMA BUCETINHA GOSTOSA NA VIDA, FRACASSADO NERDÃO. VASELINA DE ACENDER CUZINHO DE VELHO GORDO ESQUIZOFRENICO GORDO QUILOS MORTAIS DO CARALHO, URUBU LIXO. VOCÊ NÃO É NADA MAIS NADA MENOS QUE UM GRANDE TOLETÃO DE BOSTA, UM ENORME TOLETÃO DE ESTERCO, DE COCÔ, DE MERDA, DE FEZES, SEU TROGLODITA IRRESPONSÁVEL, NEM PRA SER UM OGRO DO CARALHO. PERDÃO AOS OGROS, JÁ QUE ELES SÃO LEGAIS, SHREK TÁ AÍ. VOCÊ É SÓ UM TOSCO, UM SAPO DO OLHO COSTURADO. BOM DIA PRA VOCÊ, MOTIVO DA CRIAÇÃO DESTA LEI QUE PREVÊ COMO CRIME O ATENTADO AO PUDOR, COMO VAI? ANDA SE SENTINDO BEM COM O ENORME PESO DE SER A DEFICIÊNCIA DA NOSSA SOCIEDADE? O BASTARDINHO RODELA DE FURICO COM ESPINHA? EU ESTOU AQUI PARA TE AJUDAR MEU RAPAZ, ACREDITE. VEJA POR EXEMPLO MEU DEDÃO DO PÉ DIRETAMENTE NO SEU OLHO SEU TERATOMA EM FASE ADULTA CURIÓ DO BICO AMARGO PIERCING NA TETA DA DAMARES UIUI PASSIVO AGRESSIVO UIUI PRIMEIRAMENTE VADIA DE BERMUDA, QUEM PASSA AQUI É SUA NAMORADA PASSA MAL VENDO O PEPINO DO PAPAI A AGRESSÃO FICA POR CONTA DO RABÃO DELA QUE JÁ TA ROXO DEPOIS DE ENTRAR EM CONTATO COM MINHA PÉLVIS FURIOSA MLK, FICA ESPERTO AÍ SOMMELIER DE PIROCA TORTA, JÁ QUE O DESEMPREGO TÁ AUMENTANDO E NINGUÉM VAI QUERER CONTRATAR UM XUPINGA PICA MOLE MICROSCÓPICA QUE NEM TU, SIRIGAITO DO CARALHO. VOCÊ DEVIA PARAR DE BATER PUNHETA PRA HENTAI DE CARRO TETUDO E SAIR DO SEU QUARTO, BICHO PREGUIÇA DA PORRA. AH, ESQUECI QUE VOCÊ É TÃO, MAS TÃO TOSCO QUE NEM SUA MÃE QUER OLHAR PRA TUA CARA DE RESTO DE ABORTO. LEMBRA DO SEU PARTO? NÃO NÉ SEU FILHO DA PUTA, MAS QUANDO SUA MÃE GRITOU DURANTE A CIRURGIA NÃO FOI POR DOR E SIM POR SENTIR QUE ESTAVA DANDO LUZ A UM RASCUNHO DO DIABO MAL FEITO CAGADO ESPIRRADO CHUTADO CHORADO E MIJADO. SUA CABEÇA PARECE UMA RASPADINHA DE CASPA, JÁ QUE VOCÊ NÃO LAVA ESSA IMUNDICE FAZ CINCO ANOS, CHEGA CRIOU NINHO DE RATO AÍ NESSA MERDA. QUASÍMODO FILHO DA PUTA, ESSAS COSTAS TODA TORTA VOCÊ ANDA DEITADO POR ESSA INCLINAÇÃO FUDIDA, SEU DESCOMUNGADO. AH, ME DISSERAM (COM LAUDOS MÉDICOS CONFIRMANDO) QUE VOCÊ É PORTADOR DA SÍNDROME DO BUMBUM GORDO GULOSO NECESSITADO DE PIROCA, ESSA BUNDA É UM PORTA-VIBRADOR, SÓ LEVA PIROCADA DE PLÁSTICO JÁ QUE NINGUÉM OUSA ENTRAR NESSA CAVERNA DO DRAGÃO, FEDIDA ESCURA E INFINITA. A INSPIRAÇÃO AÍKKKKKKKKK: "FILHO DA PUTA, VOU COMER SEU CU. ARROMBADO DO CARALHO, SUA MÃE ALUGA A BUCETA PRA COMPRAR FIXADOR DE DENTADURA PRO SEU PAI, AQUELE CORNO BROXA. CHIFRUDO, VOU ENFIAR MEU BRAÇO NO SEU ÂNUS E ARRANCAR SEU INTESTINO. LOGO DEPOIS VOU ENFORCAR SUA AVÓ COM ELE, AQUELA VELHA BISCATE QUE FAZ CROCHÊ PRA FORA EM TROCA DE PICA. SUAS TIAS TÊM PÊLO NO DENTE E SUA IRMÃ TEM POLENGUINHO NA VIRILHA, SEU GRANDE FILHO DA PRÊULA. SUA MÃE DAVA LEITE DA CABEÇA DO PAU DO SEU PAI PRA VOCÊ BEBER, FILHO DA PUTA. ISSO MESMO, VOCÊ TOMAVA MAMADEIRA DE PORRA DESDE CRIANÇA. POR ISSO É O RETARDADO MENTAL QUE É HOJE, SEU ZÉ BEBEDOR DE SUCO DE CARALHO. O PADRE TE BENZEU COM ÁGUA PARADA, HOJE VOCÊ SOFRE OS EFEITOS RETARDADOS DO AEDES AEGYPT QUE SE ALOJA DENTRO DO SEU OUVIDO, SEU MONTE DE ESTERCO. SEU AVÔ ARROMBADO USA FRALDA E TE OBRIGA A LIMPAR OS CAGÕES DELE COM UMA COLHER DE DANONINHO, SEU CAPACHO DO CARALHO. SUA MÃE TE FAZ DORMIR COM O REX, AQUELE CHIUAUA FILHO DA PUTA E CHEIO DE SARNA. E DURANTE A MADRUGADA O REX ABUSA SEXUALMENTE DE VOCÊ, ATÓLA A PATINHA DENTRO DESSE SEU CU PELÚDO, SEU FRACASSADO. LEMBRA DA JANDIRA, AQUELA SUA PRIMA MONOTETA ? POIS É, ENFIEI UM TACO DE BASEBALL NO CU DELA. A MÃE DELA DEU O FLAGRANTE NA GENTE E AO INVÉS DE FICAR BRAVA, PEDIU O TACO EMPRESTADO. VADIA DO CARALHO ESSA SUA TIA, SÓ PODE TER APRENDIDO COM SUA MÃE, AQUELA BISCATE. QUE ALIÁS, CONTINUA CHUPANDO O CARALHO DO ZÉ DO PACOTE, O TRAFICANTE QUE MORA AÍ DO LADO DA SUA CASA DE BARRO, SEU FILHO DUMA MACONHEIRA VAGABUNDA. O CABELO DA SUA MÃE É TÃO RUIM QUE ELA FAZ CHAPINHA NOS PÊLOS DO SOVACO E USA UM DESODORANTE COM CONDICIONADOR CAPILAR, AQUELA VELHA CARCOMIDA DESGRAÇADA. VOCÊ FOI ENCONTRADO NO LIXO, SEU MERDA. E ATÉ HOJE SUA MÃE PEDE DESCULPAS PRA DEUS PELO PEDAÇO DE MERDA QUE PARIU. ATÉ TE EMBALOU NUM SACO PRETO ANTES DE JOGAR NO LIXO, MAS VOCÊ É TÃO HORRÍVEL QUE UM MENDIGO TE ENCONTROU E QUASE TE COMEU ACHANDO QUE TU ERA UMA LAZANHA, SEU ESCROTO FILHO DA PUTA. SEU PAI VENDE CARTA DE MAGIC ROUBADA PRA JOGAR UMA HORA NA LAN HOUSE E ENTRAR EM SITE PORNÔ. DEPOIS ELE SE MASTURBA E GOZA DENTRO DO SEU TRAVESSEIRO. ISSO MESMO, AQUELA MANCHA BRANCA QUE INSISTE EM APARECER TODA VEZ QUE VOCÊ ACORDA NÃO É SUA SALíVA, SEU FILHO DA PUTA. VOCÊ SEMPRE FOI O MAIS ALOPRADO DA CLASSE. LEMBRA QUANDO ENFIARAM UM GIZ NO SEU CU ? VOCÊ FICOU UMA SEMANA CAGANDO BRANCO, PARECIA GESSO. E QUANDO VOCÊ IA RECLAMAR COM A PROFESSORA, ELA TE MANDAVA CALAR A BOCA. AQUELA VELHA SEMPRE SOUBE QUE VOCÊ TEM PROBLEMAS MENTAIS, SEU RETARDADO. AÍ VOCÊ TINHA QUE CALAR ESSA SUA BOCA ENQUANTO O GIZ DERRETIA DENTRO DO SEU INTESTINO, HAHA. FRACASSADO, VÊ SE PASSA UMA GILLETTE NESSE SEU BIGODINHO RIDÍCULO. TU PARECE O MANO BROWN, PORRA. E DÁ UM JEITO NESSAS SUAS TETINHAS DE BRIGADEIRO, ELAS ESTÃO COMEÇANDO A FEDER. TODA VEZ QUE EU PASSO DO SEU LADO, SINTO CHEIRO DE CACHORRO MORTO. QUE ALIÁS, SE ASSEMELHA AO CHEIRO DA XAVASCA DA SUA MÃE, AQUELA LEITOA MALDITA. DIZ PRA ELA CONGELAR O FEIJÃO QUE HOJE EU VOU CHEGAR TARDE, SEU PUTO. SEU FILHO DUMA PUTA DO CARALHO SE ENXERGA PORRA… VAI TOMAR NO MEIO DA ÍRIS DO OLHO DO TEU CÚ SEU FILHO DUMA VENDEDORA DE PIROCÓPTERO! SEU PAI VENDE BILHETE DE LOTERIA ESPORTIVA NA FRENTE DA SAPATARIA SEU FILHO DUMA PUTA DO CARALHO.! TOMARA Q SUA VÓ ESCORREGUE NO BOX ENQTO TIVER TOMANDO BANHO E CAIA DE TESTA NA SABONETEIRA SEU CORNO DO CARALHO.! QUERO MAIS EH QUE VC SE FODA JUNTO COM TODA A SUA FAMÍLIA AKELE BANDO DE CATADOR DE GARRAFA DO CENTRO COMUNITÁRIO.! SUA MÃE DA AULA DE MAMULENGO PROS PRESIDIÁRIOS DO CARANDIRÚ SEU FILHO DA PUTA.! SEU PAI ANDA PUXANDO UMA CARROÇA PELA CIDADE CATANDO PAPELÃO PRA DEPOIS FAZER UM PACOTÃO E VENDER TUDO POR 1 REAL! SUA MÃE ENCAPA SEUS LIVROS E CADERNOS COM SACO DE ARROZ TIO JOÃO SEU FILHO DUMA LAVADERA DO CARALHO.! SEU PAI VENDE REDE NO FAROL SEU FILHO DA PUTA.! SEU AVÔ CONSERTA PANELA DE PRESSÃO E AMOLA FACA DE PORTA EM PORTA SEU FILHU DUM PÉ DE AIPIM.! SEU PAI FAZ CARRETO DE KOMBI PORRA… CARALHO.! VAI TOMA NO CÚ SEU FILHO DA PUTA EH ESSA PORRA DESSE CARALHO ESPACIAL VUANU ATRÁS DE VOCÊ PORRA VAI TOMA NO CÚ CARALHO.! QUERO MAIS EH Q VC SE FODA E QUE A TOWNER Q SEU PAI USA PRA TRABALHAR (PERUEIRO FILHO DA PUTA) PEGUE FOGO COM VC, SUA MÃE, SUA IRMÃ, SUA VÓ E MAIS 3 CLIENTES… SEM CONTAR TBM Q QUERO Q TENHA INFILTRAÇÃO NO SEU BARRACO TODO.! QUERO Q SUA FAMÍLIA TODA SEJA VÍTIMA DUMA EPIDEMIA DE MALÁRIA E FEBRE AMARELA.! E DIGO MAIS! DESEJO QUE VOCÊ TENHA CANCER NO CÉREBRO E QUE SUA MÃE CAIA COM O CÚ NA QUINA DA MESA DA SALA.! SUA MÃE GUARDA PÉ DE MOLEQUE E SUSPIRO QUE ELA FAZ PRA VENDE EM PACOTE DE MANTEIGA CAMPESINA SEU FILHO DUMA BISCATE RAMPEIRA E SEM DONO DO CARALHO QUERO MAIS EH Q VC MORRA JUNTO COM TODA SUA FAMÍLIA PORRA CARALHO VAI TOMA NO CÚ MERDA VAI SE FUDER… FILHO DUM SACO DE ADUBO MANAH…! SEU PAI FAZ GLOBO DA MORTE DE BARRAFORTE COM SUA MÃE NA GARUPA FILHO DA PUTA.! SUA MÃE AGUENTA A TORCIDA TODA DO CORINTHIANS E DO FLAMENGO SOZINHA E AINDA PEDE BIS SEU CORNO DO CARALHO, FILHO DA PUTA! SEU PAI É FEIRANTE AQUELE CORNO VENDEDOR DE ALFACE! SUA MÃE PEDE ESMOLA JUNTO COM TEUS TIOS NA FAROL AQUELA MULAMBA DO CARALHO!…SEU MÃE VENDE AMENDOIM SEM CAMISA NO ESTADIO DE FUTEBOL SEU FILHO DUMA VAGABUNDA VADIA! SEU PAI É GAY IGUAL A VOCE SEU FILHO DUMA CADELA SARNENTA, PEGUEI ELE NA GRAVAÇÃO DO PROGRAMA DO LEÃO LOBO PARTICIPANDO DE UMA SURUBA JUNTO COM O CLODOVIL SUA BICHA ENRUSTIDA DO CARALHO!… SUA MÃE É UMA PISTOLEIRA, (E DAS BOAS) FEZ SERVIÇO COMPLETO PRA MIM E PRA MINHA GALERA, SEU FILHO DE UMA VERDADEIRA PUTA MALDITA!…SEU PAI AQUELE CORNO DO CACETE É GARI, E SUA MÃE É VARREDORA DE RUA SEU FILHO DO CAPETA!… ESPERO QUE VOCE SE FODA, MAS QUE SE FODA MESMO, E QUE VOCE SEJA ATROPELADO POR UM TREM, E QUANDO SEUS PEDAÇOS CHEGAREM NO IML, O LEGISTA AINDA COMA SEU CU HAHAHAHA, ATÉ MORTO SE TA DANDO O RABO RAPAZ… SE FODE FILHO DE UMA RAPARIGA DO MATO…SUA MÃE DIRIGI CAMINHÃO COM AS TETAS DE FORA, AQUELA VACA GORDA FILHA DA PUTA! …SEU PAI TEM CARTEIRINHA VIP NO GALA GAY AQUELE TRANSFORMISTA DO CARALHO…PORRA! VAI SE FUDE SEU NERD DO CARALHO!… VOCE NÃO NASCEU, VOCE FOI CAGADO SEU MONTE DE MERDA DO CARALHO" SÃO MITOS DA COPYPASTA AO VIVÃO SEU PASSARALHO DE MERDA, SEU CANTO É COMO O ARROTO DE UM DRAGÃO DEFICIENTE QUE FICOU PRESO TRÊS MIL ANOS DEBAIXO DO CENTRO DA TERRA E QUE SONHA EM DESTRUIR SUA ALMA, SEU ANTICRISTO LEVA-PIROCADA. ALÉM DE TUDO, É UM PAU-MOLÊNCIO QUE OUVE ANAVITÓRIA ENQUANTO SE MASTURBA PRA FOTO DE CADÁVERES RUSSOS MEQUETREFE ABESTADO PÉ FEIO RUIM TIFE CÃO SATANAS DOS INFERNOS BOBONICA FEB PRETA TAPINHA NÃO DÓI ÉÉÉÉ MEU AMIGO É ISSO AÍ EU VOU COLOCAR A LETRA INTEIRA DE SORRIZO RONALDO E VOCÊ FIQUE BEM QUIETINHO PORRA SORRI, SORRI SORRI, SORRI SORRI, SORRI SORRI, SORRI WE WILL, WE WILL ROCK YOU (É O SORRIZO RONALDO) WE WILL, WE WILL ROCK YOU (SORRI, SORRIZO RONALDO) É O SORRIZO RONALDO SORRIZO RONALDO ESSE É O SORRIZO RONALDO ESSE É O SORRIZO RONALDO QUEM VAI TE TACAR A PIROCA O SORRIZO RONALDO CONVOCOU, CONVOCOU (OI) CONVOCOU (OI, OI) AÊ, GAROTO (OI, OI) É A VEZ DAS PIRANHA CARALHO! SORRIZO RONALDO SORRIZO RONALDO CARALHO! É O PICA DO YOUTUBE, ELE TÁ EMBRAZADO GERAL JÁ TÁ SABENDO QUE É O SORRIZO RONALDO PU TA QUE PA RIU TACRACATACARACATACARACATATATATATATACARACATACARACATACARACATATATATATA TATATATA TA TA DE VOLTA É O SORRIZO RONALDO SORRIZO RONALDO, ISSO NÃO É LEGAL É O SORRIZO RONALDO QUE CHEGOU QUANDO VÊ O SORRI, SORRI, SORRI, SORRI, SORRIZO RONALDO ESSE É O SORRIZO RONALDO DO YOUTUBE, O MAIS PICA DO BAGULHO LÁ VEM, LÁ VEM ELAS PODE SOLTAR, PODE SOLTAR VEM MULHER, VAI QUINHENTAS FOTOS POR MINUTO PODE SOLTAR, PODE SOLTAR FUDEU! É O SORRIZO RONALDO SORRIZO RONALDO ESSE É O SORRIZO RONALDO ESSE É O SORRIZO RONALDO QUEM VAI TE TACAR A PIROCA O SORRIZO RONALDO CONVOCOU, CONVOCOU (OI) CONVOCOU (OI, OI) AÊ, GAROTO (OI, OI) É A VEZ DAS PIRANHA CARALHO! SORRIZO RONALDO SORRIZO RONALDO CARALHO! É O PICA DO YOUTUBE, ELE TÁ EMBRAZADO GERAL JÁ TÁ SABENDO QUE É O SORRIZO RONALDO KMKMKKKJJJKJMEU TU NÃO SABE O QUE ACONTECEU OS CARAS DO CHARLIE BROWN INVADIRAM SUA MÃE ESTÚPIDA DE DOIS NEURONIOS CADEIRANTES ESSA ÉGUA BEBE ÁGUA USANDO UM GARFO É REALMENTE UM VEGETAL AMBULANTE FUI PERGUNTAR SE ELA TAVA GOSTANDO DA PIROCADA ELA FALOU ABLUBLÉBLUBLÉBLUUUUUUUUUU CARALHOOOOOO ELA NÃO GEME ELA SÓ U U UUUU FUI BRINCAR DE HE MAN COM SEU VÔ E ELE TAVA COM A ESPADA DE PLÁSTICO NO CU GRITANDO QUE TINHA A FORÇAKKKKKKKKK BRINCADEIRA! ENFIEI LÁ E AMEACEI ELE COM UMA FACA DE CORTAR PÃO, GRITOU QUE FOI UMA BELEZA QUANDO EU GOZEI NO OUVIDO DELE POOOOORRAAAAAAA TAPINHA NÃO DÓI VAI LATINO ESMAGUE MINHA BUNDINHA COMO FAZIA COM SUAS ITALIANAS NA FESTA NO APÊ VAMOS LATINO EU QUERO TAPÃO DE QUALIDADE LEVANTA AÍ MACACO
submitted by dustobbop to Copicola [link] [comments]


2020.03.04 23:18 chupameupaumizera Quero confiar mais na minha namorada

Eu era uma popular aq na capital, tinha fama de pegador e tals, ent tinha uma menina q é a minha namorada hj q era louca por mim e eu n dava bola pra ela, so pegava ela e pronto, ate q meu amigo começou a namorar com a amiga dela e eu comecei a namorar com ela e foi essencial pra eu sair das drogas tbm, ela me acolheu bastante e me ajudou mas enfim, Ja estamos namorando a mais de 1 ano e estamos indo bem só que o problema sou eu com meus ciúmes por causa do que ocorreu no passado. No começo do nosso namoro (primeiros 5 meses) eram perfeitos, um confiava no outro. Só que em uma cana que ocorreu com as amigas dela na sua casa (eu estava la tbm), ela ficou bastante acoolizada e uma amiga dela acabou partindo pra cima dela e beijando-a sendo que ocorreu um beijo super rapido de 5 segundos (pelo oq a amiga dela falou pra mim) e no outro dia ela me contou isso no meu carro, falando que se arrepende e por respeito a mim ela não escondeu e falou. E pelo fato ocorrido nos primeiros 2 meses de namoro q eu fui pra uma festa com um brother de madrugada, cheio de mulher, sem dizer nada a ela e ela descobriu tudo, acabei perdoando-a. Até aí blz, mas dps perdi mt a confiança nela, depois de uns meses ela começou a sair com as amigas sem me avisar, ate q um dia ela me contou q saiu pra fumar maconha com uma amiga dela(sabendo q eu ja fui um drogado e tenho trauma de tudo oq ocorreu na minha vida e contei tudo isso pra ela e pedi pra ela parar de usar tbm e ela concordou) e nesse dia nós terminamos. Mas no outro dia quando eu estava com outra mulher, ela me liga dizendo q quer me ver e conversar cmg, aí fui fraco e fui la conversar e nós voltamos. Mas depois ela começou a sair dnv com as amigas sem me avisar e eu fiquei puto e ainda mais sem confiança, até q um dia eu vi ela conversando com um garoto no insta dizendo do fato ocorrido com a menina la q ela beijou e ela me chamou de trouxa na conversa por perdoar ela, e pelo oq ela me contou q era pra se defender pq o garoto tava chamando ela de trouxa pq eu prendia ela, mas acabei ficando puto e botei ordem e fiquei 1 semana sem falar com ela e ela n parava de correr atras de mim e chorando pra kralho, ate q dei uma chance a ela de me ver no ano novo, ela falou q se arrependia de tudo oq fez e q a pessoa q mais se preocupava com ela era eu, por isso vai se dedicar mais a mim e não as amigas. E desde esse dia até hj, nós não brigamos mais e estamos super bem, mas tem um porém, eu ainda continuo não tendo confiança nela por causa do nosso passado. Eu me cuido bastante, faço academia, dieta, tenho empresa, só n tenho muito amigos como antigamente por causa do namoro e pq a maioria era amigos de drogas e perdi um pouco da minha autoestima pq n pego muitas meninas pq namoro. Vcs podem me dar um conselho no que eu posso fazer? Devo dar mais liberdade a ela mas um pouco na defensiva em relação a festa e tals com as amigas? OBS: conversei com ela hj sobre isso e ela falou q ficou meio triste pq ta se esforçando pra eu confiar nela e eu chego com esse papo mas falei q deixarei o passado de lado. Desculpa pelo texto grande☺️
submitted by chupameupaumizera to desabafos [link] [comments]


2020.02.19 22:20 readyfortheplague Esperar pra crescer é o pior erro do homem que se diz maduro !

e todo mundo tem uma história pra contar
histórias sobre romance ! sobre equidade ! sobre felicidade ! mesmo que momentânea !
e eu me lembro dos meus melhores momento de quando eu era garoto
quando mais jovem ! ir jogar bola no colégio !
eu sempre gostei de ser goleiro !
o modéstia parte ! era muito bom
fui começando a crescer ! todo mundo da época foi parando de se falar
ficar na rua conversando era coisa rara! todos pareciam ter medo de alguma coisa !
e eu intervi na minha mente ! como forma de propagar pra mim mesmo algo que tivesse valido à pena ! eu sabia que estava ficando velho ! e que infelizmente estava ficando pra trás
tentei faculdade !
comecei a fazer artes marciais !
e tentar levar uma vida moderada
arranjei uma namorada ! era maravilhoso ! ela era maravilhosa
mas coisas acontecem !
tem sempre um olho pra julgar ! tem sempre uma meditação em cima disso tudo ! mas nunca !
eu disse nunca é uma coisa boa ! todo mundo escreve coisas que pode não parecer ! mas muda a vida de muita gente !
e eu fico vendo daqui é muito estranho !
e lembrando da minha rua ! das mesmas pessoas que pararam de falar comigo ! que tomaram rumos diferentes !
apareceram mais uma vez ! só pra importunar ! e finalmente eu fui capaz de ver !
que eu sempre estive comigo esse tempo todo
deixar coisas pra lá
tentar viver um novo amor ! eu disse amor ! não sintoma de mesa de bar ! essas bobagens !
coisa de alucinado que só pensa em meter pau na cana
e nada mais !
isso não é vida e nunca será
aí se acrescenta o fator de mimo e de mimimi e pronto ! se tem o perfeito idiota
e todo mundo quer é esse ! mas contanto que ele seja musculoso ou pelo menos rico !
mas ninguém ! todos estão com expressões tristes nesta maldita cidade
e eu me pergunto por quê ?
perder é tão ruim assim ?
todo que eu procurei enquanto estava mal ! quando estava na pior nunca vi nem sombra !
e até agora a sorte parece só favorecer aqueles que se prestam a mediocridade
e isso ! começando desse jeito !
pode ter certeza ! isso não dá certo !
eu sei ! se é difícil ou não ! qualquer coisa pra se apegar ! se apegar nessa história toda ! mas cada beijo é uma despedida !
e ninguém reparou que o dia de amanhã não tem como comprar o ontem
e é isso mesmo !
meu namoro terminou poque eu traí minha ex e contraí aids com essa outra menina !
porque até onde eu sei ! minha ex não tem ! ou pelo menos quando conversei com ela ! ela aparentou não se importar muito ! não se queixou ! e então quando traí minha ex eu usei caminha ! mas aquela maldita desgraçada tinha furado a porcaria da camisinha ! e a minha vida agora é lástima
e solidão ! eu sei que será
e disso você pode ter certeza !
submitted by readyfortheplague to desabafos [link] [comments]


2019.12.24 05:48 lobosolitariobr Um amor fora de contexto

Tudo começou quando um amigo meu me chamou pra sair e disse que ia me apresentar uma amiga, peguei o carro e fui no ap dela com ele chegando lá eu encontrei com ela, a menina mt linda e simpatica cmg.. ficamos conversando e ela queria um lanche, meu amigo foi com ela comprar e eu fiquei com a outra amiga dela conversando enquanto eles não voltavam, a outra amiga dela falando varias besteiras dizendo q eles deveriam ta é fudendo e eu sempre desviando dessas conversas pois não queria julgar a menina, até ai beleza eles chegaram com os lanche e como já tava tarde eu ralei.. passou umas 2 semanas ela me mandou msg dizendo pra mim ir pra la pra gnt conversar e disse q tava com uma amiga e pediu pra mim leva um amigo, chamei um amigo meu ele fecho, fomos parar de novo no ap dela, só que dessa vez eu não aguentei eu tinha que ficar com ela, ficamos conversando uns 10 minutos no ap dela e depois resolvemos sair pra rua pra um local perto da onde ela morava, nisso meu amigo quis passar em casa antes pra por uma roupa, suave peguei meu carro e levei ele na casa dele, as duas vieram juntos, ai a amiga dela subiu com ele pra trocar de roupa e ela ficou comigo dentro do carro.. dentro do carro ela começou me olhar com uma carinha de quem queria sexo, mais como eu ainda não tinha beijado ela, fiquei um pouco indeciso do que estaria acontecendo ali, quando fui dar o beijo nela ela vira e me diz que não me beijaria, pois depois do ultimo relacionamento dela ela não queria se prender com mais ngm, mais a fdp queria me dar a bct e acabei comendo dentro do carro.. passou uns 20 minutos o meu amigo voltou com a menina e fomos pra rua, ficamos um tempo na rua e depois fui deixar ela na casa dela. Passou um tempo a gnt começou gostar muito um do outro, só que eu não queria nada com ela pois eu já tinha 22 e ela 16 não queria um relacionamento com uma mina tão nova pois sei que é dor de cabeça, chegando sabado ela me mandar msg dizendo pra mim ir pra uma festinha junina da igreja que acontece todo ano, blz fechei com ela e fui, partir com um amigo meu chegando lá eu não tinha encontrado ela, fiquei parado no carro esperando ela aparece ai do nada brota uma garota dizendo q era amiga dela e perguntou se era eu q tava ficando com ela, eu respondi q sim, ai ela tudo bem, e dai ela soltou q queria pegar alguém, e acabou me beijando no carro mesmo, eu n fiquei com ressentimento pois n tinha nada com ela, sendo que até meu amigo pegou tbm depois de mim, até ai tudo bem, sair do carro e fui procurar por ela, encontrei ela puta chorando dizendo q amiga dela tinha ficado comigo e eu n disse nada pra ela, puxei ela e levei pra fora do evento e disse q n tinha nada com ela e a amiga dela que quis ficar comigo e não neguei, até ai tudo bem ela me pediu uma carona pra ir pra casa, fui deixar ela em casa no caminho de casa ela pediu pra mim parar em algum local pra gnt conversar, acabei parando em uma rua perto da minha casa, quando parei o carro ela começou a chorar de novo, perguntei o porque e ela disse q era por causa dos pais dela e q não queria falar nada sobre, fiquei puto e deixei ela em casa. até ai eu não tinha sentimento nenhum por ela mais o pior de tudo aconteceu, passou um tempo a gnt não se via mais e nem trocava msgs, eu tinha definitivamente esquecido dela, ai do nada a mina aparece de novo na minha vida, só q ela aparece agora como minha cunhada meu irmão sabia que eu ja tinha ficado com ela e perguntou pra mim se tinhar algum problema eu respondi que não.. mais conforme o tempo passando a gnt começou a sair juntos e eu sempre sem namorada.. em um belo dia estava indo pro baile e acabei encontrando meu irmao e ela no caminho e fomos pro baile, no baile já embrasando decido fica na frente dela pra ninguém ficar caindo em cima dela, fiquei dançando na frente dela, e do nada eu sentir umas unhas na minha costas e era dela, não falei nada só deixei acontecer ela me arranhando enquanto eu dançava no baile, até ai tudo bem resolvermos ir embora, na época meu irmão ainda morava comigo ela veio junto pra casa, eu já tava sabendo a intenção dela e ela a minha, chegando em casa fui pro banheiro tomar um banho pra dormir, quando chego no baile me deparo com ela se olhando no espelho, ela me ver no reflexo do espelho e vira com uma cara vermelha cheia de amor pra mim, não me aguento e acabo pegando ela dentro do banheiro enquanto meu irmão estava no quarto, até ai tudo bem peguei ela deixei ela no chão do banheiro traumatizada com aquilo kkk, vou pro meu quarto e fecho a porta.
liguei o pc e fui jogar um lolzin, eu jogando ouço 2 batida na porta do meu quarto, era ela perguntando o que tinha acontecido no banheiro, eu disse q n aconteceu nada, e ela ficou insistindo em dizer q aconteceu, o quarto do meu irmão era do lado do meu, mandei ela voltar pro quarto do meu irmão e esquece pois n tinha nada, ela voltou pro quarto dele passou uns 10 minutos ela voltou no meu quarto de novo dizendo que ele ouviu tudo e q ele estava chorando, eu dizendo pra ela q ela tava maluca e q n tinha acontecido nada, do nada ele aparece no meu quarto e fala pra ela volta pro quarto pois n tinha acontecido nada. fui dormir no outro dia eu não conseguia esquece daquilo e como tinha ocorrido.. passou um tempo ela me mandar msg no whatsapp perguntando pq eu n falei a verdade, eu disse q n queria estragar o relacionamento deles, até ai beleza ela começou a ficar escrevendo escrevendo, no final acabamos marcando pra se encontrar na praia pois n aguentávamos de saudade um do outro, fui encontrar com ela na praia a noite e ficamos de novo, passou um tempo ela acabou contando pra ele q ficou comigo na praia e que foi eu q fui atras dela, meus pais ficaram sabendo e disseram q não queria ela mais aqui em casa, meu irmão n me disse nada ele resolveu ir morar com ela, passou um tempo eles se mudaram aqui pra perto de casa, e acabamos saindo de novo, e assim tem sido eles saem me chama eu vou e acabo ficando sempre com ela, sempre a gente da um perdido e acaba ficando, parece que o destino ta me fodendo, pois não aguento ver ela com ele, ai a ultima ela descobriu q ele tinha traido ela com 5 meses de namoro, logo agora q eu queria dar um ponto final nisso pois n acho certo ser amante da minha cunhada, ai ela me conta tudo e a gnt acaba ficando de novo, e ta sendo assim sempre quando nós sair, ela dar um jeito de me levar no banheiro pra gnt ficar.. A gnt só tem ficado, mais eu sei que em colque momento se a gnt ficar sozinhos dar merda.. mais agr eu fico indeciso, pois ela quer terminar com ele, mais eu a forço ela dizendo pra ela não terminar, pois se ela terminar ela vai ficar sem mim também. e assim a gnt ta levando a vida. Eu não conto pro meu irmão pois esse é o papel dela q tem q contar, pois se eu contar ele não acreditaria em mim igual as ultimas vezes.
submitted by lobosolitariobr to desabafos [link] [comments]


2019.11.07 03:25 Mustafasustenido Completei 30 anos, virei mago e isso me abalou profundamente

Caros colegas redditors.
Buscarei a melhor forma de contar essa história aqui e farei um TL;DR no fim, mas tentarei não deixá-la massiva.
Então... venho de uma família classe média alta onde o que mais tive foi amor e carinho.
Em minha adolescência viajei bastante pelo mundo com minha família, estudei em uma escola excelente, fiz muitos amigos (alguns hoje são meus irmãos de vida) e posso dizer que foi o melhor período de minha vida.
Porém nunca consegui me relacionar com nenhuma mulher. Terminei o ensino médio sem nunca ter dado um beijo. Só tendo encostado na mão de uma menina 1x e passando por dezenas de rejeições (perdi as contas da quantidade de vezes que me apaixonei e não fui correspondido).
Sei que isso, em partes, se explica pelo fato de eu ter sido o ser humano mais magro (com saúde) que já conheci. Sem entrar em muitos detalhes meu IMC era por volta 13, eu era literalmente só o osso. Mais de 1,80m e menos de 50 kg (muito tempo depois descobri que é simplesmente a genética, mesmo malhando existe uma barreira pra meu peso e cada segundo de sedentarismo me faz emagrecer), exames perfeitos. No fim da adolescência entrei pra academia e consegui um corpo magro normal, porém o estrago na minha autoestima já estava feito (apesar de eu ter convicção que a qualquer momento, naturalmente, as coisas aconteceriam e eu acharia alguma menina pra me relacionar).
Passei em uma das melhores faculdades do país, no curso que eu queria, saí de casa pra morar sozinho e estudar, tinha tudo pra minha vida continuar as mil maravilhas, mas encontrei meu primeiro problema. O local de estudo só tinha homens e, como eu não era muito de sair, me bateu um grande desespero de continuar BV por muito tempo, já que não teria contato com mulheres... Enfim, uma depressão apareceu e fiquei quase 2 anos praticamente na rotina casa-faculdade-casa (além de minha família ter colocado quase uma babá em minha casa, pra que eu pudesse ficar mais relaxado). Foi com sobras o pior período de minha vida, em momentos de crise não conseguia comer praticamente nada, em momentos normais eu tinha que empurrar cada refeição. Voltei pra um estado de muita magreza (IMC 14,5), parei de fazer atividades físicas... minha família percebia pouco porque, além da distância, meu desempenho continuou excelente. Meus amigos de infância estavam em outras cidades e meus amigos da faculdade não pareciam notar nada (até porque já me conheceram nesse estado).
Consegui começar a superar essa situação depois de um grave problema de saúde na família. Entendi que nada do que eu sentia se justificava com tanto sofrimento que eu estava vendo daquele ente querido próximo a partir. Tanto que, depois da sua morte meus pensamentos voltaram a funcionar quase que normalmente (algumas recaídas de vez em quando) e voltei a ter aquela certeza adolescente que a qualquer momento naturalmente eu ia encontrar uma parceira.
Resumindo bastante, terminei a faculdade e comecei a trabalhar numa das maiores empresas do país, em uma cidade média do Brasil. Em pouco tempo eu assumi uma função de gestão e hoje estou quase no topo da carreira. Além disso dou palestras periodicamente para centenas de pessoas e ministro um curso noturno na área em que sou referência. Minha remuneração é o equivalente a 1 carro popular a cada 2 meses.
Ah... não possuo redes sociais
O que vou falar agora pode ficar parecendo querer me "gabar", mas é só pra enaltecer a gravidade da situação e o quanto tudo pesa em mim.
Meu modelo de gestão virou referência na empresa (e no mercado em geral), por criar uma equipe "família" (tenho muita facilidade em analisar perfis de pessoas e criar ambientes de trabalho que funcionam de maneira leve), os funcionários da empresa simplesmente me vangloriam pela forma como eu levo as coisas e resolvo as situações. Um dia desses um antigo auxiliar de serviços gerais (o qual sempre incentivei [verbalmente e financeiramente] a terminar o curso que estava fazendo) que conseguiu vaga de assistente administrativo em outra empresa veio pessoalmente me agradecer (até uma lembrança me deu, que guardo com bastante carinho) por conta dos ensinamentos que passei pra ele, que, segundo o mesmo, "foram de grande importância para o crescimento na carreira dele".
Dou palestra pra centenas de pessoas por mês, pra falar sobre a área que domino e está em ascensão em todo o mundo. As palestras tem sido um sucesso, e a plateia aumenta a cada ciclo. Sempre tive muita facilidade pra falar (e prender a atenção das pessoas) em público.
Minhas aulas noturnas também correm de maneira bastante positiva. Sempre tive prazer em ensinar e ver o aprendizado de cada estudante (principalmente os que mais tem dificuldades) me dá uma sensação de dever cumprido muito grande.
Além disso tudo sou multi-instrumentista. A música é parte de mim e sempre quis compartilhar com o máximo de pessoas possível. Dessa forma, sou um dos fundadores (e professor) de um projeto comunitário com objetivo de transformar a vida das pessoas de uma maneira efetiva.
Dito isso, volto pra o ponto do desabafo do tópico.
Completei 30 anos, sou BV e, obviamente, virgem e isso vem me destruindo a cada dia que passa. Todas as pessoas próximas a mim já tem família, ou pelo menos namoradas sérias/noivas e eu mal encostei na mão de uma mulher.
Analisando friamente (uma das minhas maiores virtudes são as autocríticas) sou um homem nota 7 de rosto (sei que nos achamos mais bonito do que o que somos, mas já descontei uns pontos, risos) e 3 de corpo. (recentemente estava melhor de corpo mas ansiedade que venho sentindo nos últimos meses vem me corroendo, e tenho total consciência que não posso por a desculpa dos meus insucessos integralmente no meu corpo)
Ninguém sabe que sou BV e meus dois amigos mais próximos sabem que sou virgem.
Mensalmente recebo a sugestão de procurar uma prostituta, mas meu EU me diz que isso seria a maior prova que sou incapaz de conseguir um primeiro beijo com uma moça que gostasse de mim de verdade (e nem sei se é recomendado beijar prostitutas, risos).
Meus amigos já tentaram me "armar" com conhecidas em festas, mas nas duas vezes que isso aconteceu notei que as moças não queriam e nem tentei forçar a barra. Acabei saindo das situações muito pior do que antes, sentindo a rejeição na pele mais uma vez. Sabe aquela facilidade pra falar em público? Isso desaparece integralmente em contatos sociais diretos com muitas pessoas do sexo feminino (principalmente em festas, que nunca gostei e hoje em dia mal vou, a não ser as do trabalho ou quando faço parte da banda). Na verdade ir em festas no geral me cansa MUITO, vou uma vez por ano, depois de muita insistência dos amigos, porque sei que vou ficar lá 5-6h com cara de paisagem, sem despertar o interesse de nenhuma mulher random por conta de não conseguir ter a mínima postura e não ter um corpo tão legal pra gerar interesse numa numa festa.
Tenho total convicção que, se eu fosse uma mulher, jamais pegaria um cara inibido como eu num ambiente de festa, eu simplesmente me reduzo a um pedacinho de nada, sei que isso é muito por conta da baixa autoestima devido ao meu corpo e às rejeições femininas que sofri na adolescência.
Minha rotina hoje em dia se resume basicamente a:
Trabalhar de segunda à sexta o dia todo (e noite), tento ler algo pra relaxar;
Sexta à noite (pelo menos a cada 15 dias) saio com meus amigos (e suas esposas) pra um barzinho;
Sábado trabalho mais um pouco, assisto futebol e vou dar aula de música para o pessoal no projeto;
Domingo passo o dia feliz com minha família, à noite vou à missa pra relaxar um pouco o espírito e me preparar para a semana.
Sinto um pouco de tristeza principalmente ao escrever que passo o "domingo feliz" com minha família, com um toque de desdém. Porque realmente tinha tudo pra ser algo perfeito, mas meu EU interno já passa cada minuto, em cada uma dessas atividades, pensando no quanto de vida eu perdi por chegar aos 30 anos sem ter me relacionado com uma mulher e saber que esse tempo não volta atrás nunca.
Saber que jamais vou ter uma namoradinha aos 15 anos, conhecer aos poucos e sem maiores pressões como um relacionamento funciona. Ir de mãos dadas ao shopping, assistir um filme, trocar palavras, olhares... Cada vez que penso nisso parece que uma parte de mim fica pra trás, não consigo exprimir com palavras o vazio que isso me faz sentir.
O estopim para que eu resolvesse desabafar e (com fé em Deus) procurar ajuda profissional foi o seguinte:
A empresa é composta majoritariamente por homens e mulheres de mais idade, mas possui algumas estagiárias e o pessoal sempre me fala na resenha (não sei até que ponto é resenha [na verdade eu sei que não é resenha]) que elas fazem de tudo pra se envolverem comigo (lembra aquela história de que sou bom pra traçar perfis de pessoas e montar equipes? Pois é, quando o assunto é relacionamento com mulheres eu não sei interpretar os sinais mais básicos). Obviamente eu jamais me envolveria com uma estagiária (até mesmo uma ex-estagiária), por razões profissionais, mas já recebi muitos "convites" via Whatsapp, que acabo levando na brincadeira pra não queimar minha reputação.
Enfim, recentemente chegou o ponto que resolvi que meu psicológico era mais importante do que meu medo de "me queimar" e comecei a conversar com uma estagiária (10 anos mais nova e de família humilde[claro que não ligo pra isso, só estou dizendo aqui pra que você me ajudem a interpretar a situação depois]) que já estava terminando o contrato e ia ser efetivada em outra cidade. A iniciativa foi minha (e isso me fez ter ainda mais vontade de que desse certo), mas, mesmo sendo um poste, eu sempre notei a forma que ela me olhava, sorria e nas conversas que tivemos nossas ideias se batiam muito, além de ela me atrair fisicamente e ser bastante inteligente.
Começamos a conversar diariamente via Whatsapp (evitávamos contato pessoal por conta do ambiente da empresa). Pouco antes do contrato dela acabar surgiu o momento e falamos mutuamente do que sentíamos, dos problemas que isso podia trazer pra vida profissional, mas acabamos concordando que valeria a pena tentar algo. Um tempo depois resolvi chamá-la pra sair e ela aceitou, mas veio com uma conversa que não era pra eu criar expectativas e que ela "não era fácil" (com outras palavras mas em resumo era isso). Confesso que achei meio estranho, há pouco tempo havíamos nos aberto um para o outro, mas não entendo nada de mulheres mesmo, então vamos seguir a história.
Tive o primeiro encontro da minha vida (sim, aos 30 anos, repito) levei ela pra jantar em um local que não fosse o mais caro da cidade (pensei que ela se sentiria mais confortável caso pudesse pagar o que havia consumido, se desejasse).
Saí de casa bastante nervoso, mas seguindo à risca tudo que os tutoriais on-line tinham me ensinado. Asseado, perfumado, bem vestido (como se eu já não vivesse assim...) e tentando o máximo possível ser simplesmente eu.
Chegamos ao local (um pouco preocupados que algum conhecido nos visse), mas a coisa fluiu tão naturalmente que, aos poucos o nervosismo foi passando. Aproveitamos o momento "livres" e conversamos sobre muita coisa ao longo de quase 3 horas (sem nenhuma forçação de barra, a coisa realmente acontecia de maneira espontânea), falamos um pouco sobre nossas vidas, nossos anseios, falamos mal das pessoas das mesas vizinhas... isso tudo com intensas trocas de olhares. Chegou um ponto que tomei coragem, segurei na mão dela e, pasmem, ela deixou. Fiquei ali de mãos dadas com ela (foi uma das melhores sensações que já tive na vida), trocando carícias e conversando por mais alguns minutos, quando decidi que era hora de sair e tentar algo.
Como já disse, antes do encontro eu estava muito nervoso, mas depois de todo aquele tempo com ela eu percebi que as coisas realmente iam acontecer de forma bastante natural.
Saí do restaurante abraçado com ela, fomos em direção ao carro (estava num local isolado), fiquei de frente com ela, falei 2 palavras e fui em direção ao meu primeiro beijo.
Ela simplesmente se virou e disse "na-não" (foi mais em forma de ruído de negação, mas achei melhor escrever assim), nesse momento não entendi mais nada (teria interpretado algum sinal de forma errada? Deveria insistir?).
Dei um abraço nela falei algumas palavras, tentei novamente e recebi mais uma rejeição.
Não soube o motivo (até agora não sei), mas preferi não insistir, demos um abraço demorado e levei ela pra casa, conversando sobre outras coisas.
Faz pouco tempo que isso aconteceu e ainda trocamos algumas palavras via Whatsapp. O que me deixa tranquilo é que eu pelo menos tirei a bunda da cadeira e tentei. Mas a frustração de mais uma rejeição é algo incomensurável pra mim. Não sei quando terei contato com outra mulher a esse ponto (estatisticamente eu tenho contato, com chances de dar algo, com uma mulher a cada 2 anos, e, é claro, nunca deu certo)
Com relação a esse encontro (eu queria até a opinião dos colegas redditores) eu trabalho com 3 hipóteses:
1 - Ela quer algo, mas não quis se mostrar fácil/interesseira (como as outras estagiárias que mandam mensagens diretas pra mim por Whatsapp) e está esperando outro convite meu para que possamos sair novamente e finalmente ocorra algo;
2 - Ela não quer mais nada por conta de uma das milhares de coisas que podem estar se passando na mente dela;
3 - Isso foi a prova de que meu corpo possui alguma substância não identificada, incolor, inodora e insípida, que cria uma barreira contra mulheres.
Não sei se vale a pena insistir, estou tão frustrado que não consigo ter forças pra um contato mais direto (apesar de sentir muita falta das conversas com ela);
Pra finalizar, meu desespero hoje é tão grande que penso até em fazer uma rede social (coisa que nunca tive) só pra me "amostrar" (algo que é totalmente contra meu perfil). Mostrar meus carros, minha casa na praia, minhas viagens semanais, meus momentos com os amigos, sei lá, qualquer coisa que pudesse gerar alguma curiosidade sobre mim para as mulheres.Mas aí me olho no espelho e percebo que quando chegar a esse ponto eu realmente não estarei mais sendo eu e algo de muito errado (além do que já está se passando) estará acontecendo.
TL;DR: Homem, 30 anos, família perfeita, muitos amigos (alguns verdadeiros irmãos), trabalho dos sonhos, ótima situação financeira, porém BV e virgem.
Fazendo um resumo desde a adolescência:
Comecei a aprender sobre música achando que com isso um relacionamento viria naturalmente (ao menos a música virou uma paixão real em minha vida);
Comecei a fazer academia achando que com isso um relacionamento viria naturalmente;
Comecei a cursar um dos cursos mais concorridos do Brasil achando que com isso um relacionamento viria naturalmente;
Comecei a trabalhar e hoje ganho mais do que 99% da população brasileira achando que com isso um relacionamento viria naturalmente;
E não veio. Hoje não sei mais o que buscar ou a quem recorrer... A ansiedade (ou seria depressão?) está chegando a tal ponto que me vejo totalmente refém de alguns pensamentos que me atrasam bastante. Eu não consigo, por exemplo, passar mais de 15 dias (ou ir pra um lugar distante) longe da minha família/amigos próximos. Começa a bater um desespero (tipo os que eu sentia na depressão quando tinha 20 anos) e começo a pensar que eu poderia estar ali com uma companheira, aproveitando cada segundo. Já desisti de diversas viagens para fora do Brasil por conta disso. Coisa que fazia naturalmente na adolescência.
Sinto que a cada dia a bolha vai aumentando, a ponto de começar a atrapalhar nos meus trabalhos e vida pessoal, viagens a trabalho para fora do estado estão se tornando um sofrimento (as consequências de todos meus medos recaem sobre meu sistema digestivo), acordo à noite desesperado com medo do dia de amanhã, comecei a procrastinar algumas coisas e perder o tesão em diversas situações de prazer do dia a dia (não consigo mais jogar videogame por achar que isso me torna ainda mais virgem e inútil. A própria masturbação se tornou um momento de tristeza. Tocar piano, violino, violão, etc sozinho muitas vezes só me traz dor).
Cada elogio que recebo na empresa, palestras, aulas, crianças no projeto de música, família, amigos, parece aumentar o vazio que sinto.
Gostaria de simplesmente arrumar uma companheira e viver a vida a dois, viajar, compartilhar momentos, beijar, quem sabe, caso a coisa desse certo, ter filhos, criar uma família...

De qualquer forma, me sinto um pouco mais leve por ter passado 2 horas escrevendo e tendo exprimido todos esses sentimentos pela primeira vez (pra o lado de fora de minha cabeça).
Estou pensando em procurar um psicólogo (creio que já devia ter feito isso desde a minha primeira depressão lá nos 20 anos). Como garantir que eu, sendo uma figura conhecida na cidade não terei todas as minhas histórias íntimas divulgadas (sei que psicólogo é uma profissão muito séria, peço até desculpas de antemão caso essa pergunta ofenda alguém, mas uma pessoa má intencionada poderia destruir toda minha reputação externalizando minha intimidade). Na verdade a pergunta é "como escolher um psicólogo?". Caso não dê certo é normal trocar de psicólogo?
Obrigado a todos pela atenção.
submitted by Mustafasustenido to desabafos [link] [comments]


2019.10.16 21:40 P3tcovit Meu amigo ta apaixonado por mim

Tudo começou assim... Eu namorava com uma menina e ela era amiga desse tal carinha. Diante disso ficamos amigos...
Todo mundo suspeitava que ele era gay ou bi, mas não importava... Terminei com a menina e continuei amigo dele, na verdade ficamos MUITO próximos depois do término. Ele era meio sozinho e meio que se apegou muito a mim, eu achava estranho no inicio mas achei que era o jeito dele e aceitei. Enfim... Essa sexta eu, ele e um amigo meu fomos usar doce na casa dele, ficar viajando a noite toda.
Ocorre que, ele começou a ficar olhando pra mim com uma cara de apaixonado, me incomodou para cacete no inicio, mas achei que era onda do doce. Ai ele começou a ficar se aproximando muito e eu me afastando... Seguimos para cozinha para fazer um café. Ai nesse momento ele fala para meu amigo ficar na sala. WTF! Ai do nada ele chega e fala "ME DA UM BEIJO!" eu achei que era gastação, comecei a rir e olhava para meu outro amigo sem entender nada, ele tava se cagando de rir, e o cara continuava pedindo um beijo e pá, ai eu cortei e falei "para com essa porra mano" ai ele ficou de boas.
A noite foi continuando e ele toda hora encostando em mim, falando extremamente perto, até que quando eu falava com ele não conseguia olhar pra ele, pq se não encostava o rosto. Dai ele falou "você so fala cmg olhando para ele, olha pra mim" ai eu respondi "COMO PORRA? VOCÊ TA MUITO PERTO DE MIM"... ai quando amanheceu, eu dei o fora e larguei ele lá.
Dps disso tudo fez sentido pra mim... ele é super dedicado a mim, de uma forma que nunca vi, ele parece minha namorada... ele ta apaixonado, sem duvidas!

SÓ QUE PQP EU SOU HETERO, COMO VOU MANTER UMA AMIZADE QUE ELE TA APAIXONADO POR MIM? meu deus, não sei o que fazer, gosto da amizade dele mas velho, ele não quer ser meu amigo, ele quer me PEGAR! tipo, se fosse só vontade de me pegar na vdd seria de boas, pq eu falava que não rolava e pronto. Mas acho que ele é apaixonado. E ele não assume nem que é gay! o que torna mais dificil pq fica tudo uma guerra fria!
Se ele assume - porra sou gay e quero te pegar - SERIA MUITO MAIS FACIL! MAS NÃO...
Como lido com essa situação galera? de verdade! não quero magoar ele, mas não sei o que fazer.
submitted by P3tcovit to desabafos [link] [comments]


2019.09.26 17:58 Ze_Ramalho ME FORMEI EM HISTÓRIA, PORRA!

Fiquei relutante em escrever um desabafo sobre essa loucura aventura que foi fazer Licenciatura em História numa Universidade Federal com todas essas tretas que a gente vê acontecer todos os dias, mas decidi escrever pra arranjar um lugar pra tirar o peso das costas. Me inspirei um pouco no post do caro bredditor que postou algumas semanas atrás que entrou na universidade em História: u/Rapadura25.
Primeiro de tudo, eu nunca nem tive ligação com a História, nunca tive professores bons que me marcaram, nunca fui de ler livros de História nem de conhecer personalidades históricas, não conhecia porra nenhuma de Grécia, Segunda Guerra Mundial e essas coisas que fazem as pessoas acabarem escolhendo o curso. Eu não consigo explicar até hoje, eu coloquei como primeira opção no Enem pq eu "senti" que iria ser interessante aprender História... E foi!
Todas as disciplinas me explodiam a cabeça, os professores traziam coisas tão inéditas que eu saía da sala com a cabeça doendo de tanto que o que eu tinha presenciado tinha sido ao mesmo tempo foda pra caralho e empolgante, a vontade que dava era a de continuar lendo tudo sobre a disciplina, de passar o dia ouvindo o professor falar. As melhores aulas me deixavam com a cabeça cheia o dia inteiro e eu não pensava em nada além da aula que eu tinha tido, a sensação era de se sentir super vivo por dentro, foi maravilhoso pra caralho.
Da porta da sala pra fora eu não tinha conhecimento nenhum sobre causas sociais e sobre os movimento em torno delas, e só abrindo um parênteses: eu sei que tem muita gente desses movimentos que acabam chamando muito a atenção e desfocando o trabalho que eles tentam trazer, isso não era o caso lá. Graças às amizades que fiz, eu vi e aprendi a entender e respeitar todas elas. Além de um bredditor que vai me reconhecer, meus melhores amigos eram um homem bissexual que namora um homem trans gay; e uma menina lésbica, então até você terminar de fazer as contas pra entender as minhas amizades você já vai entender também que o nível de desconstrução pra mim foi monumental.
A flair tá de desabafo pq para além das coisas boas foi difícil pra caralho pra mim. Na época eu me orgulhava de passar noites sem dormir pra apresentar seminários, algo que hoje eu só fico triste por mim mesmo por jogar a minha saúde fora por conta de algo tão simples. Minhas amizades iniciais foram só com pessoas completamente merdas que eu demorei pra descobrir a índole delas. Algumas disciplinas eram tão complicadas que eu tinha que gastar muito mais tempo do que os outros alunos pra conseguir entender as coisas pra ainda assim conseguir passar raspando na nota (Um beijo pra todas as nuances do livro "Os Reis Taumaturgos" do Marc Bloch). Houveram momentos que eu não gostaria que ninguém tivesse que passar numa graduação, chorei mandando áudios de 15, 20 minutos pros meus amigos desabafando as dificuldades da graduação e como ela afetava a minha vida. Se alguém estiver num momento ruim na graduação, lembre-se de apoiar e ser apoiado pelos amigos que vc fez lá, afinal tá todo mundo no mesmo barco e ninguém melhor do que outra pessoa lá dentro pra te entender. Enfim, até daria pra falar mais sobre as dificuldades e da influência do governo lá dentro mas eu tô feliz demais pra isso.
Mesmo que rastejando em alguns momentos eu consegui passar por todas essas dificuldades e pegar o canudo. Eu recomendo pra todo mundo a experiência de entrar numa faculdade, se você chegar aberto a experiências ela vai transformar completamente a sua vida e te fazer uma pessoa muito melhor. Valeu a pena cada segundo, desde falar mal de certos colegas e professores no intervalo pra aliviar o stress, até encher o saco da minha namorada mandando áudio treinando seminário a noite inteira, VALEU MOZÃO!
Ontem à noite eu fui colar grau e foi mágico, andar naquele tapete e olhar sua família e amigos celebrando faz um sorriso brotar no seu rosto que você nem sabia que existia, foi uma sensação absurdamente única e gostosa. No fim das contas a graduação é algo que te muda pra sempre, ela me mudou completamente e graças à ela hoje eu tenho orgulho pra caralho da pessoa que me tornei, tô pronto pra correr atrás de fazer a minha parte pra levar o senso crítico e a discussão saudável em todo lugar que eu tiver a honra de dar aulas.
Aqui vai uma foto aleatória minha com duas amigas antes da gente passar no tapete, sou o de bigode (hue) e as duas meninas comigo são responsáveis pra caralho por mudar a minha vida também <3: https://imgur.com/ULpuAlw
submitted by Ze_Ramalho to brasil [link] [comments]


2019.06.05 13:58 Jakobi_ pego no flagra

É o seguinte, ontem foi a festa junina do meu colégio (estou no primeiro do medio, plenos 15 anos), e a amiga da minha "semi-namorada" (eu ia pedir em namoro) chamou p ir na casa dela (no caso, na casa da namorada), e eu fui. A questão é que eu acho q ela não queria q eu fosse, mas eu fui. Faltei treino pra ir, já que eu ia ter q sair mais cedo dele p ir na festa mesmo. Chegando lá, vi que elas tavam bebendo, a mãe dela sabia q ia ter meninas la, mas nao sabia de mim nem das bebidas, a questão é q a mae dela trabalhava em outra cidade então estava razoavelmente safe. Minha SM (usar pra me referir a seminamorada kkk) ficou obviamente tonta e fomos pro quarto dela. Eu, responsável, mesmo com os hormônios a flor da pele, sabia q n podia passar dos beijos, 3is que acontece a cagada: abre a porta e entra a mãe dela no quarto.
Coi uma surpresa pra todo mundo a mãe dela chegar cedo, quando ela viu a gente ela me expulsou da casa junto com as duas amigas da SM q tavam la, mãe dela gritou comigo falando q não queria mais me ver lá nunca, eu tentei controlar a situação falando q n era por mal e eu n era qualquer piá, mas ela continuou gritando, brigou com a SM, falou q nunca mais ia confiar nela e q ela tinha quebrado a regra da casa. Quando eu saí com as 2 amigas, ficamos na porta esperando o elevador, e essa provavelmente foi uma das piores experiências emocionais que eu tive na minha vida, ficar trancado pra fora ouvindo a mãe dela descer o cacete nela e ela chorando, e eu inútil pra fora sem fazer nada, nossa melhor amiga chorando e eu quase também, tentando acalmar. Estragou completamente nossa noite, nossa amiga não dancou, SM foi só pra dançar, vigiada totalmente pela mãe, e eu fiquei me sentindo um babaca inútil até agora, pensando no que fazer. Acho que hoje de tarde vejo ela no curso, e tomara que tudo volte ao normal
Se vc leu até aqui, obrigado por entender os problemas de um adolescente pq eu tenho ctz q vc ja passou por coisa parecida kkkkkk, to desabado :(
submitted by Jakobi_ to desabafos [link] [comments]


2019.04.16 03:10 ankallima_ellen As Aventuras de Gabi nas Terras do Estrogênio – Vigésima Quarta Semana

Depois de toda uma vida no gênero errado, você já não sabe mais do que realmente gosta. A disforia rouba adiabaticamente todas cores da vida. Aos poucos tudo se torna cinza, monótono, irritante. Sem sentido. E quando menos esperamos estamos vivendo no automático. Fazendo coisas pelo mero hábito. Dói ver as pessoas felizes ao seu redor e não entender por que não conseguimos saborear essa sensação. Passamos a odiar coisas simplesmente para nos afastarmos dessa dor que muitas vezes nem nome conseguimos dar.

Foi bem assim a minha relação com a praia. Lembro de quando criança adorar visitá-la. Dos castelinhos na areia. Dos mergulhos no mar. De toda uma felicidade despropositada. Não sei bem quando esse relacionamento desabou. Afora essas tenras lembranças quase perdidas no rio da memória, tudo o que me recordo da praia é desconforto. O calor desnecessário. A coceira. Os mosquitos. Os sorrisos que eu não tinha. Doía muito. Precisei me afastar.

Depois de mais de duas décadas jurando odia-la, voltei. Ainda tímida e insegura do meu corpo. Como alguém que se despe pela primeira vez, caminhei à beira mar apenas de biquíni. Sentindo as ondas abraçando e soltando meus pés, cada raio de Sol acariciando meu corpo. Pude ser como as duas meninas que displicentemente posavam para fotos e riam à toa uma da outra. Conversei com pessoas aleatórias que tão pouco poderiam imaginar a minha trajetória. Era apenas mais uma menina sorridente que visitava a praia acompanhada pela namorada.

Beijos,

Gabi
submitted by ankallima_ellen to transbr [link] [comments]


2018.02.13 20:29 Engrasado Desabafo de carnaval. É sobre não pegar ninguém.

TL;DR: Fui ao carnaval, a menina que eu estava interessado e já estava trovando ficou com 2 caras na minha frente. Tentei chegar em estranhas mas falhei miseravelmente. Aprendi bastante ontem, espero que venham outras oportunidades.
Tenho 20 anos e tenho aqueles problemas comuns que muitos caras da minha idade têm: baixa autoestima, pouco dinheiro, habilidades sociais pobres, nenhum sex appeal (hate this word), etc. Ou seja, a receita pra não pegar ninguém.
Fui ao carnaval na pilha de um amigo meu que é muito bom com pessoas e mulheres, tanto é que ele acabou de arrumar a primeira namorada dele depois de uma adolescência repleta de pegação (sério, toda vez que saíamos juntos ele ficava com alguém). Assim, comprei os ingressos e um lugar em uma van para 2 dias de carnaval numa cidadezinha do interior próxima de onde moro. Fomos eu, meu amigo, a namorada dele, um amigo e uma amiga dela, que moram lá.
Fui no primeiro dia, exagerei na Vodka e tive um PT emocional. Uma hora eu literalmente comecei a chorar do nada. Meu amigo não perdeu a chance de me zoar no outro dia.
Decidi não beber no segundo dia. Quer dizer, não muito. Tomei algumas cervejas, mas nada que desse aquele “buzz” do álcool que todos conhecemos. E eu me senti bem melhor. Sinceramente, não entendo se, quando mais jovem, não tinha maturidade pra controlar minhas emoções, mas eu nunca antes tinha me sentido melhor em um festa sóbrio do que bêbado. Dancei, cantei, fiz piadas, conversei, o que se faz em um carnaval.
Bem, eu já estava desde o primeiro dia afim da amiga (da gf do meu amigo), mas a vodka me impedia de formar frases compreensíveis.
No segundo dia, sóbrio, conversei com ela em alguns momentos na pista, ela ria às vezes ria das minhas piadas ruins. Decidimos descansar no pátio da casa de festas. Meu amigo me perguntou sobre uma música em inglês que estava tocando, traduzi pra ele a letra e ele disse que queria me ouvir falando.
Não sei como, mas ele deu um jeito de que eu começasse a conversar com ela one-on-one. Falamos sobre línguas, ela até que tem um certo entendimento do inglês, mas por ter bebido ela não conseguia falar. Foi engraçado. Conversamos sobre coisas mundanas: a cidadezinha do interior, nossas faculdades, de onde conhecíamos nossos amigos, etc. Li em um livro que tinha de manter o olho-no-olho e tocar nela às vezes pra deixar clara minhas intenções. Sinceramente, achei que ela até estava interessada.
Voltamos para dentro. Puta merda. Um cara, alto, forte, loirão de olho azul chega do nada e dá um beijo nela. Felt like a punch to the gut. Cara, o amigo dela me disse que ela era “difícil”, que não ficava na mesma noite. Eu estava feliz de estar conversando com ela, afinal, conversar com uma garota que tu tá interessado é muito gratificante.
Longe de julgar ela, dizer que é puta, fácil etc. Afinal, se fosse eu abordado por uma mulher extremamente atraente, eu provavelmente não diria não. Mas que deixa um gosto amargo na boca, deixa. O grupo resolveu voltar pra fora. Eu até pensei em deixar pra lá e tentar de novo (mas na minha cabeça me sentia uma putinha por ainda me interessar por ela depois disso).
Lá fora, um cara, que também era alto, forte, mas desta vez moreno, gesticula pra ela o “vem cá”. Ela vai, e não deu outra, ela pegou o cara também. PORRA. Eu faço todo o “levantamento de peso”, converso, toco, tento fazer uma graça, enquanto o cara, por ter sorte na loteria genética não faz o mínimo de esforço e consegue?
Com ele, ela ficou a noite inteira. Nesse momento, eu dei graças a deus por estar sóbrio, se estivesse bêbado eu ficaria triste, reclamão, de cara amarrada. Mas eu fui “calm and collected”.
Feels bad man. Tentei após isso com o amigo (da gf do meu amigo) chegar em algumas garotas que estavam dançando. Me surpreendi que não senti nenhum frio na barriga, palpitação, etc antes da aproximação (WTF? Eu sempre tive esse problema). Mas não peguei ninguém igual. Uma menina me disse que tava lá “só pra dançar”, outra simplesmente deu as costas e foi embora, outra foi salva pela amiga. Bom, não sei o que eu não tenho que outros homens têm, mas eu não consigo fazer essas abordagens.
Aprendi que sou uma pessoa muito mais funcional em uma festa sóbrio do que bêbado (meio óbvio, mas sempre estive bêbado em outras vezes). Aprendi que tenho que ser mais rápido. A culpa não foi do cara que ficou com ela, a responsabilidade de agir era minha e eu falhei. Percebi que existe uma dinâmica que eu ainda não entendo por inexperiência e falta de informação que me impede de desenvolver uma conversa com uma pessoa que acabei de conhecer.
Enfim, é isso, ficou longo pois não me sinto confortável em contar isso pra alguém (nem meu pai, embora ele seja legal).
submitted by Engrasado to desabafos [link] [comments]


2017.11.29 20:20 tombombadil_uk Today I fucked up: a estranha sensação de reencontrar um amor do passado 12 anos depois / Parte 3

Galera, finalmente postando a última parte da saga. Depois de pensar para caralho, resolvi falar com ela pelo Facebook e marcamos de nos encontrar num café pertinho da praça onde nos esbarramos. Para quem não conhece a história desde o começo:
Parte 1 - TL/DR: sou casado, reencontrei uma garota por quem eu era apaixonado há 12 anos e só nesse reencontro eu percebi como eu fui um imbecil com ela. Em resumo, nós éramos grandes amigos, eu fiquei com medo de me declarar, meti o pé do curso de inglês que fazíamos sem dar nenhuma explicação e desapareci completamente da vida dela.
Parte 2 - TL/DR: comecei a me perguntar se aquela garota que eu reencontrei realmente era ela, já que ela parecia tão mais velha. Depois de dezenas de tentativas, achei ela no Facebook e sim, realmente era ela. Descobri que um amigo meu já tinha saído com uma prima dela há muito tempo e soube que ela teve uma vida bem escrota, foi abandonada por um marido meio babaca e agora basicamente vivia só pelo filho na casa dos pais.
Parte 3 - Taí. Nos reencontramos. Foi uma experiência que eu não sei classificar. Foi feliz, foi triste. Foi amargo, foi doce. Foi impressionante. A gente chorou um pouco junto. Escrevi um pouco ontem à noite e terminei hoje de manhã.
Só queria agradecer a todos os conselhos e dicas que recebi aqui. Reencontrar alguém do passado é uma coisa que mexe muito com a gente, faz com que nosso coração se sinta naquela época novamente. Essas quase três semanas foram muito estranhas. Foi quase uma viagem no tempo por coisas que eu achava já ter esquecido completamente. Infelizmente não posso dividir muito disso com amigos próximos, então fica aqui o desabafo.
Esse último ficou mais longo do que eu esperava. Honestamente, a gente conversou tanto que acho que resumi até demais. Como da primeira vez, fiz em formato de conto. Novamente, obrigado a todo mundo que deu um help nessa história, que finalmente se fechou.
Era um café bonito. Novo da região, era um daqueles negócios em que você vê o coração de um sonho do dono. As mesas rústicas de madeira, as lâmpadas suspensas que desciam do teto em fios de prata, como teias de aranha tecidas por vagalumes. O quadro negro cuidadosamente preenchido com os preços e até desenhos estilizados de alguns pratos. No fundo, um jazz instrumental marcava presença de forma tênue. Também era um daqueles negócios que você sabe que não vai durar muito. Que você bate o olho e pensa: “com essa crise, é melhor eu dar um pulo lá antes que feche”.
Eu presto atenção a cada detalhe ao meu redor. À roupa preta das atendentes, ao supermercado do outro lado da rua que vejo pela vitrine. Aos clientes que entram e saem de uma loja das Casas Pedro. Eu não quero esquecer de absolutamente nada. Era um ritual meu que fiz pela primeira vez aos 14 anos. Sempre tive boa memória, mas naquela época eu me esforcei para colocá-la inteiramente em ação. Era um verão e eu estava prestes a reencontrar uma prima que, anos atrás, fora minha primeira paixão. Ela nos visitava de anos em anos e, três anos após trocarmos beijos juvenis debaixo do cobertor, ela havia acabado de chegar à casa dos meus avós, onde se hospedaria.
Naquela noite, eu não consegui dormir. Por volta das 4h da manhã, peguei meu cachorro e caminhei 15 minutos em meio à madrugada até a casa da minha avó. Não, não fui fazer nenhuma surpresa matinal ou pular a janela em segredo. Eu apenas fiquei do outro lado da rua e observei tudo ao meu redor. “Eu vou lembrar desse reencontro para o resto da minha vida”, pensei, do alto dos meus 14 anos. “Eu quero lembrar de cada detalhe”.
E até hoje eu lembro. Da rua cujo chão estava sendo asfaltado, mas onde metade da pista ainda exibia os bons e velhos paralelepípedos. Das plantas da minha avó balançando ao vento, o som singelo dos sinos que ela mantinha na varanda e davam àquilo tudo um clima quase de sonho. Do meu cachorro, fiel companheiro que viria a morrer dois anos depois, sentado ao meu lado com metade da língua para fora. Do frescor da madrugada que precedia o calor inclemente das manhãs do verão carioca.
Mas não é dessa memória - e nem dessa paixão - que eu falo no momento. Eu falo dela. Dela, que eu reencontrei depois de tanto tempo. Que eu julgava já ter esquecido. Que, apenas mais de dez anos depois, eu percebi que tinha sido um babaca ao desaparecer sem qualquer despedida. Mesmo que ela jamais tivesse segundas intenções comigo, mesmo que fosse apenas uma boa amiga, eu havia errado. E aquela era o dia de colocar aquilo, e talvez mais, a limpo.
Foram três semanas de tortura comigo mesmo. Desde que achara seu perfil no Facebook e ouvira de um amigo em comum notícias de uma vida triste, seu rosto não me saía da cabeça. Ao menos uma vez por dia, eu pagava uma visita ao seu perfil e mirava aqueles olhos. As fotos, quase todas ao lado da mãe e do filho pequeno, tinham um sorriso fugaz encimado por olhos dúbios, tristes. Eles lembravam-me de mim mesmo. “Você tem um olhar de filhote de cachorro triste, por isso consegue tudo que quer”. “Você parece feliz, mas sempre que para de falar por um tempo, parece ter uns olhos tão tristes”. “Essa cara de pobre-coitado-menino-sofredor é foda de resistir, dá vontade de levar para casa e dar um banho”. Eu já havia perdido a conta de quantas vezes ouvira aquilo das minhas ex-namoradas e ficantes da faculdade. Os dela não eram muito diferentes. Quando ela finalmente apareceu, com sete minutos de atraso, eu pude perceber.
Meu coração parou por uma fração de segundo e depois disparou, como se os sineiros de todas as catedrais que haviam dentro de mim tivessem enlouquecido. Era engraçado como algumas pessoas passavam vidas inteiras sem mudar o jeito de se vestir. Ela ainda parecia com aqueles sábados em que nós nos encontrávamos no curso de inglês: os tênis All-Star, a calça jeans clara, uma camiseta simples - de alcinha, branca e com corações negros estampados - e o cabelo com rigorosamente o mesmo corte. “Talvez por isso que foi tão fácil reconhecê-la, mesmo depois de todo esse tempo”, pensei. Ou talvez eu reconhecesse aquele rosto e aqueles olhos - antes tão vivos e alegres - em qualquer lugar. Eu jamais saberia.
Como qualquer par de amigos que não se vê há milênios, falamos de amenidades no começo. Casei, separei. Sou funcionária pública, ela dizia. O relato do meu amigo, eu descobria agora, não estava perfeitamente certo. Ela não havia se demitido do trabalho, apenas se licenciado por algum tempo. “Fui diagnosticada com depressão”, ela admite, sem muitas delongas ou o constrangimento que tanta gente tem sobre o tema. “Meu casamento estava indo muito mal e eu desabei. Mas agora tá tudo bem”. Não estava, não era necessário ser um especialista para notar aquela tristeza escondida no canto do olhar.
Falei da minha vida para ela também. Contei que a minha ex-namorada que ela conheceu não deu certo e que, naquela época de fim da adolescência e início da vida adulta, eu tinha muita vergonha de falar sobre o que eu passava. Ela praticava gaslighting comigo, tinha crises de ciúme incontroláveis, me fazia sentir um crápula por coisas que eu sequer havia feito. “Você parecia tão feliz com ela”. “Eu finjo bem”, admiti. “E eu tinha vergonha de mostrar para os outros o que passava. Homem dizendo que a mulher é abusiva? Eu não queria que ninguém soubesse”.
Após quase meia hora de amenidades, eu exponho o elefante na sala de estar. Na verdade, quem começa é ela. Quando a adicionei no Facebook, falei que tinha esbarrado com ela na rua e que ficara com vergonha de cumprimentá-la na hora. Mas que queria muito revê-la depois de tanto tempo, tomar um café, falar sobre a vida. “Por que você sumiu?”, ela pergunta, no meio de um daqueles silêncios que duram mais do que deveriam. Eu tremi por dentro, mas não havia como continuar escondendo.
No começo, falei o básico. Que era de família humilde, como ela bem lembrava, e que o parente que pagava meu curso havia descoberto um câncer. Poucos meses depois, eu perdi meu emprego. Tudo isso num intervalo curto, de três ou quatro meses e perto da virada do ano. “Me ligaram do curso e ofereceram um desconto. Eu era pobre, mas sempre fui orgulhoso. Naquela época, era mais ainda. Burrice minha. Se bobear, eles iam acabar me oferecendo uma bolsa”. “Eles iam”, ela responde. “O Francisco - dono do curso - era maluco por você. Você era um ótimo aluno”. Ela dá um gole no mate que pediu. Meu café esfria ao meu lado. “Mas por quê você não falou nada comigo?”, ela continua.
Eu sabia que estava num daqueles momentos em que poderia mudar radicalmente o dia. Porque eu poderia ter mentido. “Eu não falei porque fiquei com vergonha de ter perdido o emprego”. “Eu não falei porque eu estava muito triste: parente próximo com câncer, desempregado, meu relacionamento com uma pessoa abusiva”. Eram mentiras com um pouco de verdade, mas não revelavam o grande problema. Naquele fim de tarde, eu escolhi não mentir. Nem me esconder. E eu já tinha ensaiado essas palavras dezenas de vezes nas últimas semanas.
“Olha, eu não sei se dava para reparar na época ou não. Não sei era muito óbvio, sinceramente. Mas eu era completamente apaixonado por você naquele tempo. Eu passava a semana inteira pensando no dia em que a gente ia se encontrar, trocar uma ideia no curso, caminhar junto até a sua casa. E eu tinha uma vergonha absurda disso. Eu tinha namorada, você tinha namorado e estava para se casar. Então eu achava errado expor aquilo, ser claro. E eu achava que você não gostava de mim. Eu tinha auto-estima muito baixa e esse relacionamento com essa ex-namorada abusiva só piorou as coisas. Eu me sentia um lixo, então achava que você não ia ligar se eu sumisse. Que ninguém ia ligar se eu sumisse. E foi o que eu fiz. Mas, se você quer uma versão curta da resposta, é essa: eu era completamente apaixonado por você naquela época e quis sumir, sair correndo”.
Enquanto eu falava aquilo tudo, a boca dela se abriu em alguns momentos. Às vezes parecia surpresa, às vezes parecia que ela tentaria falar alguma coisa que se perdia no caminho. Eu fazia esforço para olhá-la nos olhos, mas era difícil. Mesmo depois de todos esses anos. Tentei dar a entender com o tom de cada palavra que aquilo era uma coisa do passado, que não me incomodava mais, que agora eu queria apenas revê-la e saber como andava a vida.
O desabafo foi seguido de um silêncio que tornava-se mais pesado a cada segundo. Havia alguma coisa fervendo dentro dela, dava para ver. Foi aí que os olhos dela brilharam mais do deveriam, lacrimejando. Quando vejo aquilo, sinto que o mesmo vai acontecer comigo, mas me seguro. Ela vira o rosto e olha para além da vitrine, onde um ponto de ônibus está lotado com os clientes do supermercado e estudantes recém-saídos de suas escolas, o trânsito lento e infernal. A acústica é tão boa no bar que o caos de fim de tarde do outro lado do vidro parece uma televisão ligada no mudo. Quando ela me olha de volta, vejo que ela não faz qualquer esforço para esconder os olhos marejados.
“E você nunca me contou nada? Nem pensou em me contar?”.
Eu não sei quantos de vocês já ficaram sem notícias de um parente ou de alguém que você ama por muitos anos. Aconteceu comigo uma vez, com uma tia que desapareceu por quase 10 anos no exterior e reapareceu após ser mantida em cárcere privado por um namorado obsessivo. A sensação é estranha. É como descobrir que um livro que você tinha dado como encerrado tinha uma continuação secreta. As memórias de hoje se misturavam com as de 12 anos atrás, da última vez que li esse livro. Ela começou a contar tudo.
Ela, como eu já disse antes, era o meu ideal de felicidade. Casara cedo, tivera filho cedo, empregara-se no serviço público cedo. Era tudo com o que eu sonhava. Eu sempre quis constituir uma família, ter uma vida simples, ter um filho cedo para poder aproveitá-lo ao máximo. Mas a falta de dinheiro e a busca por uma parceira ideal sempre ficaram no caminho, assim como a carreira. O problema é que ela tinha uma vida muito diferente do que eu imaginava, muito mais parecida com a minha à época.
Acho que já deixei claro o quanto eu era apaixonado por ela no passado. Ela não era bonita nem feia, tinha o tipo de rosto que se perde na multidão sem ser notado. Filha de pai negro e mãe branca, era morena e tinha o cabelo liso levemente ondulado, quase até a cintura. Quando éramos adolescentes, ninguém a elegeria a mais bela da turma, mas dificilmente negariam que tinha seu charme. Eu a achava linda.
Mas ela, como eu, era o tipo de pessoa que tinha a auto-estima no fundo do poço. Como eu, também cresceu em um lar bem humilde. Também colecionou desilusões amorosas. E, como todo mundo já sabe, isso te transforma em um alvo perfeito para relacionamentos abusivos. O namorado dela, assim como a minha namorada à época, era muito bonito e manipulador. E ela achava que ele era a única pessoa que gostava dela, o único que lhe daria atenção. E isso fez com que, por anos, ela suportasse tudo que aconteceu entre eles. Traições, brigas, mentiras, chantagens, ameaças de abandono, ciúmes doentios. A história deles dois era tão parecida com a minha história com minha primeira namorada que eu fiquei assustado. Só que, diferente de nós, eles casaram. Eles colocaram um filho no mundo.
Ele só piorou com o nascimento da criança. Ele não era mau com o filho, ela dizia. Era um pai carinhoso, inclusive. Mas o pouco amor e bondade que ele tinha por ela transferiu-se todo para a criança. Vivia para o trabalho, para o filho e para os amigos.
“A gente chegou a ficar sem se falar por meses”.
“Morando na mesma casa e sem se falar?”.
“Sim. Nem bom dia. Nada. Eu me sentia um fantasma”.
Na contramão dele, ela dobrava-se para dentro de si própria. Abandonou a faculdade para cuidar do filho enquanto o marido formou-se com seu apoio fiel. Vivia para o filho e tinha seus problemas conjugais menosprezados pela família. “É coisa de garoto, ele vai melhorar”. “Homem quando acaba de ter filho é sempre assim”. “Vai passar”. Mas não passou, só piorou. As traições recorrentes evoluíram para uma equação desequilibrada de álcool e uma amante fixa no trabalho que ele sequer fazia questão de esconder. Ele anunciou que ia deixá-la, convenceu-a de que era um bom negócio vender o apartamento que eles haviam comprado. Racharam o dinheiro e ele foi viver a vida. Ela voltou a morar com a mãe, agora viúva.
O filho, nitidamente a coisa mais importante daquela mulher, tornou-se a única razão para viver. A pensão que a mãe recebia era baixa, o salário dela também não era bom. A pensão que o marido dava ajudava a manter uma vida extremamente funcional e sem luxos. As roupas eram das lojas mais baratas. Viagens não existiam. O único gasto relativamente alto era com uma escola particular de qualidade para o filho. O resto era sempre no básico.
Contei para ela sobre o meu sonho de casar cedo, de ter uma vida tranquila e estável. Falei que eu admirava muito a vida que ela escolheu no começo, que era a vida que eu queria ter vivido. A grama realmente é mais verde no jardim do vizinho, ao que parece.
“Mas a sua vida parecia tão tranquila, tão perfeita”.
“A minha?”.
“A sua namorada naquela época era uma menina tão bonita, eu lembro dela. Loira, bonita de corpo. Até lembro que ela fazia medicina e ainda era dançarina. Eu achava ela linda, perfeita. E você… você era sempre tão fofinho. Carinhoso e atencioso com todo mundo. Inteligente pra caralho, nem estudava e tinha as notas mais altas em tudo. Todo mundo gostava de você, todo mundo queria ser seu amigo e você nem se esforçava para isso”.
“Eu não lembro disso…”.
“Porque você não se achava bom. Você tinha 16, 17 anos e sentava para conversar de igual para igual sobre cinema e livro com uns professores de 40 e poucos anos. Você parecia fluente conversando com os professores em inglês e espanhol enquanto a gente tentava chegar perto disso. Passou no vestibular de primeira. Você não percebia, mas você era o queridinho de todo mundo. Você não era o garoto malhado bonitão, você era o garoto charmosinho e inteligente que todo mundo gostava. Eu gostava de você também. Gostava mesmo, de verdade. Eu tinha uma paixãozinha por você. Mas eu achava que eu não tinha a menor chance. Eu achava que eu merecia o meu namorado. Que eu era feia, ruim. Que ele estava certo em me falar aquelas coisas”.
“Eu era completamente apaixonado por você”, eu respondo. “Eu pensava em você todo dia”.
Engraçado como as pessoas se veem de maneira tão diferente. Eu me definia de três formas quando a conheci: eu sou gordo, eu sou feio, eu moro num dos bairros mais pobres e violentos da cidade. No dia seguinte, de manhã, eu olharia minhas fotos de 12, 14 anos atrás e me surpreenderia com quem eu via ali. Eu era bonito, só um pouco acima do peso. Com 16 anos, eu já era o barbado da turma antes de barba ser coisa hipster. Na foto do colégio, uma das últimas do terceiro ano, eu parecia tão dono de mim, tão no controle. Eu tinha aquela cara de inteligente e rebelde. Por dentro, eu era completamente diferente. Inseguro, assustado, sem auto-estima alguma e com uma namorada abusiva.
São sete e meia e a noite já começa a cair no horário de verão. Educadamente, uma das atendentes nos indica que a galeria onde o café funciona vai ser fechada em breve. Eu pago a conta e nós ficamos meio perdidos, sem saber o que fazer. Ela ainda tem os olhos inchados, eu também. Os funcionários da loja nos olham de forma surpreendentemente carinhosa, não sei o quanto eles escutaram do desabafo.
Saímos em silêncio do café, ela atendeu a uma ligação da mãe. Minha esposa estava fora do estado e só voltaria dali a alguns dias, então eu estava bem relaxado em relação às horas.
“Não sei se você precisa voltar para a casa por causa do Hugo, mas tem um bar aqui perto que é bem vazio a essa hora. A gente pode sentar pra conversar”, eu digo.
“A gente tem mais coisa para conversar?”. Ela pergunta sorrindo, não vejo nenhum traço de mágoa no seu rosto.
“Claro que tem. Doze anos não se resolvem em duas horas”.
Fomos para um bar pequeno ali perto, um que eu costumava frequentar nos tempos de faculdade. Nos tempos em que eu pensava nela e não me achava capaz de tê-la. Ele pouco havia mudado de 12 anos para cá: a mesma atmosfera que fazia dele aconchegante e levemente depressivo ao mesmo tempo. Era um bar das antigas, com azulejos portugueses azuis e poucos frequentadores. O atendimento era excelente e o preço razoável para a região, mas aquela estética de 40 anos atrás parecia espantar os frequentadores mais jovens. Os poucos que iam lá, no entanto, eram fiéis. Como eu fui no passado.
Nos sentamos no fundo do bar vazio em plena terça-feira e desnudamos nossas vidas um para o outro. “Eu quero saber quem você é”, eu comecei. “A gente falava sobre um monte de coisa, mas eu não sei nada sobre você. Sobre sua família. Sobre sua infância, quem você é. E você não sabe nada sobre mim”. Ela riu. “Você é maluco”. “Não, só quero te conhecer melhor. Compensar por ter sido um babaca há doze anos”.
A conversa foi agridoce. O que mais me assustava era como tínhamos origens semelhantes, desde a família até a criação. Os dois criados no subúrbio do Rio de Janeiro, os dois de famílias humildes que, por conta da pobreza e da necessidade de contar uns com os outros, permaneciam unidas. Primos de terceiro ou quarto grau criados próximos, filhos que casavam e formavam suas famílias nas casas dos pais. Assim como a minha família, a dela investiu tudo que tinha para que ela estudasse em um colégio particular até que eventualmente ela passou para uma escola pública de elite.
Nossas duas famílias tinham essa estranha tradição carioca que mistura catolicismo, umbanda e espiritismo, um sincretismo religioso que eu, como ateu, tenho dificuldade em entender - mesmo tendo crescido nesse meio. Assim como eu, achava-se feia, indesejada na adolescência. Isso fez com que rapidamente trocasse o mundo cor de rosa pelo rock e pelos livros. No meu caso, eu acrescentaria videogames e RPG, mas o resto não mudava muito.
“Na minha escola, tinha muita patricinha, muito playboy. Eu não aguentava eles. E eles sabiam que eu era pobre, então não se misturavam muito comigo”. Contei a minha versão para ela. “Eu gostava de ler, RPG e jogar videogame. Mas eu era muito pobre, fodido mesmo. E isso tudo era coisa de gente com grana na época, né? Então eu acabei ficando amigo dos nerds na época por conta dos gostos comuns. Eu tive sorte, demoraram a perceber que eu era pobre. Eu tenho toda a pinta de gente com grana, essa cara de europeu que engana. Quando perceberam que eu era duro, foi só no segundo grau. Ali eu já era um pouco mais cascudo, tinha bons amigos”. Ela não.
Era tudo tão igual que, em dado momento, eu parei de falar que havia sido igualzinho comigo. Eu esperava ela terminar a parte dela. Falava a minha. E intercalávamos nossas histórias, os dois surpresos com as semelhanças. Provavelmente a grande diferença era a vida dela após ter o filho e abandonar a faculdade. Ela trabalhava em uma repartição pública onde tinha 20 anos a menos do que a segunda funcionária mais nova, se afastou dos amigos. Era estranho conversar com ela. Não usava redes sociais praticamente, apenas para trocar mensagens com parentes distantes e mostrar fotos do filho para eles. Não via séries, não tinha Netflix - só novelas. Não conhecia bandas novas, não era muito de ir ao cinema. Era uma sensação estranha, mas parecia que boa parte da vida dela tinha parado em 2006 ou 2005. Os hábitos dela e poucos hobbies pareciam os de uma pessoa de 50 e poucos anos.
Me doeu imaginar o que poderia ter sido, o que poderíamos ter feito juntos, como poderíamos ter sido bons um para o outro. Pensei na minha esposa, que tem um perfil familiar radicalmente diferente do meu. Ela vem de uma família de classe alta, só com engenheiros e funcionários públicos de elite. O mundo dela era muito diferente do meu, tão diferente que às vezes me assustava. Famílias que não se falavam e que, mesmo endinheiradas, brigavam por herança e cortavam laços de vida por conta de bens que eles não precisavam. Todos católicos ou evangélicos, sem exceção. No máximo um ou outro ateu escondido no armário, como eu.
Essa diferença nos causava estranhezas, pontos de atrito que me surpreendiam. Quando eu elogiava a decoração de uma festa, ela falava do preço e da empresa que a produziu. Ela sentia uma obrigação social em aparecer em eventos familiares ou do círculo social deles, de ser e parecer uma boa esposa. Eu só queria estar onde eu estava afim e quando eu estivesse afim, nunca vi a família como uma obrigação social. Eles discutiam herança entre irmãos com os pais bem vivos, nós nos preocupávamos em fazer companhia à minha mãe quando meu pai morreu. Já era meio subentendido que abriríamos mão de qualquer coisa e deixaríamos tudo para minha mãe, tendo direito ou não.
Havia uma preocupação com patrimônio, normais sociais e aparências que, por muitas vezes, me assustavam. Muitas vezes ela parecia desgastada ou enojada com isso também, mas fazia porque alguém na família tinha que fazer, porque era tradição, porque sempre foi assim. Eu assistia àquilo atônito, impressionado como uma família tão numerosa quanto a minha - com literalmente dezenas de primos e tios até de terceiro grau que moravam em um mesmo bairro - era tão mais simples e unida do que uma dúzia de endinheirados que pareciam brigar por coisas fúteis.
Ela, que estava ali do meu lado, não. Tudo que ela me contava soava como uma cópia fiel da minha família, apenas em escala ligeiramente menor. Pensei em como as coisas seriam simples ao lado dela, despreocupadas, tranqulas. Que eu não passaria a vida sendo julgado pela família da minha companheira como o ex-pobre com pinta de hipster que conseguiu ganhar algum dinheiro, mas não tem muita classe nem é muito cristão, como nos últimos anos.
As palavras que saíram da boca dela depois de uns dois ou três copos de cerveja poderiam muito bem ter sido lidas do meu pensamento. “Você acha que a gente teria sido um bom casal? Que a gente ia se dar bem?”.
“Não tem como saber”, eu respondi. “Mas a gente pode imaginar”. E a gente começou a brincadeira mais dolorosa da noite, imaginando como seria se tivéssemos ficado juntos 12 anos atrás.
“Eu jogava videogame para caralho, você ia se irritar. E eu ia te pentelhar para jogar comigo”, eu comecei.
“Eu gostava de videogame, só não jogava muito. Eu ia te arrastar para show da Avril Lavigne e da Pitty, você não ia gostar”.
Eu sorri. “Eu não tenho nada contra as duas”.
“Britney e Justin Timberlake também”.
“Porra, aí você já tá forçando a barra, amor tem limite”.
Falamos sobre meus primeiros estágios, sobre como eu era maluco e fazia dois estágios e faculdade ao mesmo tempo. Saía de casa às cinco da manhã e voltava às onze da noite. Tudo para conseguir ter uma grana legal, já que na minha área os estágios eram ridiculamente baixos. Ela falava sobre a rotina de estudos para concurso, sobre como foi difícil conciliar a faculdade - que ela eventualmente abandonou por causa do filho - com o recém-conquistado emprego público. Eu falava do meu início de carreira, que foi bem melhor do que eu jamais imaginara, como subi rapidamente. Como eu achava estranho ganhar a grana que eu ganhava - que não era nada extravagante, garanto - mas meus hábitos simples faziam com que eu mal gastasse metade do salário. Ela falava da depressão que tomou conta dela ao perceber que estava num emprego extremamente burocrático e ineficaz, deixando-a incapaz de buscar outras alternativas. Falamos sobre a morte dos nossos pais, que parecem ter conspirado para falecer no mesmo ano.
Em algum momento, a cabeça dela repousou no meu ombro. Eu não soube o que fazer. Pensava apenas na minha esposa, em jamais ter traído ela nem nenhuma outra mulher. Foi aí que eu percebi que ela chorava e, novamente, eu chorei também.
“É engraçado a gente ter saudade de algo que a gente não teve”, eu disse, lembrando de um livro que eu li há muito tempo.
“Acho que a gente seria um casal do caralho”, ela disse, com um inesperado sorriso entre as lágrimas.
“Ou talvez a gente se detestasse e desse tudo errado, a gente nunca vai saber”.
“A gente nunca vai saber”, eu repeti, mentalmente. Como um vírus, a ideia se espalhou dentro de mim rapidamente. “Eu posso fazer uma diferença na vida dessa mulher, na vida do filho dela, na própria família dela. Eu posso ter uma vida mais tranquila ao lado dela, sem essas picuinhas de família rica. Minha esposa pode encontrar um homem muito melhor para ela. Um cara rico, cristão e que tenha a classe e pose que a família dela tanto quer. Isso pode acabar bem para todo mundo”.
Mas não podia. Lá no fundo, eu sabia que não podia. Eu tinha quase uma década de história com minha esposa. Eu tinha um casamento plenamente feliz atrapalhado por alguns poucos problemas familiares e inseguranças minhas. Tínhamos uma química ótima, gostos parecidos para livros e filmes, nos dávamos bem na cama. Valia a pena jogar aquele relacionamento tão bom e funcional - algo que me parece cada vez mais raro hoje em dia - por uma aventura fugaz? Um remorso do passado? Em um relacionamento com uma estranha que eu estava voltando a conhecer havia algumas horas?
“Você nem a conhece”, dizia a cabeça. “Ela é igual a você”, dizia o coração.
No fim das contas, eu segui a cabeça. Conversamos até quase dez da noite. Pegamos um Uber e fiz questão de deixá-la em casa, um prédio pequeno em um bairro abandonado do subúrbio. Quando o carro parou, ela se demorou um pouco do meu lado e, por impulso, eu segurei a mão dela. Ela me encarou assustada e ansiosa. Eu pensei em beijá-la, em ligar o foda-se e jogar tudo para o alto ali mesmo. Mas eu só desci do carro com ela na rua deserta e caminhamos juntos para dentro do prédio, sem saber exatamente o que a gente estava fazendo. Pedi para o motorista me esperar e disse que depois acertava uma compensação com ele.
“Eu vi o seu Facebook. Você é casado com uma mulher linda. E inteligente. Você não vai me trocar por ela. Nem eu quero acabar com o seu casamento”.
“Você acha ela linda e inteligente?”.
“Você sabe que ela é”.
E então eu desabafei. Falei que passei as últimas semanas reavaliando meu casamento e meu futuro, encarando a foto dela no Facebook de tempos em tempos. Que meu coração quase parou quando encontrei-a pela primeira vez. Que eu gostava de tudo nela. Da dedicação como mãe, da simplicidade, dessa aura de pessoa correta que ela exalava sem fazer esforço, desse espírito suburbano e familiar que ela tinha. Dos olhos dela, tão animados no passado e tão tristes agora. De como eu estava me segurando para não beijá-la naquele dia todo.
“Você é linda. Eu sei que você se acha feia, eu sei que você acha que ninguém vai se interessar por você. Mas você é uma mulher foda, e nem preciso subir para saber que você é uma mãe foda, uma filha foda. Não deixa a vida passar. Eu tenho certeza que tem mais gente que, igual a mim, já percebeu isso em você e não sabe como falar. Não faz de novo a mesma coisa que a gente fez lá atrás. Eu só queria que você soubesse disso porque eu acho que você merece ser muito mais feliz do que você é agora. E você não tem ideia de como você me deixou maluco esses dias todos. Eu sou bem casado com uma mulher linda sim, mas só de encontrar você eu tive vontade de jogar tudo para o alto”.
Foi um monólogo mais longo do que eu esperava. De novo, ela chorou. Dessa vez, eu contive as lágrimas. O abraço que partiu dela foi um dos melhores e mais tristes que já ganhei na minha vida. Havia ali uma história de amor não vivida, saudades de uma história que jamais colocamos no papel, de um mundo que nunca existiu. Ela me apertou forte e eu sentia minhas mãos tremerem.
Encostamos as laterais do rosto um do outro, aquele prenúncio de um beijo adiado. E que tive que usar todo auto-controle do mundo para manter adiado. Me afastei, olhei nos olhos dela, sorri e fui embora. Quando o Uber saiu, ela ainda estava parada na portaria e minhas mãos ainda tremiam.
Eu não sei se essa história acaba aqui ou não. Mas eu tenho quase certeza que sim. Algum dia eu vou contar tudo isso para a minha esposa, mas vou esperar esse sentimento morrer primeiro. Eu conheço ela o suficiente para saber que, em um bom momento, ela não ficaria triste com essa história. Eu até consigo imaginar a reação dela, repetindo a frase que ela me diz desde que a gente casou. “Eu te conheço. Você não vai me trair com alguma gostosona oferecida por aí. Se alguma coisa acontecer, você vai se apaixonar por alguém. Eu te conheço, você é romântico. Mas a gente se resolve”.
Quando cheguei na minha casa vazia, sentei e escrevi quase tudo isso de uma tacada só. Sem revisão, sem pensar muito. Eu acho que eu poderia escrever dezenas de páginas sobre os detalhes da conversa, mas isso aqui já está longo demais. Antes de dormir, eu vejo que tenho uma mensagem no Whatsapp.
“Foi muito bom encontrar você”.
Toda aquela tentação de falar algo mais grita dentro de mim, se debate.
“Foi bom te ver também :) “.
Por via das dúvidas, coloquei o celular em modo avião e suspirei. “Eu tô feliz ou triste?”, me perguntei. Parece uma pergunta simples e relativamente objetiva, mas eu não soube responder. Eu custei a dormir, com medo de sonhar com ela. Quando eu acordo no dia seguinte e me preparo para ir ao trabalho, a impressão que eu tenho é de que tudo foi um sonho. Vê-la, reencontrá-la, chorar, abraçá-la.
E, como quando a gente acorda de um sonho triste, eu volto a viver minha vida normal para esquecer. Hoje tem reunião com cliente. À noite, preciso pegar minha esposa no aeroporto.
submitted by tombombadil_uk to brasil [link] [comments]


2017.11.11 07:06 tombombadil_uk Today I fucked up: a estranha sensação de reencontrar um amor do passado 12 anos depois

A quem possa interessar, agora tem uma parte 2: https://www.reddit.com/brasil/comments/7cq1rk/today_i_fucked_up_a_estranha_sensa%C3%A7%C3%A3o_de/
Reencontrei uma pessoa muito querida para mim ontem de maneira completamente randômica. É um caso tão bizarro que não sei para quem desabafar, já que esse "relacionamento" que eu mantive há 12 anos não chegou a ser sequer um relacionamento e nunca contei dele para ninguém. Esperei a esposa dormir, sentei e escrevi um conto. Fiz uma trash account para jogar isso aqui.
Desculpem o desabafo longo, mas foi o lugar que encontrei para soltar isso.
xxxx
Aconteceu no fim de tarde de uma sexta-feira quente. A cidade impaciente se esvaía para casa nos ônibus e metrôs lotados, a onda de calor de novembro apertando o passo de quem só queria o refúgio caseiro. Saí do metrô da esperando encontrar uma noite fresca, mas fui pego no pôr-do-sol atrasado do horário de verão. Passara o dia fora do escritório em um evento extremamente técnico e só queria desligar a cabeça. Estava bem vestido, mais do que o de costume. As calças jeans escuras relativamente novas, a blusa social quadriculada que usava quando queria se arrumar – mas nem tanto – e a bolsa de couro recém-comprada para ter um ar mais profissional nesses eventos externos.
Me sentia bonito, sentia até que minha barba reluzia ao pôr-do-sol. Ridículo, né? Um pouco de contexto: sempre fui uma pessoa acima do peso e havia acabado de registrar a perda de 32 quilos e indo à academia diariamente. Como qualquer um que foi gordinha a maior parte da vida, eu estava me sentindo muito bem. Por isso, peço que sejam indulgentes comigo. Até porque esse fato é relevante para a história.
Caminhando pela praça em direção ao ponto do ônibus que me levaria para casa, me desvencilhava dos ambulantes peruanos e suas bolsas falsificadas, dos entregadores de folhetos do sex shop de uma galeria ali perto – frequentadores fiéis da praça desde que eu me entendo por gente e provavelmente responsáveis por um número considerável de árvores derrubadas para fazer seus folhetos nessas décadas – e dos estudantes, que tanto pareciam carecer de pressa. Naquela multidão de gente, me surpreendi por notar alguém que me mirava de cima a baixo logo à minha esquerda.
No começo, não me virei. Julguei ser uma daquelas ilusões que a gente tem no canto do olhar. Três, quatro, dez passos. A pessoa continuava ao meu lado e me olhando atentamente, não sobravam dúvidas. Virei o rosto e dei de cara com ela.
Eu gosto muito de ler, mas não sei se já achei na literatura algum trecho que mostre o quão chocante é reencontrar um amor perdido depois de tantos anos. Ela entrou pelos meus olhos e me atravessou por inteiro, trouxe de volta as memórias que já julgava mortas e enterradas havia muitos anos. Por dentro, eu me senti despedaçado, como se tivesse estourado um balão há muito tempo comprimido no canto do subconsciente. Eu lembrei das manhãs que passava com ela, do dia em que ela me deu um CD do Linkin Park, de quando fui embora sem me despedir e não cortei o relacionamento – tosco, incompleto e desajeitado – que nós mantínhamos.
O choque seria menor, certamente, se não houvesse uma tristeza tão cristalina em seus olhos. Ela rapidamente virou o rosto e apertou o passo, mas eu fiquei ali atrás com aquela imagem fixa na memória. Me permiti olhá-la por inteiro enquanto avançava à minha frente. Não por desejo, mas por saudade. Saudade da pele morena, do cabelo ondulado que lhe descia pelas costas da mesma forma que fazia há mais de uma década. E saudade dos olhos de arteira que ela tinha, dos quais eu só lembrei depois de vê-los tão melancólicos. Nos conhecemos no fim do segundo grau e começo da faculdade, não éramos mais crianças. Mas os olhos dela sempre me encantavam: pareciam os olhos de alguém que está ansioso e animado ao mesmo tempo, o olhar de criança que está prestes a fazer merda e sabe disso.
Por sorte, ela seguia na mesma direção do ponto de ônibus e eu a seguia com meus olhos. Não tive forças para cumprimentá-la, a vergonha falou mais alto. Ela também não quis fazê-lo e foi fácil entender porque. Ela envelhecera bem mais do que eu esperava. Tínhamos a mesma idade, eu e ela, mas lhe daria uns dez anos a mais do que eu sem pensar duas vezes. Ganhara peso, o rosto e o cabelo pareciam maltratados, a roupa era desleixada. Nenhum julgamento aqui, quem não teve seu dia de ‘foda-se o mundo’ que atire a primeira pedra. E mesmo assim fez o meu coração parar. E mesmo assim eu só queria correr para perto dela e dizer oi.
Eu e ela éramos criaturas estranhas. Nós dois vínhamos de famílias de classe baixa, nós dois estávamos em um curso de inglês pago por algum parente mais rico, nós dois começamos a trabalhar cedo, nós dois éramos excelentes alunos, nós dois fazíamos parte daquela onda de rock do começo dos anos 2000 que incluía Linkin Park, Evanescence, System of a Down e algumas outras bandas que estavam na moda na época.
Começamos a nos aproximar quando contei para ela que queria fazer XXXXX (carreira omitida). Ela também queria, por isso passamos o ano anterior ao vestibular trocando dicas, comentando provas e trocando confidências no fim da aula de inglês. Eu fazia questão de levá-la para casa todos os dias após o fim da aula de inglês e nós acabamos ficando muito próximos. Só tinha um detalhe: eu e ela éramos comprometidos. Eu namorava uma colega de escola há pouco menos de um ano e era perdidamente apaixonado por ela, apesar dela ter se tornado uma companheira extremamente abusiva ao longo do relacionamento e termos nos separado. Ela namorava um amigo de infância, tinha tudo para crer que ela também era apaixonada por ele e estava prestes a se casar dali a um ano e meio. Sim, ela casou-se ridiculamente cedo, com apenas 20 anos e teve dois filhos logo depois, pelo que eu ficaria sabendo mais tarde por acidente. Nesse período de cerca de dois anos, mantivemos esse relacionamento estranho que eu sequer sei como classificar. Recém-chegados no curso achavam que éramos namorados, apesar de nós nunca nos abraçarmos, andar de mãos dadas ou coisas do gênero. Os alunos que estudavam conosco há mais tempo e já tinham visto nossos verdadeiros namorados achavam apenas que colocávamos chifres neles. Nós nunca fizemos absolutamente nada. Não houve beijo, não houve cabeça no ombro, não houve mãos dadas. Fisicamente, nunca houve nada. Mas havia ali uma cumplicidade quase criminosa, olhares mais longos do que o necessário, um quase que jamais se tornava realidade. Talvez esse carinho fosse fruto de sermos tão parecidos e termos origens tão similares.
Mas tudo acabou sem aviso. Em um intervalo de meses, sofri um duplo revés. O parente que pagava o meu curso descobriu que estava com câncer e seus custos com saúde aumentaram drasticamente. Eu já estava trabalhando e podia pagar, mas perdi o emprego no mesmo semestre. Tudo aconteceu em um intervalo de um mês, em janeiro, e eu não pude voltar ao curso para o semestre seguinte. Era uma época diferente. As redes sociais não eram tão onipresentes (eu tinha meu bom e velho Orkut, ela achava rede social bobeira) e não havia Whatsapp. E algo em mim insistia em dizer que era errado ligar para ela, que era ir longe demais. Então eu sumi da vida dela sem aviso, sem dar satisfação. Simplesmente não me matriculei no curso e jamais toquei no assunto com ninguém, nem com meus amigos mais próximos. Doeu – e doeu muito – mas eu deixei a vida sedimentar tudo aquilo. Eu ganhei peso, meu relacionamento com aquela namorada não andava bem. Naquele momento, eu só queria sumir e não ver mais ninguém. E aquela saída brusca acabou me ajudando nesse sentido. Some aí a baixa auto-estima. Eu nunca achava que uma mulher estava dando bola para mim até elas praticamente se jogarem no meu colo. Quase todas as mulheres com quem saí tiveram a iniciativa ou deixaram bem claro que queriam alguma coisa, sempre fui lerdo ao extremo para flerte. E perdi grandes oportunidades por conta disso, mas isso é passado e não me causa dor, só uma risadas. Exceto nesse caso.
De lá para cá, soube pouco dela. Descobri por um grande acaso que ela teve dois filhos logo após o casamento (Orkut de amigo de um amigo de um amigo que estava no chá de bebê do segundo filho dela, rs). Também vi que ela não passou no vestibular para a carreira que escolhemos, senão seria mais fácil encontrá-la. O curso era bem concorrido e ela não passou duas vezes. Na terceira, já estava com filho e casada, então não avançou. Esbarrei com ela enquanto estava grávida do primeiro fazendo compras no mercado com o marido. Nesse dia, eu estava acompanhado de vários amigos, completamente bêbado e indo para uma festa na região boêmia da cidade. Trocamos um olhar meio constrangido nesse dia, nada mais. Tinha uma mágoa bem nítida nos olhos dela, mas eu ainda relutava em acreditar que eu significava muita coisa para aquela menina. Eu só iria me tocar anos mais tarde que eu, apesar de estar fora dos padrões de beleza, recebia sim atenção do sexo oposto.
Agora avançamos 12 anos no futuro. Cá estou eu, perdido, olhando para uma mulher que teve um relacionamento tão tênue e tão profundo comigo ao mesmo tempo. Ela parou e entrou em uma loja de sapatos em frente ao ponto de ônibus para o qual eu estava indo e, mesmo pela vitrine, trocamos alguns olhares demorados. Eu queria chegar perto, eu queria dizer oi, eu queria chamá-la para jantar. Mas, no auge dos meus 30 e poucos anos, eu me senti um adolescente envergonhado de 17. E uma voz bem clara ecoava na minha cabeça: “você é casado, você tem um casamento muito feliz e você nunca traiu sua esposa e nenhuma das suas outras ex-namoradas. Você não vai começar a fazer merda agora”.
E se eu fosse dar um oi, serviria de quê? Requentaria um amor adolescente que provavelmente só faria mal a nós dois? Reviveria a mágoa daquele adeus decepado, sem dar a menor satisfação? Tudo isso só transformava minhas pernas em âncoras que meus olhos teimavam em ignorar. Ela saiu da loja e, pela primeira vez naquele fim de tarde, me olhou de forma direta. Sem aquela desviada de olhar que vem um par de segundos depois, sem aquela sensação de acidente ou constrangimento. Nos encaramos por um período que, me perdoem o clichê, parecia uma eternidade. Eu sabia que aquela era a minha deixa para chegar mais perto, mas eu não fui. Ela me deu as costas e sumiu na multidão, provavelmente para sempre. Meu coração ficou ali perdido, sem saber como era possível lembrar-se de tanta coisa em tão pouco tempo.
Sentado no ônibus de volta para a casa, as memórias vinham em atacado. O dia em que ela fez uma cópia do Hybrid Theory e me deu de presente de aniversário. A vez em que eu ganhei de um amigo meu um chaveiro do Nirvana e, quando ela foi pegar para ver, sem querer seguramos as mãos por uns segundos que pareciam compreender toda a história da humanidade. Quando levei meu discman para o curso e a gente escutou junto um álbum do System of a Down no ano em que lançaram Hypnotize e Mezmerize.
É triste a vida ser tão curta, eu concluí. Tem tanto amor para se viver, tanta história que poderia se escrita a dois que nós nunca vamos conhecer. Tanta coisa inesperada que acontece num fim de tarde sem propósito, tanta coisa que a gente deixa de perceber e que acontece porque você notou alguém no canto do seu olho. E eu, muito provavelmente, nunca mais vou vê-la. Se eu tivesse a oportunidade de reviver esse momento, eu não sei o que eu faria. Chamava para tomar um café e pedia desculpa por nunca ter falado que eu era perdidamente apaixonado por ela e que vivia um relacionamento conturbado com uma companheira abusiva, mas que a baixa auto-estima me impedia de agir? Diria que havia praticamente esquecido que ela existia nos últimos 10 anos, mas que bateu um misto de culpa e carinho enormes tanto tempo depois? Não acho que nada disso valeria a pena.
submitted by tombombadil_uk to brasil [link] [comments]


2017.01.09 21:12 reditofage Ex-namorada

Fiz esse post primeiro no /relationships
Vou ser mais sucinto. Terminei um namoro a 4 meses, namorávamos a 1 ano e 5 meses. Ambos tínhamos 17 (eu) e 18 (ela) quando começamos a namorar. Perdemos a virgindade um com outro, ela foi minha primeira namorada e eu o primeiro namorado dela.
Ela é uma menina maravilhosa. Uma pessoa de coração bom e linda, uma menina perfeita (um dos unicos defeitos que me incomodava era o fato dela ser um pouco fútil, sempre se importando muito com a imagem nas redes sociais) Sempre me amou e me deu suporte pra tudo. Tambem amei muito ela.
Mas um dia, esse sentimento se acabou. Sair com ela começava a se tornar um fardo, e eu não gostava de passar todo o minuto ao lado dela (preferia estar em casa ou fazendo outra coisa). Isso foi um pouco depois de eu ter entrado na faculdade, tava sempre exausto o tempo todo.
Foi quando eu decidi que iria terminar pra poder focar mais em mim. Ela ficou arrasada, chorou muito e a principio não aceitou. Insistiu pra tentarmos alguma coisa. Eu decidi terminar mesmo assim.
Nas semanas seguintes, segundo relato de amigos, ela ficou extremamente arrasada e triste. Eu tinha decidido que ia focar mais em mim dali em diante.
Nos 3 proximos meses, usei meu tempo pra focar na universidade e em outros hobbies meus, pra sair com amigos e conhecer gente nova. Amadureci muito nesse período, mas pensava muito em como eu machuquei ela e isso me deixava meio triste, mas nada muito forte.
Foi então que eu vi uma foto dela em uma festa com as amigas. Ela sempre gostou muito de ir nessas festas (festa sertanejo, muito popular no interior da bahia. rola muita pegação) mas depois que começamos a namorar, ela parou ou só ia quando eu fosse. Eu nunca fui chegado nesse tipo de coisa mas as vezes eu ia só por ela.
Fiquei muito feliz por ver que ela estava superando e feliz. Fiquei muito feliz por ela, mas...
Fiquei com ciúmes. Fiquei imaginando a menina que eu amei durante um ano inteiro de minha vida ficando com outros caras e isso me deixou mal. Fiquei assim durante uns 2 dias, mas depois disso desencanei e voltei pra minha vida normal. Tudo seguia muito bem novamente.
...Até que ví outra foto dela, indo em outra festa, 1 mês depois. Foi a mesma coisa de antes. Imaginando ela beijando outros caras (outroS porque nessas festas geralmente você não fica só com 1 pessoa. Ainda mais ela que é mulher e muito atraente (bonita de rosto e de corpo). Muito cara chega nela facil) Dessa vez essa sensação ruim durou só 1 dia.
Cheguei a ver de novo outra foto dela saindo assim, mas dessa vez não me afetou. Só ví e passei. Pensei que esse ciúme tivesse passado, até essa sexta feira...
Dessa vez rolou uma festa dessa aqui na cidade, e eu moro do lado do local de festa. Ví uma foto de uma amiga dela de todas as amigas juntas, e comentarios dizendo que "fulana(minha namorada) é um perigo" das amigas e coisas desse tipo. Isso me abalou totalmente.
Foi a mesma coisa das ultimas vezes, só que muito mais intenso. Só conseguia pensar nisso a noite toda. Eu conseguia ouvir a festa de casa, então passei a noite toda ouvindo e pensando, torcendo pra acabar logo.
No dia seguinte, fiquei muito, muito mal. Não comi nada o dia todo . Só depois de conversar com uns amigos me senti melhor. Hoje eu voltei ao meu "normal" de sempre.
Mas uma coisa me aflige: Vai ser assim toda vez que eu ver uma foto dela numa festa? Uma hora esse tipo de sentimento vai parar? O tempo cura esse tipo de coisa?
Eu não sei bem se é ciumes ou algum tipo de inveja. Algum tipo de sentimento reprimido de "ela deu a volta por cima de mim", "ela ta curtindo enquanto eu to aqui parado", "ela ta ficando com outras pessoas enquanto eu to no meu quarto". Eu não gosto desse tipo de festas (gostava quando era mais novo) e não curto ficar com pessoas "do nada", conhecendo na festa, dançando, dando um beijo e tchau.
Nesse período, cheguei a ficar com outras pessoas, mas nada próximo do numero de que eu imagino que ela tenha ficado.
Eu não tenho nenhuma pretensão ou vontade de voltar o namoro com ela. Depois do termino eu evolui muito em algumas areas pessoais e amadureci bastante, e sinto que ainda estou progredindo de um modo que um relacionamento só me atrapalharia. Tambem não quero namorar com ela num futuro nem nada assim, nem mesmo ficar com ela. Eu segui em frente em relação a isso.
Pra falar a verdade, eu fico realmente feliz que ela ta seguindo em frente com a vida dela porque ela merece. Desejo que ela continue assim. Mas esse sentimento é foda e me deixa muito pra baixo. Eu só quero saber se uma hora vai passar.
submitted by reditofage to desabafos [link] [comments]


2016.07.18 14:45 999Luzeiro A praia está perdida

publicação original no Medium
Eu sempre subi àquele terraço em dia de festa. A arquitetura brutal, o piso grafite e a irremediável falta de uma paisagem que preste (comum à capital, aliás), jamais foram capazes de reduzir a alegria que sinto ao visitar minha única irmã. Percebo, desta vez, que o luto se expressa pelas varizes nas paredes que rodeiam a escada, no metal frio e azedo do corrimão e, finalmente, na sensação de pisar em um cinzeiro proporcionada pelas placas erodidas do piso. A feiura é oportunista, e no dia de hoje, saiu em carnaval.
Lá estava o meu cunhado, abaixo de uma das pontas do varal, investigando pelos espaços vazios do gradeado uma possibilidade de escorrer pelas paredes externas do prédio de nove andares. “Você comeu, Felipe?”, foi o meu único cumprimento possível, e “Hum, comi” foi a única resposta que lhe pareceu honesta. É claro que comeu — alguma vez na vida — mas duvido que tenha tido estômago para reiterar tão prazeroso e exigente hábito, hoje. Hoje não, pois o meu cunhado, marido da minha única irmã, perdeu o único filho. Meu único sobrinho e afilhado. Minha dor não é pequena, mas no topo do pódio da orfandade inversa, temos a minha irmã, coroada de espinhos e de cama há dois dias. Em seguida, Felipe Remador, estático no terraço em pleno inverno e com o estômago vazio. Talvez eu em esteja em terceiro lugar, junto com a namorada do Léo, não sei. O que sei é trago as notícias, como um relâmpago invisível que transformará os tímpanos do ouvinte em peito.
“Escuta, Felipe.” E descrevo como um apresentador de telejornal excessivamente soturno o desdobrar dos fatos do dia: encontraram o corpo preso ao recife, poucas escoriações, a causa mortis foi mesmo o afogamento, está tudo acertado para o enterro amanhã, no Parque da Colina. Falei com a mãe da namorada, ela não vai, está em choque. Aquele menino, Raul, ainda não voltou a Belo Horizonte. Me ligou do celular do Léo, estava com uma voz tenebrosa. Está tudo pago, não se preocupa. Eu estou muito bem empregado e não é hora de falar disso. E dou sequência, como ventania: “Preciso te contar uma coisa, Lipe, o Léo me ligou no dia anterior ao sumiço, e a conversa estava mais estranha do que de costume…”
“Eu comi, sim. Tem macarrão, se você quiser.” E me corta como se nos falássemos pela internet, com enorme atraso. E começa a me contar do filho: coisas que eu já sei, mas só me resta ouvir mais uma vez.
Leonardo Remador nasceu com o cordão umbilical em volta do pescoço, sem choro e nem desespero. Nasceu sorrindo. O obstetra achou que estava se contorcendo pelo sufoco, mas não: era um sorriso mesmo. “Esse é forte, corajoso” — daí ‘Leonardo’ — disse, para encher o pai de orgulho, enquanto a enfermeira entregava o Príncipe aos braços da mãe. Era um Príncipe, quase enforcado, porém um Príncipe, como são todos os recém-nascidos após a Proclamação da República. Não parava de se mexer e olhar ao redor, como se procurasse por mais um corda para se amarrar, e se apertar.
Começou a andar com oito meses (o que o pediatra considerou um recorde) mas o pai já reparava que muito antes o guri já ensaiava ficar de pé. Era uma brincadeira nervosa: apoiava-se nos joelhos e esticava as pernas trêmulas, e em dois segundos caía. “Toda criança faz isso”, diz o pediatra sem querer estregar o encantamento do recém-pai. “Não”, continua Felipe, “ele não cai e chora. Ele cai a dá a maior gargalhada. E se levanta e se joga de novo. E ri. Se já soubesse falar ia chamar isso de ‘brincadeira da gravidade’, sei lá”. E descreve a forma como o filho olha para baixo ao cair, como se quisesse testemunhar cada segundo do trajeto. “Às vezes o Léo tem um senso de humor maior do que o das outras crianças”, desconversa o jovem doutor, voltando os olhos adestrados ao monitor adestrador do computador.
Aos cinco anos chorava e dava escândalos quando o pai se negava a dar uma volta de motocicleta com ele pelo quarteirão. Quando o seu desejo era atendido aos finais de semana, voltava para casa dócil e calado, prestes a cair no sono e recompensar os pais com o silêncio que o casal tinha antes do Príncipe ter vindo ao mundo.
E ele foi ao mundo: no futebol, só jogava como goleiro pois nas outras posições não podia atirar-se pelos ares e havia menos risco de levar uma bolada na cara. Na natação, perdia as instruções do professor por se interessar mais pela apneia. Se deu melhor nas artes marciais, para o desespero de sua mãe que não suportava ter que aplicar curativos duas vezes por semana. Finalmente, na puberdade, a coragem e o senso de humor exagerado tornaram-se insuportáveis. Gostava de provocar o pai pelo simples prazer de escutar sua voz engrossar e ameaçá-lo. Sentava-se na janela para ouvir música e balançava-se para frente e para trás em um ângulo cada vez menos agudo, cantarolando sossegado até que a mãe o via do corredor e gritava de susto. Só se interessava pelas garotas que já tinham um namorado, e aos treze anos voltou para casa com um olho roxo e os lábios rasgados por roubar um beijo de uma garota mais velha que estava a dois metros do cara mais velho ainda que a namorava. Os pais concordavam que aquilo não era rebeldia pois sempre que aprontava alguma o adolescente passava os próximos dois ou três dias obediente e calmo. Ele tinha ideias que beiravam a burrice e após um longo ano de acidentes e notas baixas, foram atrás de especialistas, pois o primeiro médico que o tocou estava mesmo errado. Leonardo, segundo o psicólogo, era um bom rapaz, mas era melhor ir ver um psiquiatra. O psiquiatra — que por curiosidade saltava de para-quedas nos finais de semana — também não viu nada de errado no garoto, mas por via das dúvidas, recomendou um amigo neurologista. Após mapear o cérebro de Léo, confirmou a boa saúde mental do rapaz, mas seguiu uma pista em sua circulação sanguínea nos exames de rotina que o levava a crer que o nível de adrenalina era muito mais alto do que o normal. Com a ajuda de um endocrinologista constaram que a coragem de Leonardo era na verdade uma doença rara em suas glândulas renais que produziam uma quantidade excessiva daquele hormônio, viciando das íris aos pulmões, passando pelo coração e todos os músculos. O pai teve que vender a moto e um carro, mas pagaram o tratamento e aos dezesseis Léo já não andava mais com sua bicicleta sem freios pelo bairro. Apesar de não ser dos mais espertos ou um dos mais bonitos, tinha um talento único com as mulheres, já que a possibilidade de rejeição o atraia, coisa que não existia em homem algum. Aos dezenove, arrumou uma namorada sem namorado, Júlia, e achava o máximo quando a menstruação dela atrasava alguns dias, e é claro que não era nem um pouco favorável ao uso de preservativos. Dizia apenas que era uma pessoa simples e que gostava das diversões curtas pois a vida, em si, era mesmo curta. Raul, um dos seus amigos mais antigos, ria e dizia que o problema é que os momentos simples de Léo poderiam encurtar a vida mais ainda. Era grato ao parceiro, pois mesmo sem se interessar por um baseado, Léo era o único disposto a entrar com ele nas favelas para comprar aquele mato amassado.
Apreensivos, os pais viram o garoto tirar a carteira de motorista. Nenhum problema, a não ser as multas por excesso de velocidade que eram pagas pelo próprio rapaz, que se virava na papelaria do pai do Raul. As pessoas que conviviam com ele acabaram se acostumando e até mesmo os pais deixaram de se preocupar tanto e esqueceram que “o jeito dele” era um problema sério. Júlia, segundo um psicanalista freud- ou junguiano (precisamos diferenciar charlatões?), no fundo morria de tesão por caras irresponsáveis, Raul (nas palavras de uma pedagoga do Ensino Médio) também não era exemplo de comportamento e assim Leonardo tocou sua vida abusando da sorte.
Acontece que, mineiro que era, Léo poucas vezes foi ver o mar, e só o fez ao lado dos pais, que não gostavam muito de areia. Aos vinte e um foi ao litoral capixaba com Júlia, amigos dela e o tal do Raul. Uns dois ou três dias antes da data da volta para casa, Léo me ligou. Ouvi o pequeno trip journal que, não sei porque, decidiu me contar ao custo de todos os créditos do seu pré-pago. Começa bobo e vai escurecendo, como a apresentação de um palhaço trágico, e eu me arrependo de não ter anotado algumas partes, ou gravado a conversa toda.
Em janeiro, o sol derramava-se do alto e refletia na areia e no mar, queimando sua pele branca e agredindo seus olhos não muito escuros. Gostou daquilo, mas logo à frente estava algo que o seduzia muito mais, o próprio mar. Não entendia como tantas pessoas aguentavam ficar o dia inteiro sentadas em cadeiras de plástico bebendo e comendo ao redor dos quiosques sem nem se aproximar das ondas. Logo no primeiro dia, subiu com Raul em um morro baixo com os pés descalços e sentaram-se em rochas negras que um dia formaram um coral. Enquanto o amigo apertava um, viu uma mulher alta e bronzeada, de cabelos morenos e músculos bem definidos mergulhar nas águas e nadar por quatro minutos, sem parar, traçando uma linha quase reta. Ao distanciar-se da praia, as ondas tornaram-se maiores e algumas pessoas já acenavam para que ela voltasse. Desapareceu atrás das ondas por alguns segundos, e, depois, sorrindo, nadou de volta como se estivesse em uma piscina rasa. Gostou daquilo.
Nadou com Júlia um bom tempo pela tarde, sem se arriscar de mais. Toda vez que olhava para a linha do horizonte, se distraía a ponto de deixar de escutar o que a namorada falava. Lembrou-se de como aquela morena conseguiu ir tão longe com tanta calma. Gostou daquilo, mas gostou de mais. À noite, após uma bebedeira na casa dos pais de um dos amigos de Júlia, Léo teve sonhos agitados. Quando acordou, lembrou-se de três: primeiro, mordia o cano de uma arma de fogo que um homem encapuzado que apontava para sua cabeça, rindo da falta de coragem do assaltante em disparar. Em outra situação apontava para a namorada que trocava de roupa, mostrando para Raul. Por fim, sonhou que nadava no fundo de um lago e respirava normalmente embaixo d’água, sem precisar voltar à superfície.
Saiu sozinho para comprar pão e o que mais precisassem. Como em qualquer cidadezinha do litoral do Espírito Santo, encontraria uns cinco botecos para cada padaria ou mercearia — se a mercearia vender cerveja, não sei dizer como ficaria a conta, mas enfim, por uma questão estatística decidiu tomar uma antes de cumprir a sua missão de levar comida à namorada e aos amigos.
Ao final da primeira garrafa daquela cerveja fraca mas bravamente gelada, Léo olha em volta e percebe a presença da nadadora alta e morena. Não a tinha visto ali, sozinha na outra ponta do balcão, que era em éle e permitia tal ponto cego. A moça olhava para ele e achava graça da miserável atitude do menino de quase torcer a garrafa que já havia acabado. Ofereceu a sua, cheia, e lá vai Léo conversar fiado com uma mulher linda e aparentemente solteira ao invés de levar pão para a namorada. “Ela achou o meu sobrenome o máximo, tio. Disse que eu devia nadar muito bem, porque, ‘Remador’, né. Mas já devia estar bêbada. Achava graça de tudo. Meio doidinha, acho que não estava me dando mole, só tentando escapar de um cara lá que não parava de mexer com ela. Mas eu não vi o cara. Eu estava tranquilo também, cê sabe que eu gosto muito da Júlia. Mas então, cê lembra daquela menina que nadava comigo na equipe da escola? Você já deu carona pra ela. É a cara, tio. Eu pensei que fosse ela.” Tirei o celular do ouvido para ver o tempo da conversa no display. 52 minutos. E o menino não parava de falar. “Vai comprar o pão, ô sem vergonha.” E ele me obedeceu e desligou.
Olha, apesar dos quarenta e poucos, eu sou um homem bonito. Na verdade, eu sempre fui. E mesmo assim, uma morena dessas nunca me abordou em boteco copo sujo de praia. Só uns tios e uns hippies para me pedirem o isqueiro. E eu adoro morenas, Léo.
Léo.
O que aconteceu com você? O Raul me contou de uma briga com um rapazinho local — aliás, eu preciso achar o Raul — e agora as hipóteses florescem na minha imaginação, que não tem sono desde o contato da polícia.
Passaram os próximos dias longe da praia, fazendo trilhas e visitando os arraiais à procura de festa. Com Júlia sentada em seu colo (eu só via vocês nessa posição, encaixavam bem, até), estava em um boteco ao lado da praça da igreja de uma vila. Bebiam cerveja e viravam doses de cachaça da pior qualidade enquanto um forró soava indecifrável abafado pela voz de umas dezenas de pessoas que ocupavam as calçadas. Foi surpreendido por um grito de Raul que levantava a voz para um adolescente, prestes a agredi-lo. Pediu para Júlia levantar-se, a garota não atendeu imediatamente e quase foi derrubada no chão por um homem de sorriso estranho que até o minuto anterior era o namorado que com carinho passava as mãos quentes em suas pernas. A coragem imbecil que custou um carro e uma moto ao pai de Leonardo agarrava o adolescente pela nuca e bateu o rosto do rapaz com força em um banco de madeira e ferro da praça. Enquanto o sangue corria, alguém acertou uma cadeira nas costas de Léo, enquanto três ou quatro homens mais velhos corriam atrás dele, que escapava. Sumiu no mato, rasgou a perna esquerda nos galhos (uma das escoriações não era de coral, mas aparentemente de vegetação rasteira) e encontrou uma estrada de terra que seguiu por mais de uma hora caminhando devagar, sentindo seu corpo em chamas por conta do coração que parecia ter dobrado de tamanho.
Não sabia o motivo da briga de Raul e nem se importava. Também não se importava da grosseria com a namorada e nem com o fato de que provavelmente alguns homens o perseguiam em uma caminhonete, moto ou jipe com pedaços de pau ou uma pistola semi-automática embaixo do banco. Exausto, alcançou a praia. Sentou-se na areia e viu o sol nascer, vermelho como se estivesse se pondo. Realmente, o sol se punha para você, meu afilhado. Viu uma pessoa caminhar onde as ondas quebravam, chegou mais perto e reconheceu a mesma mulher de cabelos negros que viu no primeiro dia no litoral. A do bar (que… coisa é você, mulher? Shinigami?). Ela ignorou sua presença e mergulhou, nadando mais uma vez em ritmo forte e veloz, até desaparecer na espuma de uma grande onda que quebrou prematuramente. Mergulhou também. Seu corpo em chamas mal percebeu como a água estava gelada. Nadou em compasso olímpico esticando todos os seus músculos, estirando seus pulmões, sugando todo o ar salgado que havia em quilômetros cúbicos. Sem parar as braçadas, abriu os olhos e viu que a mulher nadava ao seu lado, fechou os olhos que ardiam com o sal e quando abriu de novo, ela já não estava mais lá. Quando finalmente parou, viu que ela voltava, derrotada e humilhada pelo novo recordista daquela praia.
Enquanto a água esfriava, olhou para o céu e ficou finalmente satisfeito de uma forma irracional, a única forma que sentia-se satisfeito na vida. Todo o seu corpo vibrava, o prazer era tão grande que balançava os pés sem cansar pra manter-se na superfície sem se cansar. Quando o corpo doeu pelo frio que fazia, decidiu voltar, mas quando olhou para a praia, ela estava distante e uma névoa baixa ia convertendo-a em um ponto invisível naquela imensa massa azul. O corpo esfriou, os pés pararam de se mover, os braços penderam-se ao lado do quadril. Quanto maior o músculo, mais forte a dor da cãibra, e as panturrilhas de Léo pareciam dois mamões. Afundou em silêncio, e sonhou de novo. Sonhou que nadava em um lago escuro e podia respirar embaixo d’água. Sonhou que estava na praia e nadava em direção ao horizonte. Quando quis voltar, a praia estava perdida.
submitted by 999Luzeiro to literatura [link] [comments]


2014.05.25 04:22 ClayDatsusara No Sonho

Lotte, Lotte Lotte, não tens sonhos, dizes-me. E que não falas daqueles objectivos infantis super-irrealistas, tipo Um dia quero ser como o Ayrton Senna ou O meu sonho é ser médica veterinária. Lotttttte… Teus gostos invejo-os. Também eu gostaria de gostar de animais ao ponto de me tornar um anjo ao seu serviço, mas não tenho estômago para lhes ver as entranhas. Nem isso, nem tenho a coragem para me pôr num carro a 300 km/h. Já vi mortes na estrada a muito menos velocidade. Não é preciso ir muito longe. Uma menina morreu à minha porta, quando eu era também uma criança. Eu não vi, tinha ido num passeio da escola, mas pelo que me disseram, ela estava parada. Um carro atropelou-a.
Lotte, pequena Lotte, coração grande, como não tens sonhos? Daqueles que as pessoas acordam e ficam a pensar gravemente no seu significado. Será que não tens preocupações? Se não as tens, sou eu que fico preocupado.
Lotte, dorme um pouco sobre estas palavras, pensa em mim, e tenta sonhar, porque eu estou a ir-me de ti, a fugir das tuas mãos escorregadias, e tu nem notas. Estás demasiado acordada para reparar. Se sonhasses como eu sonho, talvez abrisses os olhos e visses dentro do teu inconsciente as verdadeiras razões do nosso fim.
No sonho, eu disse-te, Lotte, que tu estavas em minha casa, quando eu vivia com os meus pais, e eras já minha. Minha amiga, minha namorada, minha parceira de vida, minha parceira de discussões, enfim, tudo o que alguma vez foste para mim. E a cena, repara Lotte, é que, no sonho, eu sentia-me preso em casa, como se sair dela fosse fugir criminosamente de um futuro que me estava destinado nas estrelas.
Lotte, sabes que eu não planeei isto, mas são coisas que acontecem. Uma pessoa sonha e dá por ela que são pesadelos, vezes sem conta, todas as noites pesadelos (tu mesma mo dizes, sempre que acordo a meio da noite e tos revelo inconscientemente; a minha mãe costumava fazer-me o mesmo quando eu era adolescente mal comportado: acordava-me logo pela manhã, de rompante, e começava a fazer-me todo o tipo de perguntas. E eu, só para que me deixasse dormir, contava-lhe todas as verdades incriminatórias), e tu, Lotte, não és capaz de encontrar nem que seja uma réstia da verdade no meu inconsciente. São só pesadelos, dizes-me, volta a dormir e não penses nisso, não penses em nada. Como se fosse possível, Lotte, não pensar que, no sonho, o teu pai me perguntava se eu ia à missa, porque fez uma procura no Google e viu que os Luteranos iam à missa. Mas quem é que meteu na cabeça do teu pai que eu era Luterano?
― Isso foi só um sonho, coração…
Eu sei Lotte, eu sei, desculpa gritar contigo. Não tens culpa. Mas não consigo deixar de pensar que, para o teu pai, eu tenho uma cabeça de cavalo, apenas por querer comprar um. Sim, porque um dia os carros vão tornar-se obsoletos e vamos precisar de um meio de transporte.
― Estás é preocupado por causa daquela multa. Não te preocupes que não vais ficar sem carta de condução.
Ai vou, vou. Lei de Murphy. É a terceira vez, talvez ma tirem definitivamente e eu tenho de voltar à escola de condução, e apenas dois anos depois.
― Hmmm, eu acompanho-te, vou tirar a carta também! :)
Não tem piada, Lotte. Tu já devias ter carta de condução. No sonho, tu ficas estática quando tudo à nossa volta entra em revolução (ou devo dizer colapso?), e eu sinto-me perdido, sem saber o que fazer, porque tu não tomas uma iniciativa. Devias ser mais como a tua irmã, nesse aspecto.
No sonho eu mato uma boneca.
― Quem é a boneca?
Não sei, é uma boneca, em tamanho humano, ainda com sangue na boca, que eu atiro para a mala do carro da tua irmã, sem que ninguém se aperceba, como se eu quisesse atirar os meus problemas para outra pessoa e aliviar o peso no meu peito.
Mas Lotte, olha o que acontece depois, no meu sonho, a tua irmã é mandada parar pela polícia, que está ali à frente, na rotunda, toda a gente nos diz! E eu tenho medo que encontrem a boneca morta na mala. A boneca ainda tinha sangue a escorrer-lhe das articulações!
E eu não podia sair de casa, estava preso (a ti? à minha vida? a nós? aos filhos? à situação mais cómoda e, cruelmente, mais sustentável?), e o máximo que podia fazer era subir ao telhado, para tentar ver o que era impossível ver. Mas eu sabia exactamente o que estava a acontecer. Era a polícia, eu sabia, e a polícia faz o que tem a fazer. Só me resta esperar. Tu seguias-me sonâmbula.
Lotte, chega aqui, diz-me se sonhaste comigo nos últimos tempos? Não te lembras? É sorte ou azar? Nem sonhas com a tua família? No sonho eu andava à procura de uma garrafa de vinho que a tua irmã trouxe do Brasil. Ora, se tu não a bebeste, e o teu pai diz que também não a bebeu, e que a viu na semana passada na porta do meio do armário da sala, e eu também não me lembro de a ter bebido, então o que é feito dela? Quem de nós está a mentir?
― São só sonhos, meu anjo, dorme. Há muitas coisas que eu também não me lembro.
Pois, dos teus sonhos. Mas Lotte, repara bem, no meu sonho eu chamava pelos nomes daquelas pessoas que deixei de ver quando casamos. Estava no cimo do telhado e gritava às pessoas que passavam lá em baixo, na rua: Ursula! E tu repetias o meu grito, como um eco indesejado, que me distraía da pessoa lá em baixo, que me acenava e eu não via, por olhar agora para ti, cego para o resto das pessoas. Aline! E tu, Aline, Aline, Aline… E a Aline talvez me tenha cumprimentado, lá de baixo, e eu não vi. Até quando eu chamei pelo nome do Jeremy! Tu repetiste Jeremy, e eu deixei simplesmente de o reconhecer no meio da multidão, e, se calhar ele lembrou-se de mim. Porque só tenho olhos para ti. Estás em número um da minha lista, no meu sonho, pelo menos.
― Um beijo – dás-me um beijo – vou dormir meu amor – e vais mesmo, deixas-me a reflectir sobre o sonho.
No sonho, o Andrew tinha dois irmãos que eu não conhecia. No sonho, o Oscar ia para o Zaire, em viagem de paz, coitado. E tudo me parecia estranho e irreal.
― Nos sonhos, tudo é estranho e irreal. Nada é verdade.
Mas o que sabes tu, Lotte, se não te lembras dos teus sonhos? Dizes que eu só me lembro porque tenho a cabeça cheia de preocupações, que na verdade são pesadelos.
Eu digo-te o que é real, no sonho. É a tua constante presença como objectivo da minha vida. O desgaste chega aos meus sonhos! De tanto te amar deixei de te suportar. Nem nos meus sonhos tenho privacidade, e depois conto-te tudo, quando acordo. Não vale a pena esconder nada, tu estavas lá para ver.
Sabes o que eu acho Lotte? Acho que tu não te lembras dos teus sonhos porque nunca estás neles. Estás sempre nos meus, como personagem secundária, omnisciente. Por favor, volta para os teus sonhos. Se é que algum dia os frequentaste…
Lotte, sabes o que te aconteceu hoje no meu sonho? Lotte? Já estás a dormir? Óptimo. Espero que sonhes com isto também, para ficarmos a saber o mesmo sobre nós próprios.
Uma vez perguntaste-me se, em caso de traição, eu queria ser o primeiro ou o último a saber. Que pergunta é essa?
― Não é sequer uma hipótese, querido, nunca te trairia, mas a tua resposta pode dizer-me tanto sobre ti.
Não me conhecias bem, na altura. E, se calhar, querias era que eu te fizesse a pergunta a ti, de seguida.
Como é que podes não sonhar com isso? De certeza que sonhas… Sabes o que se passou no meu sonho? No sonho eu levava uma boneca para casa, só que essa boneca tinha nome, e carne, e vida nos membros, e eu fazia questão de te mostrar que a boneca podia ser real.
A tua respiração é lenta. Os teus olhos parecem não se mexer debaixo dessas pálpebras cansadas. Espero que estejas a sonhar com isto. Tu estavas no meu sonho, tu viste. No sonho, tu não percebias. Espero que percebas. Não quero que sejas a última a saber.
submitted by ClayDatsusara to escrita [link] [comments]


2014.04.03 20:56 PabloAimar10 AS MINHAS NAMORADAS NÃO SÃO DOENTES PELO BENFICA

Texto retirado de "Ontem vi-te no Estádio da Luz"
Nunca tive uma namorada doente pelo Benfica como eu. Tenho vários amigos doentes pelo Benfica como eu, o meu Pai era doente pelo Benfica como eu, o meu avô doente pelo Sporting como eu pelo Benfica, mas uma namorada doente pelo Benfica como eu, nunca tive. Dou-me por satisfeito quando elas dizem, entre o enfado e a vontade de me agradar: "sim, sou do Benfica". Assim, como quem diz: "gosto de iogurtes de manga" ou "não está mau tempo, não", enquanto pintam as unhas, fazem um charuto, comem cereais ou dão festas ao cão.
Invariavelmente pego naquela frase ("sim, sou do Benfica") e lanço-a na estratosfera do pensamento, onde ela rodopia, consome os trilhos todos terrestres das entretelas do cérebro, é filtrada à velocidade da Luz e, antes que venha outra frase atrelada, já todo eu estou inundado por uma certeza fingida de que finalmente, anos e anos depois da procura, encontrei uma mulher que é tão doente pelo Benfica como eu. É uma mentira. E é fingida. Mas faz-me bem, não vá eu assinar logo ali os papéis do divórcio enquanto vocifero de forma grotesca: «O Benfica não é um iogurte, foda-se!».
A M. não gostava de futebol; era artista, aos 13 anos já pintava oceanos nas aulas de matemática. Ficávamos sempre juntos, na fila do meio, lá atrás. Escrevíamos bilhetes um ao outro, com as nossas pernas juntas formando as pernas de outro ser entre nós, que era a minha perna direita e a esquerda dela - o amor adolescente ali todo vingado, não chegando o toque, precisando de palavras escondidas em papéis dobrados que dávamos um ao outro por baixo da mesa, só para fingir que ainda havia coisas a dizer. Nos intervalos, entre beijos, apalpações, cigarros, risos, ela perguntava-me: «gostas do Benfica porquê?», e eu nunca sabia explicar-lhe o que estava tão dentro de mim e tão fora dela. Foi só quando - após o Benfica-Vitória de Guimarães de 1994, jogo de festa do título, jogo em que pude pela primeira vez pisar o relvado da Luz e o meu Pai me içou para cima da trave da baliza do Neno - no dia seguinte apareci com os bolsos cheios de relva e a espalhei por cima da mesa numa aula de Religião e Moral, que ela percebeu. O amor veio todo numa pergunta que transportava todas as certezas do mundo: «tu és doente pelo Benfica, não és?»
Conheci a S. porque não podia passar a minha vida sem conhecer a S., apesar da timidez e medo que ela distribuía por todo o eu dentro de mim. Mulher gloriosa, de beleza lunar, cabelos como chicotes nos reflexos do Sol, menina doce, trópicos todos aos desvarios, mundo ao contrário. Era benfiquista de iogurte, dava-me esperança e acalmava-me as dores enquanto se passeavam pelo campo estrelas como Pembridge, Leónidas ou Jorge Soares. Eu dizia-lhe: «isto não é o Benfica», e ela, sem entender bem o que seria o Benfica, amaciava-me as dores com o carinho milenar aprendido não pela forma ou pelos hábitos mas, antes disso, pelos séculos de amor massacrado que as mulheres têm dentro e carregam com desprezo e orgulho, no fim com ternura. Vivemos o Benfica juntos pela rádio e pelo «A BOLA», ouvindo relatos nas nossas viagens ou quando lhe pedia para ir lendo o jornal enquanto eu conduzia. «Vai directa às páginas do Benfica», e ela lia-me integralmente aqueles textos enfadonhos do Serpa, do Santos Neves ou do Delgado. O que não faz uma mulher por um homem; o que não faz um homem pelo Benfica.
A T. era sportinguista. Tinha vezes em que ia ao estádio com o Pai. Fui com ela ver um Sporting-Boavista, um jogo em que pela primeira e única vez apoiei a equipa de arbitragem. Por mim, era expulsar aquela gente toda - tudo para a rua, se possível após lesões gravíssimas de anos a fio ou mesmo crudelíssimos finais de carreira. Levava o seu cachecol verde e branco aos ombros e eu, confesso, apesar da evidente má escolha de cores, olhava para ela com um encanto tal que até consegui perdoar-lhe o facto de ter sido campeã nacional aos gritos para cima de mim, numa histeria de sede e fome que só 18 anos podem dar aos adeptos. Depois beijava-me, tinha pena de mim e do Benfica que era eu. Com pouco orgulho, revelo: tive amor por aquela alegria e por aquela pena. Já que o Benfica não podia ganhar, que fosse a T. a campeã. E, no final da noite, acabámos os dois com o título nacional.
Como falar da D.? Uma mulher esquisita - não no termo português, mas no dos outros países. Uma mulher fenomenal. Curiosíssima, peculiar, melancólica, destrutiva, sonhadora. O pai um senhor benfiquista dos sete costados - tardes e manhãs e noites a fio a debatermos Benfica -, a mãe recatada, quase ausente. D. tinha o orgulho de filha que ama o pai de todas as formas lindas que podem servir de amor ao pai e, por isso, não porque o futebol lhe dissesse ao ouvido e ao coração coisas irredutíveis de adepta, era do Benfica. Chateava-se, D., no entanto, com as minhas recorrentes incursões aos fins-de-semana atrás da equipa. «Não podes passar um caralho de um Sábado sem ires para Guimarães?»; «Tens mesmo de ir esta Sexta para Coimbra?». Eu fazia um olhar de cão abandonado, ela dava-me festas no lombo e no dia a seguir lá estava eu a enviar-lhe mensagens: «Estamos a perder», e punha um tristonho para ela não se zangar muito comigo. Uma vez levei-a a Alvalade, para ela viver o Benfica no estádio do rival. Ao intervalo, estávamos a ganhar 2-0 e ela estava orgulhosa de mim: afinal fazia sentido tudo aquilo. Depois acabámos por levar 5-3, num jogo memorável. Continuou com orgulho de mim e do Benfica. Uma mulher de facto «exquisite».
A E. era actriz. Detestava tanto o futebol que nem se importava de, amando-me, me ferir de todas as formas possíveis sempre que o Benfica empatava ou perdia. Nunca conheci mulher mais terna na vida terrestre - afinal, a vida sem bola - e mais cruel quando havia futebol pelo meio. A E. tinha, digo eu, ciúmes do Benfica. Em 2011, na meia-final da Liga Europa, saí da Pedreira à procura de uma arma que acabasse logo ali com o sofrimento. Queria alguma absolvição. Liguei-lhe e ela riu-se. Vingou-se do Benfica em mim, rindo-se e rindo-se e rindo-se e rindo-se. Quando acabou de rir, riu-se mais um bocado. A E. achava que o futebol era uma menoridade existencial - debate que tivemos, vezes sem conta, entre muito elemento que diverge da sobriedade e que, ainda assim, nunca resolvemos. Apeteceu-me gritar Benfica numa peça em que ela fazia de escrava e a luz favorecia o grito anónimo. Não o fiz. Anos depois, cheguei de Amesterdão com uma cara de três mil mortes. Não me disse nada; abraçou-me. À sua maneira, há-de ser do Benfica até ao fim.
Tu és a C.. Tens dentro de ti o que diferencia os seres: tens amor. Vamos trilhando sem medos o que ainda está para vir. Melhor maneira de dizer não tenho: quero ao Benfica o que quero para nós: eternidade.
submitted by PabloAimar10 to benfica [link] [comments]